Pericardite
AEstabelecidoCardíacaClássica do lúpus induzido por droga e da imunoterapia. Dor pleurítica com atrito em quem começou remédio novo pede a pergunta.
- Relatos no FAERS:
- 15.318
- ROR:
- 25,6 (IC 95% 25,1–26,2)
- Literatura:
- 11 de 19 artigos
Que lesão de órgão metotrexato pode causar? pericardite, fibrose pulmonar, dano alveolar difuso, esteatose hepática, lesão hepática medicamentosa, agranulocitose, encefalopatia, exantema medicamentoso, trombocitopenia, lesão renal aguda, edema pulmonar não cardiogênico, reativação de tuberculose, nefropatia por cristais, osteonecrose dos maxilares por medicamento, citopenia, nefropatia, leucopenia, insuficiência renal, cirrose hepática, pancitopenia, estomatite, neutropenia, infertilidade, perturbação cognitiva, encefalite viral, úlcera bucal, leucoencefalopatia multifocal progressiva, anafilaxia, infertilidade masculina, paraplegia, disfunção cognitiva, edema cerebral, encefalopatia hipertensiva, enterocolite, ginecomastia, afta, disfunção erétil, síndrome do desejo sexual hipoativo, gengivite, pneumonite de hipersensibilidade, coma, disartria, gengivite ulcerativa necrosante aguda, oligospermia, estado de mal epilético, necrose tubular aguda, cistite hemorrágica, fibrose pleural, pneumocistose por imunossupressão, sarcoidose pulmonar induzida, maculopatia tóxica, anemia aplástica, pneumonia em organização, pneumonite intersticial, síndrome de extravasamento capilar, síndrome do desconforto respiratório agudo, disfunção cardíaca por terapia oncológica, derrame pleural, fotossensibilidade, urticária e angioedema, pneumonia eosinofílica crônica, síndrome de diferenciação, colestase, pneumonia eosinofílica, neuropatia óptica tóxica, cardiomiopatia, neuropatia periférica, insuficiência hepática aguda, anemia hemolítica, síndrome nefrótica, nefrite intersticial aguda, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, neurotoxicidade por célula efetora imune, miocardite, derrame pleural eosinofílico, pneumonia eosinofílica aguda, insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar, infarto do miocárdio, convulsão, diabetes insipidus nefrogênico, bradicardia, parkinsonismo, dRESS, transtornos linfoproliferativos, lesões orais, linfoma, gastroenterite, pneumonia, linfoma não Hodgkin, artropatia, artrite, linfoma de células B, doença óssea, artrite reumatoide, anemia, doença autoimune, tumor de pele, leucemia, alopécia, complicações na gravidez, encefalite, úlcera, paralisia, eritema, leucemia mieloide, doença cerebrovascular, mielopatia, carcinoma, neoplasia das vias respiratórias, transtorno respiratório, imunodeficiência, linfoma de Hodgkin, perturbação sensorial, vasculite, tumor pulmonar, psoríase, micose pulmonar, osteoporose, leucemia mieloide aguda, hipersensibilidade respiratória, má-absorção intestinal, trombose, doença da bexiga, doença da mama, eosinofilia, condição pré-maligna, doença dos brônquios, meningite, paresia, transtorno da comunicação, melanoma, miopatia, retinopatia, tumor neuroendócrino, distúrbio da Pigmentação, enterite, acidente vascular cerebral, aplasia de medula óssea, doença genética, hipertensão arterial, lesão pulmonar, necrose avascular, aborto espontâneo, adenocarcinoma, anemia megaloblástica, doença dos ovários, doença inflamatória intestinal, doença periodontal, doença pulmonar obstrutiva, linfocitopenia, nefrite, síndrome mielodisplásica, carcinoma espinocelular, distúrbio da fala, hipersensibilidade de tipo III, leucemia linfoide, neoplasia mieloproliferativa, perturbação do neurodesenvolvimento, arritmia cardíaca, epilepsia, infertilidade feminina, insuficiência renal crônica, insuficiência respiratória, patologia