Úlcera duodenal por medicamento

Que fármacos causam úlcera duodenal? Com a evidência mais forte: acido acetilsalicilico, indometacina, diclofenaco, naproxeno, ibuprofeno e rofecoxibe, entre 131 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

131 substâncias (64 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Acido acetilsalicilicoBProvável93 de 208
IndometacinaBProvável38 de 95
DiclofenacoBProvável21 de 28
NaproxenoBProvável19 de 25
IbuprofenoBProvável15 de 25
Rofecoxibesem registro no BrasilBProvável7 de 8
Alendronatosem registro no BrasilBProvável4 de 5
Cisteaminasem registro no BrasilCPossível54 de 214
PrednisolonaCPossível17 de 47
Etanolsem registro no BrasilCPossível12 de 98
MisoprostolCPossível12 de 126
FenilbutazonaCPossível12 de 27
Histaminasem registro no BrasilCPossível11 de 621
RanitidinaCPossível8 de 906
PrednisonaCPossível6 de 34
Pentagastrinasem registro no BrasilCPossível6 de 526
DexametasonaCPossível5 de 13
ParacetamolCPossível5 de 19
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível5 de 14
Reserpinasem registro no BrasilCPossível4 de 29
CiclofosfamidaCPossível4 de 8
Carbacolsem registro no BrasilCPossível4 de 47
Cloreto de potássiosem registro no BrasilCPossível4 de 8
Tolmetinasem registro no BrasilCPossível3
PiroxicamCPossível3
CetoprofenoCPossível3
LansoprazolCPossível3
OmeprazolCPossível3
CafeínaCPossível3
MetilprednisolonaCPossível3
AzatioprinaCPossível3
Potássiosem registro no BrasilCPossível3
Floxuridinasem registro no BrasilCPossível3
Ácido etanoicosem registro no BrasilCPossível3
TiclopidinaCPossível3
Varfarinasem registro no BrasilCPossível3
Cetorolacosem registro no BrasilCPossível2
CimetidinaCPossível2
DoxorrubicinaCPossível2
Digitoxinasem registro no BrasilCPossível2
HidrocortisonaCPossível2
Cortisonasem registro no BrasilCPossível2
Alumínionão é medicamentoCPossível2
Triamcinolonasem registro no BrasilCPossível2
Ácido mefenâmicosem registro no BrasilCPossível2
Acrilonitrilanão é medicamentoCPossível2
Cloroquinasem registro no BrasilCPossível2
Valdecoxibesem registro no BrasilCPossível2
ParecoxibeCPossível2
GlicinaCPossível2
Ácido folínicosem registro no BrasilCPossível2
BevacizumabeCPossível2
Olmesartana medoxomilaCPossível2
DoxiciclinaCPossível2
Espironolactonasem registro no BrasilCPossível2
FamotidinaCPossível1
Roxatidinasem registro no BrasilCPossível1
Sulindacosem registro no BrasilCPossível1
EtodolacoCPossível1
AlopurinolCPossível1
Geranilgeranilacetonasem registro no BrasilCPossível1
Pentoxifilinasem registro no BrasilCPossível1
AtropinaCPossível1
Pepsina Asem registro no BrasilCPossível1
MagaldratoCPossível1
Heparina sódica suínaCPossível1
Diclorvósnão é medicamentoCPossível1
Dimetoatonão é medicamentoCPossível1
NicotinaCPossível1
GlucagonCPossível1
Fenindionasem registro no BrasilCPossível1
Dissulfiramsem registro no BrasilCPossível1
Aminopirinasem registro no BrasilCPossível1
Salicilato de sódiosem registro no BrasilCPossível1
Estreptomicinasem registro no BrasilCPossível1
Fenacetinasem registro no BrasilCPossível1
MercaptopurinaCPossível1
Tolazolinasem registro no BrasilCPossível1
Procarbazinasem registro no BrasilCPossível1
Mostarda nitrogenada 2sem registro no BrasilCPossível1
VincristinaCPossível1
HaloperidolCPossível1
FenobarbitalCPossível1
Diacetato de triancinolonasem registro no BrasilCPossível1
Hidroclorotiazidasem registro no BrasilCPossível1
AmiloridaCPossível1
Bifenilos policloradosnão é medicamentoCPossível1
Pimozidasem registro no BrasilCPossível1
Doxapramsem registro no BrasilCPossível1
BacitracinaCPossível1
NeomicinaCPossível1
Polimixina BCPossível1
Dietilamida do ácido lisérgiconão é medicamentoCPossível1
LoxoprofenoCPossível1
AtosibanaCPossível1
Ácido etidrônicosem registro no BrasilCPossível1
AmpicilinaCPossível1
CisplatinaCPossível1
FlurbiprofenoCPossível1
MetronidazolCPossível1
TetraciclinaCPossível1
Nitrobenzenosnão é medicamentoCPossível1
NimesulidaCPossível1
Formaldeídonão é medicamentoCPossível1
Peróxido de hidrogéniosem registro no BrasilCPossível1
Nabumetonasem registro no BrasilCPossível1
AtezolizumabeCPossível1
DeferasiroxCPossível1
AmoxicilinaCPossível1
ClaritromicinaCPossível1
LenvatinibeCPossível1
PazopanibeCPossível1
Poliestirenonão é medicamentoCPossível1
Ácido poliestirenossulfônicosem registro no BrasilCPossível1
Desvenlafaxinasem registro no BrasilCPossível1
Duloxetinasem registro no BrasilCPossível1
Zonisamidasem registro no BrasilCPossível1
Cetaminasem registro no BrasilCPossível1
AmiodaronaCPossível1
Proguanilsem registro no BrasilCPossível1
DigoxinaCPossível1
Rifampicinasem registro no BrasilCPossível1
Sulfato de ferro (II)sem registro no BrasilCPossível1
MicafunginaCPossível1
Ácido tiaprofênicosem registro no BrasilCPossível1
TramadolCPossível1
Mitomicinasem registro no BrasilCPossível1
FotemustinaCPossível1
Óxido de zinconão é medicamentoCPossível1
Dipiridamolsem registro no BrasilCPossível1
Sirolimussem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como úlcera duodenal causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.