Torsades de pointes
AEstabelecidoCardíacaTaquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
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- ROR:
- 35 (IC 95% 29,7–41,4)
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Que lesão de órgão amiodarona pode causar? torsades de pointes, fibrose pulmonar, pneumonite intersticial, pneumonia em organização, prolongamento do intervalo QT, insuficiência hepática aguda, síndrome do desconforto respiratório agudo, pneumonia eosinofílica, hemorragia alveolar difusa, bradicardia, lesão hepática medicamentosa, edema pulmonar não cardiogênico, derrame pleural, doença da tireoide, hipertiroidismo, tirotoxicose, hipotiroidismo, doença da córnea, pneumonia, distúrbio da Pigmentação, neuropatia óptica, transtorno respiratório, fotossensibilidade, neuropatia periférica, erro metabólico hereditário, perturbação sensorial, doença dos brônquios, lipidose, exantema medicamentoso, doença pulmonar obstrutiva, hipotensão arterial, vasculite, bronquiolite, bronquiolite obliterante, bronquite, fibrose pulmonar idiopática, hiperpigmentação, miopatia, flebite, pneumonia intersticial idiopática, esteatose hepática, cirrose hepática, papiledema, tiroidite, ceratopatia vorticilada, hipersensibilidade respiratória, lesão pulmonar, dispneia, insuficiência hepática, insuficiência respiratória, ataxia, epididimite, citopenia, catarata, lesão renal aguda, pneumonite de hipersensibilidade, rabdomiólise, dano alveolar difuso, colestase, polineuropatia, tremor, retinopatia, anafilaxia, doença desmielinizante, lúpus eritematoso sistêmico, agranulocitose, neuropatia óptica tóxica, cegueira, eosinofilia, leucopenia, mixedema, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, granuloma, lesão pulmonar aguda, pancreatite, sangramento gastrointestinal, trombose venosa, colestase intra-hepática da gravidez, hipertensão intracraniana idiopática, síndrome hipereosinofílica, tromboflebite, tumor de pele, trombocitopenia, parkinsonismo, asma, confusão, delirium, hemoptise, hipersensibilidade de tipo III, neutropenia, parestesia, broncoespasmo, fibrose pleural, atrofia óptica, carcinoma basocelular, hepatomegalia, bloqueio atrioventricular, hipertensão pulmonar, insuficiência cardíaca, arritmia cardíaca, taquicardia, taquicardia ventricular, doença genética, cardiopatia congênita, fibrilhação ventricular, nefropatia, doença autoimune, bloqueio de ramo, bócio, parada cardíaca, insuficiência renal, fibrilação auricular, perda de consciência, flutter atrial, transtornos linfoproliferativos, trombose, carcinoma, doença cerebrovascular, síncope, tosse, coagulopatia, coma, complicações na gravidez, anemia, artropatia, doença de depósito lisossômico, hipertensão arterial, lesões orais, paralisia, pneumonia lipoídica, urticária e angioedema, pneumonia fibrinosa e organizante aguda, alveolite linfocítica, acidente vascular cerebral, alopécia, colangite, distúrbios do sistema vestibular, encefalopatia hepática, eritema, exoftalmia, hemorragia intraocular, hipertiroxinemia, neurite óptica, pneumonia por aspiração, síndrome de Brugada, tempestade tireoidiana, tiroidite autoimune, cardiomiopatia, miocardite, anemia hemolítica, pneumonia intersticial não específica, pneumonia eosinofílica crônica, adenocarcinoma, angioedema, artrite, baixa visão, ceratite, cisto, contração ventricular prematura, daltonismo, derrame pericárdico, disfunção erétil, doença da mama, doença do pé, doença óssea, endocardite, exantema, fraqueza muscular, ginecomastia, hemorragia intracraniana, hemorragia retinal, hipotensão postural, hipotonia, mioclonia, miosite, neoplasia das vias respiratórias, síndrome de Reye, síndrome do desejo sexual hipoativo, síndrome do nó sinusal, taquicardia supraventricular, tumor pulmonar, úlcera, uremia, vertigem, sarcoidose pulmonar induzida, fibroelastose pleuroparenquimatosa, síndrome nefrótica, anemia aplástica, convulsão, taquicardia ventricular bidirecional, fratura atípica de fêmur, pseudoporfiria, pneumonia intersticial descamativa, pneumonia