Hemiplegia por medicamento

Que fármacos causam hemiplegia? Com a evidência mais forte: metrizamida, metotrexato, fenitoína, ergotamina, ioexol e glibenclamida, entre 68 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: G81 Hemiplegia

Fármacos com literatura ou sinal

68 substâncias (32 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Metrizamidasem registro no BrasilBProvável5 de 6
MetotrexatoCPossível6 de 16
FenitoínaCPossível4 de 18
Ergotaminasem registro no BrasilCPossível3
Ioexolsem registro no BrasilCPossível3
GlibenclamidaCPossível3
BupivacaínaCPossível2
FentanilaCPossível2
IopromidaCPossível2
AsparaginaseCPossível2
Sotalolsem registro no BrasilCPossível2
SulfassalazinaCPossível2
Heroínasem registro no BrasilCPossível2
MetilfenidatoCPossível2
Noretindronasem registro no BrasilCPossível2
Diacetato de etinodiolsem registro no BrasilCPossível2
Regadenosonsem registro no BrasilCPossível1
Cracknão é medicamentoCPossível1
Pirarrubicinasem registro no BrasilCPossível1
Imunoglobulina GCPossível1
GlicerolCPossível1
GliclazidaCPossível1
Pirenzepinasem registro no BrasilCPossível1
Hormônio estimulante da tiroidesem registro no BrasilCPossível1
Frutosesem registro no BrasilCPossível1
AlfentanilaCPossível1
PropofolCPossível1
MetilprednisolonaCPossível1
DiclofenacoCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
Anfotericina Bsem registro no BrasilCPossível1
CiprofloxacinoCPossível1
Muromonabe-CD3sem registro no BrasilCPossível1
CiclosporinaCPossível1
Tracolimosem registro no BrasilCPossível1
Maprotilinasem registro no BrasilCPossível1
IbuprofenoCPossível1
PraziquantelCPossível1
Ergometrinasem registro no BrasilCPossível1
CarmustinaCPossível1
Fenilpropanolaminasem registro no BrasilCPossível1
EfedrinaCPossível1
TeofilinaCPossível1
Glucosaminasem registro no BrasilCPossível1
NaloxonaCPossível1
MorfinaCPossível1
Fenelzinasem registro no BrasilCPossível1
GlucagonCPossível1
Labetalolsem registro no BrasilCPossível1
Fenciclidinanão é medicamentoCPossível1
DiazóxidoCPossível1
Quimopapaínasem registro no BrasilCPossível1
TetracaínaCPossível1
Pizotifenosem registro no BrasilCPossível1
Ópiosem registro no BrasilCPossível1
Anfetaminasem registro no BrasilCPossível1
FurosemidaCPossível1
Clorpromazinasem registro no BrasilCPossível1
EtinilestradiolCPossível1
Linestrenolsem registro no BrasilCPossível1
Parationanão é medicamentoCPossível1
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível1
Benzilpenicilina procaínasem registro no BrasilCPossível1
Metanfetaminasem registro no BrasilCPossível1
Dissulfiramsem registro no BrasilCPossível1
Halotanosem registro no BrasilCPossível1
IsoniazidaCPossível1
Ácido iotalâmicosem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como hemiplegia causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.