Torsades de pointes
AEstabelecidoCardíacaTaquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
- Relatos no FAERS:
- 25
- ROR:
- 3,5 (IC 95% 2,4–5,2)
- Literatura:
- 49 de 54 artigos
Que lesão de órgão eritromicina pode causar? torsades de pointes, prolongamento do intervalo QT, urticária e angioedema, colestase, arritmia cardíaca, lesão hepática medicamentosa, exantema medicamentoso, perturbação sensorial, taquicardia, transtorno auditivo, taquicardia ventricular, surdez, cardiopatia congênita, estenose pilórica, perda auditiva sensorioneural, pancreatite, hipotensão arterial, rabdomiólise, bradicardia, anafilaxia, colestase intra-hepática da gravidez, tremor, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, gastroenterite, enterocolite, nefropatia, citopenia, leucopenia, colite pseudomembranosa, agranulocitose, lesões orais, eritema, miopatia, pneumonite intersticial, insuficiência renal, lesão renal aguda, eritema multiforme, estomatite, nefrite, fibrose pulmonar, nefrite intersticial aguda, anemia, flebite, neutropenia, vasculite, doença da córnea, paralisia, anemia hemolítica, erupção fixa por droga, gastroparesia, convulsão, bloqueio de ramo, complicações na gravidez, parada cardíaca, perda de consciência, transtornos linfoproliferativos, neuropatia periférica, fotossensibilidade, colangite, colite, diátese hemorrágica, doença óssea, doença pulmonar obstrutiva, enterite necrotizante, epilepsia, exantema, fibrilhação ventricular, neoplasia das vias respiratórias, obstrução intestinal, prurido, síncope, transtorno respiratório, tumor pulmonar, zumbido, alucinação, angioedema, ataxia, cardiomegalia, catarata, ceratite, coagulopatia, diabetes mellitus, doença autoimune, doença dos brônquios, doença pleural, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença vulvar, eosinofilia, espasmo, hipersensibilidade respiratória, imunodeficiência, insuficiência respiratória, linfoma, mieloma múltiplo, pneumonia, vaginite, vulvite, síndrome do desconforto respiratório agudo, cardiomiopatia, insuficiência cardíaca, miocardite, infarto do miocárdio, pericardite, trombocitopenia, síndrome serotoninérgica, acne, adenocarcinoma, anemia hemolítica autoimune, anemia megaloblástica, anencefalia, anomalias craniofaciais, artralgia, artropatia, asma, atresia de coanas, blefarite, cãibra, carcinoma, carcinoma adenoescamoso, carcinoma espinocelular, cirrose biliar primária, cirrose hepática, claudicação intermitente, colecistite, cólica, colite ulcerosa, confusão, conjuntivite, deficiência de vitamina K, delirium, dermatite perioral, disfagia, distúrbio da fala, distúrbio da Pigmentação, doença arterial periférica, doença cerebrovascular, doença da tireoide, doença da vesícula biliar, doença das glândulas sebáceas, doença de refluxo gastroesofágico, doença inflamatória intestinal, doença periodontal, eczema, encefalite, encefalopatia hepática, enfisema pulmonar, eritema nodoso, eritroblastose fetal, eritrodermia, espasticidade, fenda labial, fenda palatina, fraqueza muscular, glomerulonefrite, granuloma, hematúria, hemoptise, hemorragia intracerebral, hemorragia intracraniana, hiper-reatividade brônquica, hiperidrose, hiperpigmentação, hipertiroidismo, hipertonia, histeria, insuficiência hepática, insuficiência renal crônica, intussuscepção, lesão pulmonar, lesão pulmonar aguda, linfoma não Hodgkin, lúpus eritematoso sistêmico, malformação do aparelho respiratório, melanose, meningite, meningoencefalite, mioclonia, necrose tubular aguda, neurite, oftalmoplegia, osteólise, otite, otite média, paralisia cerebral, parestesia, presbiacusia, psoríase, púrpura, querníctero, reabsorção óssea, rinite, rosácea, sangramento gastrointestinal, sialadenite, síndrome de dumping, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, transtorno bipolar, transtorno da comunicação, transtorno de personalidade, transtorno de personalidade histriônica, transtorno puerperal, transtornos do humor, trauma facial, traumatismo craniano, trismo, tromboflebite, trombose, trombose venosa, úlcera e vaginite por candidíase.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Ver nomes comerciais e registro na ANVISA
Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Descolamento de pele e acometimento de mucosas. Mortalidade alta, e a única medida com efeito comprovado é suspender a droga o quanto antes.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.
Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).
A forma mais grave e a mais letal. Droga é causa rara de SDRA e a única reversível por retirada.
Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
Com os inibidores de checkpoint deixou de ser curiosidade: é rara, precoce e tem letalidade alta. Troponina que sobe nas primeiras semanas de imunoterapia é isso até prova em contrário.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
Clássica do lúpus induzido por droga e da imunoterapia. Dor pleurítica com atrito em quem começou remédio novo pede a pergunta.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Clônus, hiper-reflexia e agitação em horas depois de somar dois serotoninérgicos. O clônus é o que a separa da neuroléptica maligna, que tem rigidez em cano de chumbo.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.