Taquicardia sinusal por medicamento

Que fármacos causam taquicardia sinusal? Com a evidência mais forte: clozapina, difenidramina, clembuterol, bupropiona, amitriptilina e salbutamol, entre 72 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

72 substâncias (34 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
ClozapinaBProvável9 de 9
Difenidraminasem registro no BrasilBProvável5 de 6
Clembuterolsem registro no BrasilBProvável4 de 4
BupropionaBProvável4 de 4
AmitriptilinaBProvável4 de 4
SalbutamolBProvável4 de 5
EpinefrinaCPossível4 de 7
TeofilinaCPossível3
CafeínaCPossível2
Venlafaxinasem registro no BrasilCPossível2
Decanoato de haloperidolsem registro no BrasilCPossível2
CiclofosfamidaCPossível2
Tracolimosem registro no BrasilCPossível2
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível2
PropofolCPossível2
AtropinaCPossível2
MinoxidilCPossível1
Landiololsem registro no BrasilCPossível1
Ioimbinasem registro no BrasilCPossível1
Metanolnão é medicamentoCPossível1
AripiprazolCPossível1
HaloperidolCPossível1
RisperidonaCPossível1
Palmitato de paliperidonasem registro no BrasilCPossível1
RivastigminaCPossível1
CiclobenzaprinaCPossível1
Metanfetaminasem registro no BrasilCPossível1
Dronabinolsem registro no BrasilCPossível1
Canabinoidesnão é medicamentoCPossível1
AdenosinaCPossível1
Ciclizinasem registro no BrasilCPossível1
Dissulfiramsem registro no BrasilCPossível1
NorepinefrinaCPossível1
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1
SulpiridaCPossível1
IsofluranoCPossível1
BaclofenoCPossível1
Desoxicitidinasem registro no BrasilCPossível1
DopaminaCPossível1
Cefprozilasem registro no BrasilCPossível1
DobutaminaCPossível1
Clorodiazepóxidosem registro no BrasilCPossível1
Zaleplonasem registro no BrasilCPossível1
Ropinirolsem registro no BrasilCPossível1
Flecainidasem registro no BrasilCPossível1
Isoprenalinasem registro no BrasilCPossível1
Nefazodonasem registro no BrasilCPossível1
Fosfinanão é medicamentoCPossível1
Ácido fluorídriconão é medicamentoCPossível1
ParoxetinaCPossível1
ProcaínaCPossível1
Heroínasem registro no BrasilCPossível1
Escopolaminasem registro no BrasilCPossível1
NifedipinaCPossível1
Atracúriosem registro no BrasilCPossível1
Cisatracúriosem registro no BrasilCPossível1
Halofantrinasem registro no BrasilCPossível1
DigoxinaCPossível1
Anlodipinosem registro no BrasilCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
FluoxetinaCPossível1
Terfenadinasem registro no BrasilCPossível1
TerbutalinaCPossível1
Desipraminasem registro no BrasilCPossível1
CarmustinaCPossível1
NeomicinaCPossível1
Táliosem registro no BrasilCPossível1
1-propanolsem registro no BrasilCPossível1
Clorpromazinasem registro no BrasilCPossível1
TetracaínaCPossível1
Fisostigminasem registro no BrasilCPossível1
PetidinaCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como taquicardia sinusal causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.