Torsades de pointes
AEstabelecidoCardíacaTaquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
- Relatos no FAERS:
- 807
- ROR:
- 24,9 (IC 95% 23,1–26,7)
- Literatura:
- 14 de 14 artigos
Que lesão de órgão ciprofloxacino pode causar? torsades de pointes, lesão renal aguda, prolongamento do intervalo QT, lesão hepática medicamentosa, exantema medicamentoso, trombocitopenia, convulsão, miopatia, tendinopatia, arritmia cardíaca, anafilaxia, cardiopatia congênita, confusão, coagulopatia, taquicardia, delirium, taquicardia ventricular, epilepsia, púrpura, hipersensibilidade de tipo III, artralgia, mioclonia, dissecção da aorta, alucinação, anemia hemolítica autoimune, eosinofilia, pancitopenia, púrpura de Henoch-Schönlein, transtorno bipolar, nefropatia por cristais, nefrite intersticial aguda, pseudoporfiria, erupção fixa por droga, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, cistite hemorrágica, dRESS, neuropatia periférica, colestase, pneumonia eosinofílica, fotossensibilidade, anemia hemolítica, insuficiência hepática aguda, anemia aplástica, agranulocitose, encefalopatia, valvopatia, meta-hemoglobinemia, urticária e angioedema, bradicardia, miocardite, cardiomiopatia, fibrose pulmonar, síndrome serotoninérgica, pneumonite intersticial, infarto do miocárdio, citopenia, nefropatia, leucopenia, insuficiência renal, neutropenia, artropatia, nefrite, eritema, gastroenterite, doença autoimune, doença da córnea, perturbação sensorial, vasculite, anemia, diátese hemorrágica, eritema multiforme, lesões orais, enterocolite, artrite, complicações na gravidez, estomatite, aneurisma, aneurisma da aorta, colite pseudomembranosa, doença genética, pancreatite, colite, exantema, insuficiência hepática, rabdomiólise, retinopatia, transtorno auditivo, aborto espontâneo, ceratite, condropatia, neuropatia óptica, transtornos do humor, transtornos linfoproliferativos, angioedema, cegueira, descolamento de retina, estado de mal epilético, hipotensão arterial, meningite, miastenia grave, otite, penfigoide bolhoso, perda de consciência, púrpura trombocitopênica idiopática, ruptura da aorta, sangramento gastrointestinal, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, síndrome paraneoplásica, surdez, tenossinovite, tremor, uveíte, encefalopatia hiperamonêmica, aneurisma da aorta torácica, bolha, catatonia, colestase intra-hepática da gravidez, doença da laringe, doença de Von Willebrand, doença do pé, doença do soro, doença inflamatória intestinal, doença óssea, epicondilite, esofagite, fibrilação auricular, flebite, granuloma, hipertensão ocular, imunodeficiência, infeção ocular, linfadenopatia, otite média, paniculite, prurido, síncope, síndrome de Sweet, síndrome hemolítica-urémica, trombose, tumor de pele, úlcera de córnea, uremia, zumbido, anemia congenital, aneurisma de aorta abdominal, anquilose, aplasia de medula óssea, arteriosclerose, aterosclerose, bloqueio de ramo, carcinoma, carcinoma espinocelular, choreia, cistite, colite ulcerosa, coma, crescimento intra uterino restrito, deficiência em glucose-6-fosfato desidrogenase, dermatite herpetiforme, descerebração, disfunção testicular, distonia, distúrbio da Pigmentação, distúrbios do sistema vestibular, doença cerebrovascular, doença da bexiga, doença da mama, doença da tireoide, edema cerebral, edema da glote, encefalopatia hipertensiva, epilepsia focal, eritema nodoso, erro metabólico hereditário, esclerite, escotoma, espasticidade, espondilite anquilosante, espondiloartropatia, estenose do esófago, estrabismo, ginecomastia, glaucoma, glicosúria, hematúria, hemiplegia, hemorragia intracraniana, hemorragia intraocular, hemorragia retinal, hidrartrose, hidronefrose, hiperpigmentação, hiperplasia do endométrio, hipertensão arterial, hipertensão intracraniana idiopática, hipertonia, hipotiroidismo, infeção do trato urinário, insuficiência aórtica, insuficiência renal crônica, insuficiência respiratória, laringite, leucemia, leucemia mieloide, leucemia mieloide aguda, lúpus eritematoso sistêmico, mania, meningite asséptica, mialgia, necrose tubular aguda, neoplasia mieloproliferativa, neurite óptica, neuronite vestibular, otalgia, otite externa, papiloma, parada cardíaca, paralisia, paranoia, parassonia, parestesia, patologia uterina, pênfigo, perda auditiva condutiva, perda auditiva sensorioneural, perfuração da membrana do tímpano, perturbação cognitiva, perturbação de ansiedade, perturbação do neurodesenvolvimento, pneumotórax, porfiria cutânea tarda, porfiria hepática, púrpura trombocitopênica trombótica, radiculopatia, regurgitação mitral, síndrome coronária aguda, síndrome da eosinofilia-mialgia, síndrome de Tourette, síndrome hipereosinofílica, síndrome mielodisplásica, sonambulismo, taquicardia supraventricular, transtorno de tique, transtorno do espectro esquizofrênico, transtorno respiratório, trombocitose, trombofilia, tromboflebite, trombose venosa, úlcera gástrica, úlcera péptica e vertigem.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Ver nomes comerciais e registro na ANVISA
Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Creatinina que sobe horas depois da dose, com cristais no sedimento e pouco mais. Aciclovir em bolus, metotrexato em dose alta, sulfadiazina e indinavir são os clássicos — e hidratação com correção do pH previne o que o tratamento depois não desfaz.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Bolhas e fragilidade no dorso das mãos iguais às da porfiria cutânea tardia, com porfirinas normais. Naproxeno em criança e furosemida em diálise são os cenários de sempre.
Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.
Descolamento de pele e acometimento de mucosas. Mortalidade alta, e a única medida com efeito comprovado é suspender a droga o quanto antes.
Hematúria com disúria e coágulos depois de ciclofosfamida ou ifosfamida: a acroleína agride o urotélio. Hidratação e mesna previnem, e no transplantado a mesma apresentação pode ser vírus BK.
Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.
Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).
Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Pancitopenia com medula hipocelular. Não depende de dose nem de tempo de uso, e a retirada pode não bastar.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
A forma posterior reversível (PRES) tem imagem característica e some com a retirada e o controle pressórico — por isso vale nomear em vez de chamar de delirium.
Fibrose valvar por agonismo serotoninérgico. Instala-se devagar, não regride, e é a razão de alguns agonistas dopaminérgicos terem saído do mercado.
Cianose com saturação que não sobe com oxigênio e sangue achocolatado. Azul de metileno resolve, e a gasometria comum não mostra.
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Com os inibidores de checkpoint deixou de ser curiosidade: é rara, precoce e tem letalidade alta. Troponina que sobe nas primeiras semanas de imunoterapia é isso até prova em contrário.
Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.
A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.
Clônus, hiper-reflexia e agitação em horas depois de somar dois serotoninérgicos. O clônus é o que a separa da neuroléptica maligna, que tem rigidez em cano de chumbo.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
Sonolência e confusão com amônia alta e função hepática normal — por isso a amônia não é pedida e o quadro passa por piora da epilepsia. Valproato é a causa clássica; também ocorre com quimioterapia e com o circuito da urease na infecção urinária.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.