Linfoma cutâneo de células T por medicamento
Que fármacos causam linfoma cutâneo de células T? Com a evidência mais forte: fenitoína, dupilumabe, metotrexato, ciclosporina, mogamulizumabe e etanercepte, entre 43 substâncias.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
CID-10: C84.0 — Micose fungóide
Fármacos com literatura ou sinal
43 substâncias (18 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Fenitoína | BProvável | 8 de 10 | — | — |
| Dupilumabe | CPossível | 9 de 41 | — | — |
| Metotrexato | CPossível | 8 de 187 | — | — |
| Ciclosporina | CPossível | 8 de 28 | — | — |
| Mogamulizumabesem registro no Brasil | CPossível | 3 | — | — |
| Etanercepte | CPossível | 3 | — | — |
| Fingolimodesem registro no Brasil | CPossível | 3 | — | — |
| Imunoglobulina G | CPossível | 3 | — | — |
| Benzenonão é medicamento | CPossível | 2 | — | — |
| Infliximabe | CPossível | 2 | — | — |
| Adalimumabe | CPossível | 2 | — | — |
| Dibenzodioxinas policloradasnão é medicamento | CPossível | 2 | — | — |
| Ácido 2,4-diclorofenoxiacéticonão é medicamento | CPossível | 2 | — | — |
| Carbamazepina | CPossível | 2 | — | — |
| Tracolimosem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Minociclinasem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Duvelisibesem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Bexarotenosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Acitretina | CPossível | 1 | — | — |
| Tofacitinibe | CPossível | 1 | — | — |
| Pembrolizumabe | CPossível | 1 | — | — |
| Mostarda nitrogenada 2sem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Tricloroetilenosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Secuquinumabesem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Gás mostardanão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Vancomicina | CPossível | 1 | — | — |
| Rifampicinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Querosenenão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Petróleonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Tetracloroetilenonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Vidarabinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Fludarabina | CPossível | 1 | — | — |
| Leuprorrelinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Efalizumabesem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Alefaceptesem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Verapamil | CPossível | 1 | — | — |
| Aldesleucinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Cefiximasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Cefotaxima | CPossível | 1 | — | — |
| Captopril | CPossível | 1 | — | — |
| Arsênionão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Melfalana | CPossível | 1 | — | — |
| Dióxido de tórionão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como linfoma cutâneo de células T causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.