uterina, sangramento gastrointestinal, anomalias craniofaciais, cistite, coagulopatia, colite, disfunção testicular, dispneia, doença do pé, eritema multiforme, exantema, febre reumática, linfoma cutâneo de células T, neuropatia óptica, perda de consciência, pleurisia, asma, demência, hemorragia intracraniana, insuficiência hepática, isquémia cerebral, linfadenopatia, neoplasia da bexiga, obstrução intestinal, pancreatite, peritonite, tosse, uveíte, artralgia, carcinoma basocelular, cardiopatia congênita, conjuntivite, derrame pericárdico, diabetes mellitus, diátese hemorrágica, doença da córnea, glomerulonefrite, hemiplegia, hepatocarcinoma, hiperpigmentação, leucocitose, neoplasia da mama, reabsorção óssea, transtorno auditivo, traumatismo craniano, trombose venosa, úlcera péptica, artrite séptica, cisto, doença da tireoide, doença hepática gordurosa não alcoólica, embolia, erro metabólico hereditário, espondiloartropatia, fibrose pulmonar idiopática, flebite, granuloma, molusco contagioso, nódulos pulmonares múltiplos, paniculite, pneumotórax, polineuropatia, prurido, púrpura, sarcoma, surdez, trombofilia, tumor ósseo, úlcera gástrica, uremia, alveolite linfocítica, ataxia, atrofia óptica, bolha, colite ulcerosa, confusão, dificuldade de aprendizagem, embolia pulmonar, encefalomielite disseminada aguda, epilepsia focal, gastrite, hepatite Viral, hipertensão ocular, menopausa prematura, paralisia facial, parestesia, proteinúria, síndrome paraneoplásica, tamponamento cardíaco, tetraplegia, trombocitose, tumor cerebral, tumor renal, afasia, bronquiolite, bronquiolite obliterante, bronquite, carcinoma urotelial, colestase intra-hepática da gravidez, colite pseudomembranosa, disfunção ventricular esquerda, distúrbios do sistema vestibular, doença celíaca, doença da laringe, doença de Crohn, doença do enxerto contra hospedeiro, encefalomielite, eritrodermia, escotoma, esofagite, fraqueza muscular, hematúria, hemorragia intracerebral, herpes, hiperhomocisteinemia, hipertensão intracraniana idiopática, hipotensão arterial, infeção ocular, leishmaniose, lesão pulmonar aguda, leucemia mieloide crônica, leucemia mielomonocítica aguda, lúpus eritematoso sistêmico, meningite asséptica, miosite, neoplasia do nariz, papiledema, penfigoide bolhoso, retardo mental, sangramento uterino anormal, sarcoma de Kaposi, síndrome hipereosinofílica, taquicardia, tromboflebite, trombose venosa cerebral, tumores dos tecidos hematopoético e linfoide, pneumonia intersticial aguda, pneumonia intersticial não específica, acidente isquémico transitório, adenoma, anemia sideroblástica, angioedema, arteriosclerose, arterite, artrite psoriática, artrite reativa, câncer de adrenal, carcinogênese, carcinoma in situ, cardiomegalia, catarata, cetoacidose diabética, choreia, cisto ovariano, coagulação intravascular disseminada, coronariopatias, crescimento intra uterino restrito, demência vascular, disfagia, displasia, dissonia, doença de Peyronie, doença de Raynaud, doença do baço, encefalocele, esófago de Barrett, estenose do esófago, faringite, glaucoma, gravidez ectópica, hepatite B, hepatomegalia, hipertensão portal, hipoalbuminemia, hipoestesia, hipoproteinemia, íleo paralítico, infarto cerebral, infeção do trato urinário, leucemia linfoide crônica, leucemias de células B, linfocitose, linfoma do manto vevariante blastoide, linfoma folicular, lipodistrofia, líquen plano, melanose, meningoencefalite, micose fungoide, mielite transversa, mieloma múltiplo, neoplasia da próstata, osteomalacia, pênfigo, pneumonia intersticial idiopática, porfiria cutânea tarda, porfiria hepática, radiculopatia, raquitismo, retinite, sarcoidose, síndrome