Pustulose exantemática aguda generalizada por medicamento
Que fármacos causam pustulose exantemática aguda generalizada? Com a evidência mais forte: clindamicina, ceftriaxona, ibuprofeno, vancomicina, cefotaxima e amoxicilina, entre 37 substâncias.
Centenas de pústulas estéreis sobre pele vermelha, em dois a três dias. Confunde-se com psoríase pustulosa e com infecção — e a cultura vem negativa.
CID-10: L27.0 — Erupção cutânea generalizada devida a drogas e medicamentos
Fármacos com literatura ou sinal
37 substâncias (29 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Clindamicina | CPossível | 2 | 667 | 53,2 (49,1–57,7) |
| Ceftriaxona | CPossível | 3 | 650 | 51,1 (47,1–55,4) |
| Ibuprofeno | CPossível | 1 | 2.984 | 46,7 (44,6–48,9) |
| Vancomicina | CPossível | 3 | 957 | 45,8 (42,8–49) |
| Cefotaxima | CPossível | 1 | 28 | 17,9 (12,3–26) |
| Amoxicilina | CPossível | 2 | 421 | 11,9 (10,8–13,1) |
| Cefalexina | CPossível | 1 | 53 | 6,7 (5,1–8,8) |
| Paracetamol | CPossível | 2 | 1.156 | 5,3 (4,9–5,6) |
| Carbamazepina | CPossível | 2 | 97 | 4 (3,3–4,9) |
| Alopurinol | CPossível | 1 | 221 | 3,9 (3,4–4,5) |
| Fenitoína | CPossível | 1 | 52 | 3,5 (2,7–4,6) |
| Aciclovir | CPossível | 1 | 102 | 2,4 (2–3) |
| Cefuroxima | CPossível | 1 | 13 | 2,3 (1,3–3,9) |
| Metilprednisolona | CPossível | 1 | 98 | 1,6 (1,3–1,9) |
| Diltiazem | CPossível | 2 | 17 | 1,3 (0,8–2,2) |
| Naftalenosnão é medicamento | CPossível | 6 de 8 | — | — |
| Pristinamicinasem registro no Brasil | CPossível | 3 | — | — |
| Piperacilina | CPossível | 3 | — | — |
| Mefenesinasem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Ticlopidina | CPossível | 2 | — | — |
| Ertapeném | CPossível | 1 | — | — |
| Ofloxacino | CPossível | 1 | — | — |
| Oseltamivir | CPossível | 1 | — | — |
| Metimazol | CPossível | 1 | — | — |
| Methylene bluesem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Finasterida | CPossível | 1 | — | — |
| Difenidraminasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Telavancinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Metilfenidato | CPossível | 1 | — | — |
| Azatioprina | CPossível | 1 | — | — |
| Morfina | CPossível | 1 | 9 | — |
| Eritropoietina | CPossível | 1 | — | — |
| Isotretinoína | CPossível | 1 | — | — |
| Glicosesem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Hidroxicloroquinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Itraconazol | CPossível | 1 | — | — |
| Tazobactam | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como pustulose exantemática aguda generalizada causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.