Hiperaldosteronismo por medicamento

Que fármacos causam hiperaldosteronismo? Com a evidência mais forte: ácido glicirretínico, ácido glicirrízico, furosemida, aldosterona, espironolactona e colistina, entre 54 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

54 substâncias (25 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Ácido glicirretínicosem registro no BrasilBProvável28 de 48
Ácido glicirrízicosem registro no BrasilCPossível12 de 41
FurosemidaCPossível10 de 161
Aldosteronasem registro no BrasilCPossível6 de 4093
Espironolactonasem registro no BrasilCPossível5 de 683
Colistinasem registro no BrasilCPossível3
PosaconazolCPossível3
MetoclopramidaCPossível3
Carbenoxolonasem registro no BrasilCPossível3
Polimixina BCPossível2
FludrocortisonaCPossível2
Hidroclorotiazidasem registro no BrasilCPossível2
Desoxicorticosteronasem registro no BrasilCPossível1
EtambutolCPossível1
IsoniazidaCPossível1
Cloreto de sódiosem registro no BrasilCPossível1
Ácido etacrínicosem registro no BrasilCPossível1
AripiprazolCPossível1
Tracolimosem registro no BrasilCPossível1
ItraconazolCPossível1
Cloreto de potássiosem registro no BrasilCPossível1
Cloreto de benzalcônionão é medicamentoCPossível1
LidocainaCPossível1
NeomicinaCPossível1
VoriconazolCPossível1
TobramicinaCPossível1
Cádmionão é medicamentoCPossível1
Chumbonão é medicamentoCPossível1
Mercúrionão é medicamentoCPossível1
Berílionão é medicamentoCPossível1
Fosfato trissódicosem registro no BrasilCPossível1
AbirateronaCPossível1
PrednisonaCPossível1
Amicacinasem registro no BrasilCPossível1
EtinilestradiolCPossível1
DrospirenonaCPossível1
EnalaprilCPossível1
AlprostadilCPossível1
Heparina sódica suínaCPossível1
Trianterenosem registro no BrasilCPossível1
Estreptomicinasem registro no BrasilCPossível1
Dantronasem registro no BrasilCPossível1
CiclosporinaCPossível1
Trilostanosem registro no BrasilCPossível1
Canamicinasem registro no BrasilCPossível1
Sotalolsem registro no BrasilCPossível1
Capreomicinasem registro no BrasilCPossível1
BleomicinaCPossível1
VincristinaCPossível1
DoxorrubicinaCPossível1
CiclofosfamidaCPossível1
Glicosesem registro no BrasilCPossível1
Clortalidonasem registro no BrasilCPossível1
Sal de lítiosem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como hiperaldosteronismo causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.