hemolítica-urémica, transtorno alimentar, tumor cardíaco, tumor do pâncreas, vasoespasmo cerebral, vertigem, síndrome pulmão-rim, dermatite por recall de radiação, erupção fixa por droga, trombocitopenia induzida por heparina, bronquiolite constritiva, vasculite ANCA por droga, abcesso pulmonar, acidose tubular renal, afasia de Broca, agenesia de corpo caloso, alexia, alopecia areata, anaplasia, anemia hemolítica autoimune, anencefalia, angina, angiomatose bacilar, anquilose, apendicite, apneia, apraxia, arterite temporal, artropatia por deposição de cristais, atelectasia, bexiga neurogênica, bloqueio de ramo, carcinoma broncogênico, carcinoma de células renais, carcinoma ductal in situ, cardite reumática, cegueira, ceratoacantoma, cirrose biliar primária, cólica, coma diabético, contração ventricular prematura, cor triatriatum, corioretinite, craniossinostose, daltonismo, deformidade adquirida do nariz, degenerescência macular, delirium, dermatomiosite, diabetes insípida, diabetes mellitus tipo 2, diplopia, disgeusia, dislexia, doença cromossómica, doença de depósito lisossômico, doença de lesão mínima, doença do mediastino, doença do neurônio motor, doença dos seios paranasais, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença relacionada a AIDS, doença torácica, doença trofoblástica gestacional, doença vulvar, eczema, eczema herpético, edema macular, empiema pleural, encefalite Anti-Receptor N-Metil-D-Aspartato, encefalopatia de Wernicke, encefalopatia hepática, endoftalmite, enxaqueca, epilepsia do lobo temporal, equimose, esclerose difusa, esclerose sistêmica, escoliose, espondilite anquilosante, estenose da artéria carótida, fasciite, fasciite necrosante, fenda palatina, fibrilação auricular, foliculite, glossodínia, gota, hemangioendotelioma kaposiforme, hemangioma, hematoma subdural, hematometra, hemoptise, hemorragia subaracnóide, hepatite A, hepatite C, hepatoblastoma, hiper-reatividade brônquica, hiperemia, hipersonia, hipertelorismo, hipopigmentação, hipotiroidismo, holoprosencefalia, infecção pelo HIV, intussuscepção, lentigem, leucemia/linfoma de células T do adulto, leucemia monoblástica aguda, leucemias de células T, linfedema, malformação vascular, megacólon, mialgia, miastenia grave, mononucleose infecciosa, nasofaringite, neoplasia dos brônquios, neoplasia dos seios paranasais, neoplasia trofoblástica, neurite, neurofibromatoses, nevo, oftalmoplegia, oligúria, onicólise, orquite, osteopenia, panencefalite esclerosante subaguda, parada cardíaca, paralisia de prega vocal, paroníquia, parto pré-termo, perfuração septal, perturbações da marcha, placenta acreta, pneumonia viral, pneumoperitônio, policitemia vera, polimiosite, poliúria, privação de sono, pseudo-obstrução intestinal, púrpura trombocitopênica trombótica, queratose, rabdomiólise, reabsorção fetal, retinite por citomegalovírus, rosácea, sarna, sialadenite, síndrome de budd-chiari, síndrome de Crouzon, síndrome de Klüver-Bucy, síndrome de Leigh, síndrome de Reye, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, sinovite, taquicardia ventricular, telangiectasia, tendinopatia, teratoma, tetralogia de Fallot, timoma, transposição de grandes artérias, transtorno do espectro esquizofrênico, transtornos do humor, tremor, tricoleucemia, trombose coronariana, tuberculose pulmonar, tumor de glândula salivar, tumor do ovário, tumor mediastinal, tumor vascular, vasculite cerebral, verruga e vitiligo.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Ver nomes comerciais e registro na ANVISA
Clássica do lúpus induzido por droga e da imunoterapia. Dor pleurítica com atrito em quem começou remédio novo pede a pergunta.
