Contração ventricular prematura por medicamento

Que fármacos causam contração ventricular prematura? Com a evidência mais forte: material particulado, lidocaina, isoprenalina, cafeína, epinefrina e digoxina, entre 62 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: I49.3 Despolarização ventricular prematura

Fármacos com literatura ou sinal

62 substâncias (38 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Material particuladonão é medicamentoCPossível5 de 10
LidocainaCPossível5 de 15
Isoprenalinasem registro no BrasilCPossível4 de 34
CafeínaCPossível4 de 12
EpinefrinaCPossível4 de 17
DigoxinaCPossível3
ClozapinaCPossível2
AmiodaronaCPossível2
IsotretinoínaCPossível2
EfedrinaCPossível2
Emissões veicularesnão é medicamentoCPossível2
DobutaminaCPossível2
AdenosinaCPossível2
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível2
Hidroxicloroquinasem registro no BrasilCPossível2
Halotanosem registro no BrasilCPossível2
MentolCPossível1
NicotinaCPossível1
EfavirenzCPossível1
CitalopramCPossível1
CanabidiolCPossível1
Everolimosem registro no BrasilCPossível1
Quetiapinasem registro no BrasilCPossível1
AtropinaCPossível1
FilgrastimCPossível1
SofosbuvirCPossível1
Melatoninasem registro no BrasilCPossível1
MetilfenidatoCPossível1
Dimetilsulfóxidosem registro no BrasilCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
Aminofilinasem registro no BrasilCPossível1
DexmedetomidinaCPossível1
SibutraminaCPossível1
Ajmalinasem registro no BrasilCPossível1
BromazepamCPossível1
MegluminaCPossível1
BupivacaínaCPossível1
FurosemidaCPossível1
IodixanolCPossível1
ItraconazolCPossível1
QuininaCPossível1
Dofetilidasem registro no BrasilCPossível1
NifedipinaCPossível1
DoxorrubicinaCPossível1
Amifostinasem registro no BrasilCPossível1
Fenilenodiaminasnão é medicamentoCPossível1
Acetilcolinasem registro no BrasilCPossível1
Sertindolsem registro no BrasilCPossível1
MidazolamCPossível1
HaloperidolCPossível1
AmitriptilinaCPossível1
LorazepamCPossível1
Ouabaínasem registro no BrasilCPossível1
Landiololsem registro no BrasilCPossível1
IsofluranoCPossível1
DopaminaCPossível1
Fenilpropanolaminasem registro no BrasilCPossível1
Dipiridamolsem registro no BrasilCPossível1
Pentamidinasem registro no BrasilCPossível1
Flecainidasem registro no BrasilCPossível1
Sarinanão é medicamentoCPossível1
MetotrexatoCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como contração ventricular prematura causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.