Carcinoma de células renais por medicamento

Que fármacos causam carcinoma de células renais? Com a evidência mais forte: tricloroetileno, paracetamol, fenacetina, ácidos aristolóquicos, arsênio e acido acetilsalicilico, entre 65 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: C64 Neoplasia maligna do rim, exceto pelve renal

Fármacos com literatura ou sinal

65 substâncias (24 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Tricloroetilenosem registro no BrasilBProvável23 de 28
ParacetamolBProvável9 de 13
Fenacetinasem registro no BrasilBProvável8 de 11
Ácidos aristolóquicosnão é medicamentoCPossível6 de 12
Arsênionão é medicamentoCPossível5 de 16
Acido acetilsalicilicoCPossível4 de 19
Acrilamidanão é medicamentoCPossível4 de 6
Glutationasem registro no BrasilCPossível3
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível3
EstradiolCPossível3
Ocratoxinasnão é medicamentoCPossível3
NivolumabeCPossível3
Chumbonão é medicamentoCPossível3
CiclofosfamidaCPossível3
Petróleonão é medicamentoCPossível2
Gasolinanão é medicamentoCPossível2
Barbitalsem registro no BrasilCPossível2
HidroquinonaCPossível2
Estreptozocinasem registro no BrasilCPossível2
Dietilestilbestrolsem registro no BrasilCPossível2
Sirolimussem registro no BrasilCPossível2
Hidrocarbonetos aromáticos policíclicosnão é medicamentoCPossível2
Reserpinasem registro no BrasilCPossível2
Tetracloroetilenonão é medicamentoCPossível2
Hidroclorotiazidasem registro no BrasilCPossível1
BussulfanoCPossível1
Resorcinasem registro no BrasilCPossível1
Sulfato de cobresem registro no BrasilCPossível1
Potássiosem registro no BrasilCPossível1
TestosteronaCPossível1
CisteínaCPossível1
EtinilestradiolCPossível1
Bifenilos policloradosnão é medicamentoCPossível1
Carvão mineralnão é medicamentoCPossível1
Coquenão é medicamentoCPossível1
Amobarbitalsem registro no BrasilCPossível1
FenobarbitalCPossível1
Alumínionão é medicamentoCPossível1
Bromonão é medicamentoCPossível1
Aflatoxinasnão é medicamentoCPossível1
Orciprenalinasem registro no BrasilCPossível1
Piretrinasnão é medicamentoCPossível1
Poliestirenonão é medicamentoCPossível1
Microplásticosnão é medicamentoCPossível1
Fenilenodiaminasnão é medicamentoCPossível1
AxitinibeCPossível1
SorafenibeCPossível1
PazopanibeCPossível1
DexametasonaCPossível1
CabozantinibeCPossível1
CiclosporinaCPossível1
PrednisolonaCPossível1
Ácido micofenólicosem registro no BrasilCPossível1
MetforminaCPossível1
Imunoglobulina GCPossível1
Fibras mineraisnão é medicamentoCPossível1
Amiantonão é medicamentoCPossível1
MetotrexatoCPossível1
Cádmionão é medicamentoCPossível1
Cromonão é medicamentoCPossível1
Níquelnão é medicamentoCPossível1
AzatioprinaCPossível1
CafeínaCPossível1
Clorofórmiosem registro no BrasilCPossível1
AtenololCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como carcinoma de células renais causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.