A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.
O achado histológico por trás da SDRA e da forma mais grave de pneumonite por droga. Aparece na biópsia quando a suspeita clínica já passou — e é o que fecha o caso retrospectivamente.
Microvesicular (aguda, por toxicidade mitocondrial, grave) ou macrovesicular (crônica, indolente). São prognósticos diferentes com o mesmo nome no laudo do ultrassom.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
A forma posterior reversível (PRES) tem imagem característica e some com a retirada e o controle pressórico — por isso vale nomear em vez de chamar de delirium.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
Edema com pressão de enchimento normal. Diurético não resolve e piora a perfusão — o que resolve é reconhecer a droga.
Doença ativa a partir do bacilo que já estava lá, semanas a meses depois de começar anti-TNF, corticoide em dose alta ou outro imunossupressor. Rastrear infecção latente ANTES é a única parte que depende de quem prescreve.
Creatinina que sobe horas depois da dose, com cristais no sedimento e pouco mais. Aciclovir em bolus, metotrexato em dose alta, sulfadiazina e indinavir são os clássicos — e hidratação com correção do pH previne o que o tratamento depois não desfaz.
Osso exposto que não cicatriza em oito semanas, quase sempre depois de extração. Antirreabsortivo em dose oncológica é o maior risco, e o antiangiogênico soma — avaliação odontológica antes de começar vale mais do que qualquer conduta depois.
Hematúria com disúria e coágulos depois de ciclofosfamida ou ifosfamida: a acroleína agride o urotélio. Hidratação e mesna previnem, e no transplantado a mesma apresentação pode ser vírus BK.
Espessamento que fica depois que o derrame sai, e restringe. Ergolínicos (bromocriptina, metisergida) e nitrofurantoína são os clássicos, e o dano é em boa parte irreversível — quem decide o desfecho é suspender cedo.
A droga não causa o infiltrado, causa a brecha: corticoide prolongado, rituximabe, metotrexato. Importa porque tem profilaxia, e a decisão de profilaxar depende de saber qual esquema abre a porta.
Granuloma não caseoso com adenopatia hilar que abre depois de interferon, anti-TNF ou inibidor de checkpoint. Regride com a retirada, o que a sarcoidose de verdade não faz.
Perda de campo central que não volta depois de instalada — daí o rastreamento anual por OCT em quem usa antimalárico há mais de cinco anos. Tamoxifeno e pentosano polissulfato dão quadros parecidos e menos lembrados.
Pancitopenia com medula hipocelular. Não depende de dose nem de tempo de uso, e a retirada pode não bastar.
Consolidação migratória que não responde a antibiótico e some com corticoide — o padrão mais comum de pneumonite por droga com biópsia. Amiodarona, bleomicina, nitrofurantoína e os imunoterápicos são os nomes de sempre.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Hipotensão com hemoconcentração e edema pulmonar por fuga de albumina. Volume agrava, e o que salva é suspender a droga — interleucina-2, gencitabina, fator estimulador de colônias.
A forma mais grave e a mais letal. Droga é causa rara de SDRA e a única reversível por retirada.
Queda da fração de ejeção durante ou depois do tratamento do câncer. A da antraciclina depende da dose acumulada e costuma ficar; a do trastuzumabe não depende e costuma voltar ao suspender — por isso a conduta diante do mesmo número é diferente.
Exsudato, muitas vezes com eosinófilos, sem infecção nem neoplasia. Entra no diferencial antes da toracoscopia.
Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
Infiltrado periférico em "edema pulmonar invertido", com semanas de tosse, febre e perda de peso. Derrete com corticoide e recidiva ao desmamar — e recidiva de novo se o fármaco que a causou voltar sem que ninguém tenha ligado os dois.
