Sorafenibe

Que lesão de órgão sorafenibe pode causar? exantema medicamentoso, lesão hepática medicamentosa, encefalopatia, trombocitopenia, disfunção cardíaca por terapia oncológica, colestase, cardiomiopatia, infarto do miocárdio, lesão renal aguda, insuficiência cardíaca, agranulocitose, hipertensão arterial, carcinoma, adenocarcinoma, eritema, nefropatia, hepatite por inibidor de checkpoint, citopenia, doença da tireoide, hepatocarcinoma, miopatia, cirrose hepática, doença óssea, encefalopatia hipertensiva, eritema multiforme, exantema, hidradenitis, insuficiência hepática, necrose avascular, nefrite, sarcopenia, miocardite, nefrite intersticial aguda, dRESS, alopécia, anafilaxia, aneurisma, aneurisma da aorta, arteriosclerose, aterosclerose, carcinoma basocelular, carcinoma de células renais, ceratoacantoma, choque cardiogênico, coronariopatias, dissecção da aorta, doença arterial coronária, doença arterial periférica, doença de lesão mínima, doença do ouvido, doença dos ovários, doença genética, doença inflamatória pélvica, encefalopatia hepática, eritema nodoso, foliculite, glomeruloesclerose segmentar e focal, glomerulonefrite, hidrosadenite, hipersensibilidade de tipo III, insuficiência renal, leucopenia, miosite, neutropenia, ovarite, pancreatite, polimialgia reumática, psoríase, rabdomiólise, sangramento gastrointestinal, tiroidite, tumor de pele, tumor renal e vasculite.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Exantema medicamentoso

AEstabelecidoCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
1.461
ROR:
2,2 (IC 95% 2,12,3)
Literatura:
27 de 183 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
710
ROR:
8,3 (IC 95% 7,78,9)
Literatura:
5 de 14 artigos

Encefalopatia

CPossívelNeurológica

A forma posterior reversível (PRES) tem imagem característica e some com a retirada e o controle pressórico — por isso vale nomear em vez de chamar de delirium.

Relatos no FAERS:
601
ROR:
2,7 (IC 95% 2,52,9)
Literatura:
2 artigos

Trombocitopenia

CPossívelHematológica

Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.

Relatos no FAERS:
446
ROR:
2 (IC 95% 1,82,2)
Literatura:
2 artigos

Queda da fração de ejeção durante ou depois do tratamento do câncer. A da antraciclina depende da dose acumulada e costuma ficar; a do trastuzumabe não depende e costuma voltar ao suspender — por isso a conduta diante do mesmo número é diferente.

Relatos no FAERS:
14
ROR:
1,6 (IC 95% 0,92,7)
Literatura:
2 artigos

Colestase

CPossívelHepática

Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.

Relatos no FAERS:
36
ROR:
1,6 (IC 95% 1,12,2)
Literatura:
1 artigos

Cardiomiopatia

CPossívelCardíaca

Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.

Relatos no FAERS:
39
ROR:
1 (IC 95% 0,71,3)
Literatura:
1 artigos

Infarto do miocárdio

CPossívelCardíaca

Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.

Relatos no FAERS:
189
ROR:
0,8 (IC 95% 0,70,9)
Literatura:
1 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
226
ROR:
0,5 (IC 95% 0,50,6)
Literatura:
1 artigos

Insuficiência cardíaca

CPossívelCardíaca

Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.

Relatos no FAERS:
108
ROR:
0,4 (IC 95% 0,40,5)
Literatura:
2 artigos

Agranulocitose

CPossívelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
75
ROR:
0,4 (IC 95% 0,30,4)
Literatura:
1 artigos

Transaminases que sobem sem sintoma, semanas a meses depois de começar. Não é hepatite autoimune clássica: o autoanticorpo costuma faltar, e a biópsia mostra infiltrado lobular. Descartar vírus e progressão da doença antes de atribuir.

Relatos no FAERS:
1
Literatura:
3 artigos

Miocardite

CPossívelCardíaca

Com os inibidores de checkpoint deixou de ser curiosidade: é rara, precoce e tem letalidade alta. Troponina que sobe nas primeiras semanas de imunoterapia é isso até prova em contrário.

Relatos no FAERS:
7
Literatura:
1 artigos

Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.

Literatura:
1 artigos

DRESS

CPossívelCutânea

Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.

Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.