Lesão hepática medicamentosa
BProvávelHepáticaDiagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
- Literatura:
- 71 de 85 artigos
Que lesão de órgão dissulfiram pode causar? lesão hepática medicamentosa, neuropatia periférica, neuropatia óptica, hipotensão arterial, polineuropatia, neurite óptica, exantema medicamentoso, infarto do miocárdio, insuficiência hepática, paralisia, perturbação sensorial, catatonia, confusão, delirium, encefalopatia hepática, acidente vascular cerebral, broncoespasmo, parkinsonismo, distonia, tetraplegia, convulsão, doença cerebrovascular, transtornos do humor, transtorno bipolar, hipertensão arterial, transtorno do espectro esquizofrênico, arritmia cardíaca, doença genética, doença óssea, isquémia cerebral, doença dos brônquios, infarto cerebral, lesões orais, coma, coronariopatias, hemorragia intracerebral, hemorragia intracraniana, mioclonia, paranoia, perda de consciência, perturbação cognitiva, taquicardia, insuficiência hepática aguda, meta-hemoglobinemia, urticária e angioedema, anomalias craniofaciais, arterite, artrite, artropatia, citopenia, coagulopatia, disfagia, dispneia, doença da laringe, doença desmielinizante, encefalopatia de Wernicke, epilepsia, eritema, escotoma, gastroenterite, mania, miopatia, nefropatia, neoplasia das vias respiratórias, pancreatite, paralisia de prega vocal, paralisia facial, parestesia, poliarterite nodosa, transtorno respiratório, traumatismo craniano, vasculite, pneumonite intersticial, fibrose pulmonar, edema pulmonar não cardiogênico, cardiomiopatia, nefrite intersticial aguda, lesão renal aguda, trombocitopenia, encefalopatia, neuropatia óptica tóxica, ambliopia, anemia, anemia ferropriva, aneurisma, aneurisma da aorta, aneurisma de aorta abdominal, angina, arteriosclerose, artropatia por deposição de cristais, cãibra, cardiopatia congênita, choque cardiogênico, cirrose hepática, colite pseudomembranosa, complicações na gravidez, daltonismo, disfunção erétil, distúrbio da Pigmentação, eczema, edema cerebral, encefalopatia hipertensiva, enterocolite, espasticidade, fenda palatina, gota, hemiplegia, hiperemia, hipertonia, hipoestesia, hipotonia, insuficiência renal, leucopenia, mononeuropatia, nefrite, neoplasia do nariz, neurite, nevralgia, papiledema, parada cardíaca, perturbação do neurodesenvolvimento, perturbações da marcha, pneumonia, prurido, púrpura, retardo mental, retinopatia, rosácea, sangramento gastrointestinal, síndrome coronária aguda, síndrome de Capgras, síndrome de Pierre Robin, síndrome de Riley-Day, síndrome do desejo sexual hipoativo, síndrome do túnel carpal, taquicardia sinusal, taquicardia supraventricular, tumor ósseo, úlcera duodenal, úlcera gástrica, úlcera péptica e vasoespasmo coronariano.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Sem registro no Brasil. Não está na lista da CMED/ANVISA, então não há bula nem nome comercial nacional — a substância entra aqui pela classificação ATC e pela literatura indexada.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
Imediato e reproduzível. Em asmático, betabloqueador e AINE são as duas causas que se pergunta antes de escalonar a crise.
Simétrico e sem tremor de repouso franco, ao contrário da doença de Parkinson. Regride em semanas a meses — e é diagnosticado como doença degenerativa com frequência.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Cianose com saturação que não sobe com oxigênio e sangue achocolatado. Azul de metileno resolve, e a gasometria comum não mostra.
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.
Edema com pressão de enchimento normal. Diurético não resolve e piora a perfusão — o que resolve é reconhecer a droga.
Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
A forma posterior reversível (PRES) tem imagem característica e some com a retirada e o controle pressórico — por isso vale nomear em vez de chamar de delirium.
Perda bilateral, indolor e progressiva da visão central, com discromatopsia vermelho-verde antes da acuidade cair. Etambutol e linezolida dependem de dose e tempo; suspender cedo é o que separa o reversível do definitivo.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.