Febre, ganho de peso, infiltrado e hipotensão nas primeiras três semanas de ATRA ou trióxido de arsênio na leucemia promielocítica. Dexametasona na suspeita, antes de confirmar: esperar é o que mata.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.
Perda bilateral, indolor e progressiva da visão central, com discromatopsia vermelho-verde antes da acuidade cair. Etambutol e linezolida dependem de dose e tempo; suspender cedo é o que separa o reversível do definitivo.
Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.
Proteinúria nefrótica por lesão mínima ou nefropatia membranosa secundária. Remite com a retirada, o que a diferencia da forma idiopática.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Descolamento de pele e acometimento de mucosas. Mortalidade alta, e a única medida com efeito comprovado é suspender a droga o quanto antes.
Disgrafia e afasia de expressão dias depois da infusão de CAR-T ou do anticorpo biespecífico, geralmente na esteira da síndrome de liberação de citocinas. Evolui para rebaixamento e convulsão; a escala à beira do leito serve para pegar antes disso.
Com os inibidores de checkpoint deixou de ser curiosidade: é rara, precoce e tem letalidade alta. Troponina que sobe nas primeiras semanas de imunoterapia é isso até prova em contrário.
Mais de 10% de eosinófilo no líquido. Depois de afastar ar e sangue no espaço pleural — que são as causas banais —, fármaco sobe na lista: nitrofurantoína, dantroleno, valproato. Suspender costuma resolver sem drenagem e sem biópsia.
Febre e hipoxemia que abrem em dias, com eosinófilo no lavado e sangue normal — o hemograma limpo é o que faz descartar a hipótese cedo demais. Daptomicina e o início recente do tabagismo são as duas histórias clássicas. Responde ao corticoide em horas e recidiva se a droga voltar, o que serve de prova retrospectiva.
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
Instala-se em meses e pode não regredir. A história dos anorexígenos é o motivo de a classe inteira ser vigiada.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Poliúria hipotônica que não responde à desmopressina. O lítio é o exemplo que se ensina, e o efeito pode persistir depois de anos de uso.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Simétrico e sem tremor de repouso franco, ao contrário da doença de Parkinson. Regride em semanas a meses — e é diagnosticado como doença degenerativa com frequência.
Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.
Linfocitose no lavado broncoalveolar, que é o achado que mais sugere droga quando a tomografia é inespecífica. Relação CD4/CD8 baixa aponta para medicamento e para pneumonite de hipersensibilidade; alta aponta para sarcoidose.
Insuficiência respiratória em dias a semanas, com vidro fosco difuso e dano alveolar na histologia — a SDRA sem causa aparente. Antes de chamar de idiopática, a lista de fármacos do mês anterior é a primeira coisa a olhar.
Vidro fosco com reticulado poupando a região subpleural, homogêneo no tempo — e é justamente a homogeneidade que separa da fibrose pulmonar idiopática. Padrão frequente de dano por metotrexato, amiodarona e quimioterápico, e o que mais melhora ao suspender.
Hemorragia alveolar junto com glomerulonefrite. A dupla estreita o diagnóstico, e fármaco entra na lista antes de imunossupressão às cegas.
Eritema que reacende exatamente no campo irradiado meses antes, horas a dias depois de uma dose de quimioterapia. O limite geométrico na pele é o que dá o diagnóstico e afasta infecção.
Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.
Queda de mais da metade das plaquetas entre o quinto e o décimo dia, e o risco é trombose, não sangramento. Transfundir plaqueta piora; o que salva é trocar por anticoagulante não heparínico antes do resultado do anticorpo.
Obstrução fixa que não responde a broncodilatador, com aprisionamento aéreo na expiração e tomografia quase normal na inspiração. É fibrose da via aérea pequena: o que se perde não volta, e o alvo é parar a exposição.
Propiltiouracila, hidralazina, minociclina e a cocaína cortada com levamisol. O anti-MPO costuma vir em título alto com anti-PR3 junto, o que quase não acontece na vasculite idiopática; retirar a droga resolve boa parte.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.