Rosalind Franklin
1920–1958
Química e cristalógrafa britânica. Suas imagens de difração de raios X foram decisivas para revelar que o DNA é uma dupla hélice. A Rosa leva o nome dela.
A vida, ano a ano
1920
Nasce em Londres
Em 25 de julho. Forma-se em ciências naturais em Cambridge, no Newnham College.
1945
Doutorado sobre o carvão
Durante a Segunda Guerra, estuda a estrutura do carvão; o trabalho vira o seu doutorado.
1947–1950
Paris e os raios X
Aprende a técnica que marcaria a sua carreira: a difração de raios X, que deduz a forma de uma molécula pelo padrão que ela imprime num filme.
1951
King’s College London
Mostra que o DNA existe em duas formas, A e B, conforme a umidade, e mede cada uma com um rigor que poucos laboratórios tinham.
1952
A Foto 51
Com o aluno Raymond Gosling, obtém a imagem da forma B que ficou conhecida como Foto 51: o padrão em X que denuncia uma hélice.
1953
A dupla hélice na Nature
A foto e dados dela chegam a James Watson e Francis Crick sem que ela saiba. O modelo sai na Nature em abril, e o artigo de Franklin e Gosling com os dados experimentais sai na mesma edição.
1953–1958
Os vírus, no Birkbeck College
Volta a técnica para os vírus: descreve a estrutura do vírus do mosaico do tabaco e começa a estudar o da poliomielite.
1958
Morre aos 37 anos
Em 16 de abril, de câncer de ovário.
1962
O Nobel do DNA
O Nobel de Fisiologia ou Medicina vai para Watson, Crick e Maurice Wilkins. O prêmio não é concedido a quem já morreu.
1982
O Nobel de Aaron Klug
Seu colega recebe o Nobel de Química por um trabalho que os dois haviam começado juntos.
Por que a Rosa leva o nome dela
Franklin não aceitava conclusão antes do dado: medir com cuidado, mostrar a evidência e só então afirmar. É o que a Rosa tenta fazer em cada resposta clínica: cada afirmação vem com a fonte de onde saiu, para o profissional conferir.