Doença arterial periférica por medicamento
Que fármacos causam doença arterial periférica? Com a evidência mais forte: ergotamina, nilotinibe, propranolol, metoprolol, metisergida e varfarina, entre 36 substâncias.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
CID-10: I73.9 — Doenças vasculares periféricas não especificada
Fármacos com literatura ou sinal
36 substâncias (19 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Ergotaminasem registro no Brasil | BProvável | 15 de 24 | — | — |
| Nilotinibe | BProvável | 10 de 15 | — | — |
| Propranolol | CPossível | 4 de 19 | — | — |
| Metoprolol | CPossível | 3 | — | — |
| Metisergidasem registro no Brasil | CPossível | 3 | — | — |
| Varfarinasem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Etinilestradiol | CPossível | 2 | — | — |
| Cafeína | CPossível | 2 | — | — |
| Gabapentina | CPossível | 1 | — | — |
| Pregabalina | CPossível | 1 | — | — |
| Adenosina | CPossível | 1 | — | — |
| Rivaroxabana | CPossível | 1 | — | — |
| Vorapaxarsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Hidromorfonasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Erenumabesem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Sorafenibe | CPossível | 1 | — | — |
| Dasatinibe | CPossível | 1 | — | — |
| Levonorgestrel | CPossível | 1 | — | — |
| Hidrocarbonetos aromáticos policíclicosnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Ritonavir | CPossível | 1 | — | — |
| Dioxinasnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Bifenilos policloradosnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Cocaínasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Testosterona | CPossível | 1 | — | — |
| Nandrolona | CPossível | 1 | — | — |
| Prednisolona | CPossível | 1 | — | — |
| Ciclizinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Lisinoprilsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Bisoprolol | CPossível | 1 | — | — |
| Di-hidroergotamina | CPossível | 1 | — | — |
| Dissulfeto de carbononão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Pindololsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Labetalolsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Eritromicina | CPossível | 1 | — | — |
| Practololsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Monóxido de carbonosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como doença arterial periférica causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.