intersticial linfocítica, bronquiolite constritiva, vasculite ANCA por droga, acidente isquémico transitório, adenoma, alucinação, aplasia de medula óssea, arterite, arterite temporal, artropatia neuropática, artropatia por deposição de cristais, bolha, cãibra, cardiomegalia, catalepsia patológica, condição pré-maligna, corioretinite, coronariopatias, crescimento intra uterino restrito, degenerescência macular, diabetes insípida, diabetes mellitus, disartria, disfagia, disgeusia, dissonia, distúrbio da fala, doença da laringe, doença de Niemann-Pick, doença do soro, doença hepática gordurosa não alcoólica, eczema, eritrodermia, escotoma, esfingolipidose, gastroenterite, glaucoma, glomerulonefrite, glossodínia, gota, hematúria, hepatocarcinoma, hidrotórax, hiper-reatividade brônquica, hipercinesia, hipertensão ocular, hipertensão portal, hipopigmentação, hipotireoidismo congênito, histiocitose, íleo paralítico, insônia, isquémia cerebral, linfadenopatia, língua geográfica, má-absorção intestinal, melanose, meningite, meningite asséptica, nanismo, nefrite, nefropatia membranosa, nódulo pulmonar solitário, obstrução das vias aéreas, obstrução intestinal, oftalmoplegia, onicólise, osteoporose, pancitopenia, papiloma, paralisia de prega vocal, paralisia periódica hipocalémica, paralisia respiratória, paralisia supranuclear progressiva, paraplegia, pleurisia, polimiosite, proteinúria, pseudo-obstrução intestinal, psoríase, retinite, rosácea, sarcoidose, sarcoma, síndrome de Adams-Stokes, síndrome de budd-chiari, taupatia, transtorno da comunicação, transtornos do humor, úlcera duodenal, úlcera gástrica, úlcera péptica, uveíte, vasculite cerebral, vasoespasmo coronariano e xerodermia pigmentosa.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Ver nomes comerciais e registro na ANVISA
Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Consolidação migratória que não responde a antibiótico e some com corticoide — o padrão mais comum de pneumonite por droga com biópsia. Amiodarona, bleomicina, nitrofurantoína e os imunoterápicos são os nomes de sempre.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
A forma mais grave e a mais letal. Droga é causa rara de SDRA e a única reversível por retirada.
Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.
Queda de hemoglobina com infiltrado bilateral, e hemoptise em menos da metade dos casos — a ausência dela não afasta. O lavado que clareia progressivamente confirma à beira do leito.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Edema com pressão de enchimento normal. Diurético não resolve e piora a perfusão — o que resolve é reconhecer a droga.
Exsudato, muitas vezes com eosinófilos, sem infecção nem neoplasia. Entra no diferencial antes da toracoscopia.
Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Microvesicular (aguda, por toxicidade mitocondrial, grave) ou macrovesicular (crônica, indolente). São prognósticos diferentes com o mesmo nome no laudo do ultrassom.
Depósito em espiral no epitélio da córnea, visível na lâmpada de fenda e quase sempre sem sintoma. Amiodarona e cloroquina são as causas de rotina — o achado por si não obriga a suspender, mas obriga a olhar a retina.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
O achado histológico por trás da SDRA e da forma mais grave de pneumonite por droga. Aparece na biópsia quando a suspeita clínica já passou — e é o que fecha o caso retrospectivamente.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Perda bilateral, indolor e progressiva da visão central, com discromatopsia vermelho-verde antes da acuidade cair. Etambutol e linezolida dependem de dose e tempo; suspender cedo é o que separa o reversível do definitivo.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Simétrico e sem tremor de repouso franco, ao contrário da doença de Parkinson. Regride em semanas a meses — e é diagnosticado como doença degenerativa com frequência.
Imediato e reproduzível. Em asmático, betabloqueador e AINE são as duas causas que se pergunta antes de escalonar a crise.
