Papiledema por medicamento

Que fármacos causam papiledema? Com a evidência mais forte: amiodarona, perexilina, minociclina, ácido nalidíxico, metanol e sal de lítio, entre 113 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: H47.1 Papiledema não especificado

Fármacos com literatura ou sinal

113 substâncias (60 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
AmiodaronaBProvável20 de 21
Perexilinasem registro no BrasilBProvável10 de 10
Minociclinasem registro no BrasilBProvável8 de 14
Ácido nalidíxicosem registro no BrasilBProvável6 de 7
Metanolnão é medicamentoBProvável6 de 8
Sal de lítiosem registro no BrasilBProvável6 de 6
PembrolizumabeBProvável4 de 4
Polietilenoglicolsem registro no BrasilBProvável4 de 4
RibavirinaBProvável4 de 5
Vitamina Asem registro no BrasilCPossível9 de 30
TetraciclinaCPossível8 de 17
CitarabinaCPossível4 de 10
TretinoínaCPossível4 de 6
CiclosporinaCPossível4 de 12
MetotrexatoCPossível3
Maleato de perexilinasem registro no BrasilCPossível3
Vitamina DCPossível2
PrednisonaCPossível2
DoxiciclinaCPossível2
Alfapeginterferona 2asem registro no BrasilCPossível2
Naftalenosnão é medicamentoCPossível2
DexametasonaCPossível2
DoxorrubicinaCPossível2
CiclofosfamidaCPossível2
CisplatinaCPossível2
EtambutolCPossível2
Oxitetraciclinasem registro no BrasilCPossível1
Dióxido de enxofrenão é medicamentoCPossível1
Ozônionão é medicamentoCPossível1
Monóxido de carbonosem registro no BrasilCPossível1
CafeínaCPossível1
Ergotaminasem registro no BrasilCPossível1
AmpicilinaCPossível1
Hexaclorofenosem registro no BrasilCPossível1
NistatinaCPossível1
Griseofulvinasem registro no BrasilCPossível1
Anfotericina Bsem registro no BrasilCPossível1
MetronidazolCPossível1
PirimetaminaCPossível1
Clorambucilasem registro no BrasilCPossível1
Táliosem registro no BrasilCPossível1
Mercúrionão é medicamentoCPossível1
Arsênionão é medicamentoCPossível1
Bismutonão é medicamentoCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
Anfetaminasem registro no BrasilCPossível1
Cloranfenicolsem registro no BrasilCPossível1
Parationanão é medicamentoCPossível1
Glutetimidasem registro no BrasilCPossível1
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível1
SulfametoxazolCPossível1
Benzilpenicilina procaínasem registro no BrasilCPossível1
Benzilpenicilina benzatinasem registro no BrasilCPossível1
FenitoínaCPossível1
LevofloxacinoCPossível1
TopiramatoCPossível1
AcetazolamidaCPossível1
Frutosesem registro no BrasilCPossível1
TestosteronaCPossível1
Ustequinumabesem registro no BrasilCPossível1
CabozantinibeCPossível1
PosaconazolCPossível1
FluconazolCPossível1
VoriconazolCPossível1
Argatrobanasem registro no BrasilCPossível1
TrastuzumabeCPossível1
NivolumabeCPossível1
TrametinibeCPossível1
DabrafenibeCPossível1
Sildenafilasem registro no BrasilCPossível1
Óleos de siliconenão é medicamentoCPossível1
TocilizumabeCPossível1
Difluprednatosem registro no BrasilCPossível1
LinezolidaCPossível1
EtinilestradiolCPossível1
CiproteronaCPossível1
LisinaCPossível1
Acido acetilsalicilicoCPossível1
Ácido folínicosem registro no BrasilCPossível1
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível1
Propionato de testosteronasem registro no BrasilCPossível1
Ácido hialurônicosem registro no BrasilCPossível1
SertralinaCPossível1
Alfapeginterferona 2bsem registro no BrasilCPossível1
Fator XIII da coagulaçãosem registro no BrasilCPossível1
VincristinaCPossível1
TamoxifenoCPossível1
IsotretinoínaCPossível1
Oprelvecinasem registro no BrasilCPossível1
Etilenoglicolnão é medicamentoCPossível1
CarboplatinaCPossível1
PrednisolonaCPossível1
OmeprazolCPossível1
Pefloxacinosem registro no BrasilCPossível1
NorfloxacinoCPossível1
Muromonabe-CD3sem registro no BrasilCPossível1
CetoconazolCPossível1
DanazolCPossível1
MedroxiprogesteronaCPossível1
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1
CarmustinaCPossível1
IsoniazidaCPossível1
Iofendilatosem registro no BrasilCPossível1
ClioquinolCPossível1
PenicilaminaCPossível1
Fenindionasem registro no BrasilCPossível1
Fluindionasem registro no BrasilCPossível1
Cloroquinasem registro no BrasilCPossível1
NitrofurantoínaCPossível1
Dissulfiramsem registro no BrasilCPossível1
LevodopaCPossível1
CarbidopaCPossível1
Fenciclidinanão é medicamentoCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como papiledema causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.