Torsades de pointes
BProvávelCardíacaTaquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
- Relatos no FAERS:
- 18
- ROR:
- 4,1 (IC 95% 2,6–6,6)
- Literatura:
- 4 de 5 artigos
Que lesão de órgão itraconazol pode causar? torsades de pointes, lesão hepática medicamentosa, insuficiência cardíaca, exantema medicamentoso, miopatia, rabdomiólise, arritmia cardíaca, síndrome de Cushing, exantema, perda de consciência, síncope, taquicardia, taquicardia ventricular, prolongamento do intervalo QT, hemorragia alveolar difusa, derrame pleural, colestase, dRESS, neuropatia periférica, bradicardia, citopenia, leucopenia, agranulocitose, neutropenia, nefropatia, fibrose pleural, hipertensão arterial, insuficiência renal, lesão renal aguda, insuficiência adrenal, erupção fixa por droga, cardiopatia congênita, doença óssea, lesões orais, pneumonite intersticial, doença genética, íleo paralítico, insuficiência hepática, obstrução intestinal, perturbação sensorial, prurido, pseudo-obstrução intestinal, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, vasculite, fibrose pulmonar, trombocitopenia, urticária e angioedema, fotossensibilidade, alucinação, angioedema, coagulopatia, diabetes mellitus, distúrbio da Pigmentação, eritema, gastroenterite, hipersensibilidade respiratória, hipotensão arterial, pancreatite, tremor, insuficiência hepática aguda, síndrome nefrótica, convulsão, pustulose exantemática aguda generalizada, anafilaxia, anomalias craniofaciais, aspergilose broncopulmonar alérgica, aspergilose pulmonar, cegueira, colestase intra-hepática da gravidez, colite pseudomembranosa, coma diabético, coma hiperosmolar hiperglicémico, confusão, contração ventricular prematura, delirium, derrame pericárdico, diátese hemorrágica, disfunção ventricular esquerda, dispneia, distúrbios do sistema vestibular, doença da bexiga, doença da córnea, doença da mama, doença do enxerto contra hospedeiro, doença do pé, doença do soro, doença dos seios paranasais, enterocolite, eosinofilia, eritema multiforme, estomatite, fenda palatina, fibrilhação ventricular, flebite, fraqueza muscular, gastrite, ginecomastia, hemofilia A, hidrocefalia, hiperaldosteronismo, hiperpigmentação, leucemia, leucemia mieloide, leucemia mieloide aguda, linfangioleiomiomatose, metrorragia, micose pulmonar, necrose avascular, neoplasia da bexiga, neuropatia diabética, onicocriptose, paralisia, parestesia, patologia uterina, priapismo, psoríase, púrpura, retinite, retinopatia, rinite, sangramento uterino anormal, sinusite, transtorno respiratório, transtornos linfoproliferativos, tromboflebite, trombose, trombose venosa, uveíte, vertigem e xerostomia.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Ver nomes comerciais e registro na ANVISA
Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
Queda de hemoglobina com infiltrado bilateral, e hemoptise em menos da metade dos casos — a ausência dela não afasta. O lavado que clareia progressivamente confirma à beira do leito.
Exsudato, muitas vezes com eosinófilos, sem infecção nem neoplasia. Entra no diferencial antes da toracoscopia.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Espessamento que fica depois que o derrame sai, e restringe. Ergolínicos (bromocriptina, metisergida) e nitrofurantoína são os clássicos, e o dano é em boa parte irreversível — quem decide o desfecho é suspender cedo.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Proteinúria nefrótica por lesão mínima ou nefropatia membranosa secundária. Remite com a retirada, o que a diferencia da forma idiopática.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Centenas de pústulas estéreis sobre pele vermelha, em dois a três dias. Confunde-se com psoríase pustulosa e com infecção — e a cultura vem negativa.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.