Espessamento que fica depois que o derrame sai, e restringe. Ergolínicos (bromocriptina, metisergida) e nitrofurantoína são os clássicos, e o dano é em boa parte irreversível — quem decide o desfecho é suspender cedo.
Antes de indicar marca-passo definitivo, retirar o que bloqueia o nó: essa é a pergunta que muda um implante permanente em observação.
Instala-se em meses e pode não regredir. A história dos anorexígenos é o motivo de a classe inteira ser vigiada.
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
Infiltrado de gordura no alvéolo, de óleo mineral aspirado por quem usa laxante oleoso ou gotas nasais oleosas à noite. A tomografia mostra densidade negativa, e ninguém pergunta pelo laxante.
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
Bolas de fibrina no alvéolo sem membrana hialina: fica entre a pneumonia em organização e o dano alveolar difuso, e a forma aguda tem mortalidade de dano alveolar. Só a biópsia separa, e a suspeita é o que a indica.
Linfocitose no lavado broncoalveolar, que é o achado que mais sugere droga quando a tomografia é inespecífica. Relação CD4/CD8 baixa aponta para medicamento e para pneumonite de hipersensibilidade; alta aponta para sarcoidose.
Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.
Com os inibidores de checkpoint deixou de ser curiosidade: é rara, precoce e tem letalidade alta. Troponina que sobe nas primeiras semanas de imunoterapia é isso até prova em contrário.
Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.
Vidro fosco com reticulado poupando a região subpleural, homogêneo no tempo — e é justamente a homogeneidade que separa da fibrose pulmonar idiopática. Padrão frequente de dano por metotrexato, amiodarona e quimioterápico, e o que mais melhora ao suspender.
Infiltrado periférico em "edema pulmonar invertido", com semanas de tosse, febre e perda de peso. Derrete com corticoide e recidiva ao desmamar — e recidiva de novo se o fármaco que a causou voltar sem que ninguém tenha ligado os dois.
Granuloma não caseoso com adenopatia hilar que abre depois de interferon, anti-TNF ou inibidor de checkpoint. Regride com a retirada, o que a sarcoidose de verdade não faz.
Espessamento pleural e fibrose concentrados nos ápices, com perda de peso, tórax afilado e pneumotórax de repetição. Aparece anos depois de alquilante ou de transplante de medula. Não há tratamento que reverta, e o valor de reconhecer é não tratar como tuberculose nem como fibrose comum.
Proteinúria nefrótica por lesão mínima ou nefropatia membranosa secundária. Remite com a retirada, o que a diferencia da forma idiopática.
Pancitopenia com medula hipocelular. Não depende de dose nem de tempo de uso, e a retirada pode não bastar.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
QRS que alterna o eixo batida a batida: é quase assinatura de intoxicação digitálica, e aparece também com aconitina. Reconhecer o traçado é o diagnóstico — o nível sérico de digoxina demora e nem sempre acompanha.
Traço transverso na cortical lateral, sem trauma e com dor na coxa por semanas antes de quebrar. Risco raro e que cresce com o tempo de bisfosfonato — é o argumento da pausa terapêutica, e a dor prodrômica pede radiografia dos dois lados.
Bolhas e fragilidade no dorso das mãos iguais às da porfiria cutânea tardia, com porfirinas normais. Naproxeno em criança e furosemida em diálise são os cenários de sempre.
Macrófago pigmentado enchendo o alvéolo, quase sempre em fumante. Responde bem a corticoide e à retirada do agente, e é das poucas doenças intersticiais em que parar de fumar é tratamento de primeira linha.
Infiltrado linfocitário difuso com cistos de parede fina na tomografia. Acompanha Sjögren e HIV, e aparece com imunomoduladores — o cisto é o achado que faz lembrar dela em vez de pensar em enfisema.
Obstrução fixa que não responde a broncodilatador, com aprisionamento aéreo na expiração e tomografia quase normal na inspiração. É fibrose da via aérea pequena: o que se perde não volta, e o alvo é parar a exposição.
Propiltiouracila, hidralazina, minociclina e a cocaína cortada com levamisol. O anti-MPO costuma vir em título alto com anti-PR3 junto, o que quase não acontece na vasculite idiopática; retirar a droga resolve boa parte.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.