Laringite por medicamento
Que fármacos causam laringite? Com a evidência mais forte: ácido hialurônico, clindamicina, óxidos de nitrogênio, óxido nítrico, ozônio e dióxido de enxofre, entre 34 substâncias.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
CID-10: J04.0 — Laringite aguda
Fármacos com literatura ou sinal
34 substâncias (10 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Ácido hialurônicosem registro no Brasil | CPossível | 3 | — | — |
| Clindamicina | CPossível | 2 | — | — |
| Óxidos de nitrogênionão é medicamento | CPossível | 2 | — | — |
| Óxido nítricosem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Ozônionão é medicamento | CPossível | 2 | — | — |
| Dióxido de enxofrenão é medicamento | CPossível | 2 | — | — |
| Isoprenalinasem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Ciclesonida | CPossível | 1 | — | — |
| Material particuladonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Certolizumabe pegolsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Alirocumabe | CPossível | 1 | — | — |
| Glutaraldeídonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Gás mostardanão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Alendronatosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Benazepril | CPossível | 1 | — | — |
| Nicorandilsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Salbutamol | CPossível | 1 | — | — |
| Iodixanol | CPossível | 1 | — | — |
| Ácido ioxáglicosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Formaldeídonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Ciprofloxacino | CPossível | 1 | — | — |
| Cobaltonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Cocaínasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Citarabina | CPossível | 1 | — | — |
| Lomustinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Hidralazina | CPossível | 1 | — | — |
| Alumínionão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Óxido de alumíniosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Hidróxido de sódionão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Gás lacrimogêneo CSnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Tricloroetilenosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Halotanosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Bromonão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Sulfassalazina | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como laringite causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.