Venlafaxina

Que lesão de órgão venlafaxina pode causar? prolongamento do intervalo QT, cardiopatia congênita, síndrome serotoninérgica, síndrome neuroléptica maligna, cardiomiopatia, torsades de pointes, convulsão, discinesia tardia, neuropatia periférica, fotossensibilidade, lesão hepática medicamentosa, pneumonite intersticial, insuficiência cardíaca, lesão renal aguda, infarto do miocárdio, complicações na gravidez, arritmia cardíaca, miopatia, rabdomiólise, síndrome de descontinuação de antidepressivo, disfunção ventricular esquerda, doença da mama, galactorreia, insuficiência renal, miocardiopatia de takotsubo, nefropatia, retenção urinária, taquicardia, transtorno bipolar, transtorno puerperal, transtornos do humor, choque cardiogênico, confusão, delirium, hipertensão arterial, parada cardíaca, perturbação do neurodesenvolvimento, perturbações do controlo dos impulsos, taquicardia sinusal, taquicardia supraventricular, trombocitopenia, alopécia, ataxia, citopenia, coagulopatia, descerebração, disfagia, disgeusia, distúrbio da Pigmentação, doença autoimune, doenças hipertensivas da gravidez, equimose, eritema, eritema multiforme, glaucoma, hiperidrose, hiperpigmentação, hiperpituitarismo, hiperprolactinémia, hipertensão ocular, hipotensão arterial, hipotensão postural, isquemia mesentérica, líquen plano, megacólon, mialgia, mioclonia, mononeuropatia, penfigoide bolhoso, perturbação cognitiva, perturbação de hiperatividade e défice de atenção, perturbação sensorial, pré-eclampsia, síndrome de Kinsbourne, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, síndrome paraneoplásica e taquicardia ventricular.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Sem registro no Brasil. Não está na lista da CMED/ANVISA, então não há bula nem nome comercial nacional — a substância entra aqui pela classificação ATC e pela literatura indexada.

Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.

Relatos no FAERS:
2.266
ROR:
10,1 (IC 95% 9,710,5)
Literatura:
8 de 15 artigos

Síndrome serotoninérgica

CPossívelNeurológica

Clônus, hiper-reflexia e agitação em horas depois de somar dois serotoninérgicos. O clônus é o que a separa da neuroléptica maligna, que tem rigidez em cano de chumbo.

Relatos no FAERS:
4.650
ROR:
52,9 (IC 95% 51,254,7)
Literatura:
4 de 57 artigos

Síndrome neuroléptica maligna

CPossívelNeurológica

Rigidez, febre alta e CK muito elevada, instalada em dias. Também acontece na retirada abrupta de dopaminérgico, não só na introdução do antipsicótico.

Relatos no FAERS:
659
ROR:
9,3 (IC 95% 8,610,1)
Literatura:
1 artigos

Cardiomiopatia

CPossívelCardíaca

Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.

Relatos no FAERS:
1.707
ROR:
7 (IC 95% 6,77,4)
Literatura:
4 de 15 artigos

Torsades de pointes

CPossívelCardíaca

Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.

Relatos no FAERS:
251
ROR:
5,2 (IC 95% 4,65,9)
Literatura:
1 artigos

Convulsão

CPossívelNeurológica

Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.

Relatos no FAERS:
5.543
ROR:
4,3 (IC 95% 4,24,4)
Literatura:
7 de 37 artigos

Discinesia tardia

CPossívelNeurológica

Movimentos orofaciais depois de meses a anos de bloqueio dopaminérgico. Pode ser permanente, e aumentar a dose mascara antes de piorar.

Relatos no FAERS:
2.466
ROR:
4,2 (IC 95% 44,4)
Literatura:
1 artigos

Neuropatia periférica

CPossívelNeurológica

Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.

Relatos no FAERS:
2.833
ROR:
1,7 (IC 95% 1,61,8)
Literatura:
1 artigos

Fotossensibilidade

CPossívelCutânea

Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).

Relatos no FAERS:
247
ROR:
1,7 (IC 95% 1,51,9)
Literatura:
1 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
220
ROR:
0,4 (IC 95% 0,30,4)
Literatura:
2 artigos

Pneumonite intersticial

CPossívelRespiratória

Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.

Relatos no FAERS:
225
ROR:
0,4 (IC 95% 0,40,5)
Literatura:
1 artigos

Insuficiência cardíaca

CPossívelCardíaca

Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.

Relatos no FAERS:
505
ROR:
0,3 (IC 95% 0,30,3)
Literatura:
3 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
899
ROR:
0,3 (IC 95% 0,30,4)
Literatura:
3 artigos

Infarto do miocárdio

CPossívelCardíaca

Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.

Relatos no FAERS:
246
ROR:
0,2 (IC 95% 0,10,2)
Literatura:
2 artigos

Tontura, choque elétrico na cabeça, náusea e irritabilidade em dias, depois de parar ou atrasar a dose. Meia-vida curta é o que define o risco — paroxetina e venlafaxina são os nomes —, e some em horas se a dose voltar, o que confirma e afasta recaída.

Literatura:
4 de 6 artigos

Trombocitopenia

CPossívelHematológica

Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.

Relatos no FAERS:
52
ROR:
0 (IC 95% 00)
Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.