Escotoma por medicamento

Que fármacos causam escotoma? Com a evidência mais forte: hidroxicloroquina, cloroquina, etambutol, metanol, etanol e epinefrina, entre 58 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

58 substâncias (26 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Hidroxicloroquinasem registro no BrasilBProvável31 de 37
Cloroquinasem registro no BrasilBProvável17 de 33
EtambutolBProvável12 de 16
Metanolnão é medicamentoCPossível4 de 6
Etanolsem registro no BrasilCPossível3
EpinefrinaCPossível3
VigabatrinaCPossível3
Deferoxaminasem registro no BrasilCPossível3
MetotrexatoCPossível3
DigoxinaCPossível3
Óleos de siliconenão é medicamentoCPossível2
CafeínaCPossível2
Triamcinolonasem registro no BrasilCPossível2
DoxorrubicinaCPossível2
IsoniazidaCPossível2
Dissulfiramsem registro no BrasilCPossível2
Verteporfinasem registro no BrasilCPossível1
RanibizumabeCPossível1
Sildenafilasem registro no BrasilCPossível1
RitonavirCPossível1
LinezolidaCPossível1
Mitomicinasem registro no BrasilCPossível1
Tracolimosem registro no BrasilCPossível1
Acetildigoxinasem registro no BrasilCPossível1
Iodopovidonasem registro no BrasilCPossível1
Polietilenoglicolsem registro no BrasilCPossível1
PaclitaxelCPossível1
AmiodaronaCPossível1
Rofecoxibesem registro no BrasilCPossível1
Valerato de diflucortolonasem registro no BrasilCPossível1
Valerato de betametasonasem registro no BrasilCPossível1
DiflucortolonaCPossível1
Gáliosem registro no BrasilCPossível1
PrednisonaCPossível1
CiclofosfamidaCPossível1
CisplatinaCPossível1
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível1
CiprofloxacinoCPossível1
TamoxifenoCPossível1
EfedrinaCPossível1
Gonadotrofina coriónica humanasem registro no BrasilCPossível1
MinoxidilCPossível1
Flumequinasem registro no BrasilCPossível1
Metrizamidasem registro no BrasilCPossível1
Cloranfenicolsem registro no BrasilCPossível1
NicotinaCPossível1
Capreomicinasem registro no BrasilCPossível1
Rifampicinasem registro no BrasilCPossível1
ClioquinolCPossível1
Hidroclorotiazidasem registro no BrasilCPossível1
Guanetidinasem registro no BrasilCPossível1
Ergotaminasem registro no BrasilCPossível1
Cianetosnão é medicamentoCPossível1
AmitriptilinaCPossível1
TioridazinaCPossível1
Clorpromazinasem registro no BrasilCPossível1
Digitoxinasem registro no BrasilCPossível1
ClomifenoCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como escotoma causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.