Vaginite por medicamento

Que fármacos causam vaginite? Com a evidência mais forte: estrogênios, clindamicina, metronidazol, tetraciclina, fluconazol e etinilestradiol, entre 70 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: N76.0 Vaginite aguda

Fármacos com literatura ou sinal

70 substâncias (40 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível6 de 215
ClindamicinaCPossível5 de 195
MetronidazolCPossível5 de 1263
TetraciclinaCPossível5 de 53
FluconazolCPossível4 de 375
EtinilestradiolCPossível4 de 31
Polietilenoglicolsem registro no BrasilCPossível4 de 20
ProgesteronaCPossível3
Cloreto de benzalcônionão é medicamentoCPossível3
SecnidazolCPossível2
Canagliflozinasem registro no BrasilCPossível2
EstradiolCPossível2
Clorexidinasem registro no BrasilCPossível2
CefalexinaCPossível2
NistatinaCPossível2
OfloxacinoCPossível2
CefadroxilaCPossível2
EritromicinaCPossível2
TestosteronaCPossível1
LevonorgestrelCPossível1
Noretindronasem registro no BrasilCPossível1
Material particuladonão é medicamentoCPossível1
Ibrexafungerpesem registro no BrasilCPossível1
MedroxiprogesteronaCPossível1
MetforminaCPossível1
Ertugliflozinasem registro no BrasilCPossível1
GlimepiridaCPossível1
Oxitetraciclinasem registro no BrasilCPossível1
Iodopovidonasem registro no BrasilCPossível1
Gliconato de clorexidinasem registro no BrasilCPossível1
EfavirenzCPossível1
Valerato de diflucortolonasem registro no BrasilCPossível1
ClobetasolCPossível1
DiflucortolonaCPossível1
Celulosesem registro no BrasilCPossível1
Glipizidasem registro no BrasilCPossível1
DapagliflozinaCPossível1
DesogestrelCPossível1
DrospirenonaCPossível1
Nicorandilsem registro no BrasilCPossível1
Nifuratelsem registro no BrasilCPossível1
AzitromicinaCPossível1
MoxifloxacinoCPossível1
BetaínaCPossível1
DoxorrubicinaCPossível1
Estavudinasem registro no BrasilCPossível1
LevofloxacinoCPossível1
CefdinirCPossível1
AmoxicilinaCPossível1
ClaritromicinaCPossível1
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível1
AcitretinaCPossível1
NorfloxacinoCPossível1
TioridazinaCPossível1
Retinolsem registro no BrasilCPossível1
CiproteronaCPossível1
Fenoximetilpenicilinasem registro no BrasilCPossível1
Permanganato de potássiosem registro no BrasilCPossível1
Valerato de betametasonasem registro no BrasilCPossível1
Aurotioglicosesem registro no BrasilCPossível1
TeofilinaCPossível1
AmpicilinaCPossível1
Demeclociclinasem registro no BrasilCPossível1
Minociclinasem registro no BrasilCPossível1
Vimblastinasem registro no BrasilCPossível1
Hexaclorofenosem registro no BrasilCPossível1
Dietilestilbestrolsem registro no BrasilCPossível1
Linestrenolsem registro no BrasilCPossível1
DexametasonaCPossível1
PrednisonaCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como vaginite causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.