Linezolida

Que lesão de órgão linezolida pode causar? síndrome serotoninérgica, trombocitopenia, prolongamento do intervalo QT, neuropatia periférica, exantema medicamentoso, citopenia, anemia, neuropatia óptica, lesões orais, perturbação sensorial, pancitopenia, língua negra pilosa, anemia sideroblástica, síndrome mielodisplásica, arritmia cardíaca, eosinofilia, rabdomiólise, neuropatia óptica tóxica, pneumonia eosinofílica, anemia aplástica, dRESS, lesão hepática medicamentosa, nefrite intersticial aguda, lesão renal aguda, encefalopatia, anemia hemolítica, agranulocitose, insuficiência cardíaca, convulsão, nefropatia, insuficiência renal, leucopenia, neutropenia, miopatia, cardiopatia congênita, alucinação, encefalopatia hipertensiva, exantema, nefrite, neurite óptica, retinopatia, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, edema pulmonar não cardiogênico, bradicardia, aplasia de medula óssea, cegueira, coagulopatia, confusão, daltonismo, estado de mal epilético, gastroenterite, hipertensão arterial, insuficiência hepática, pancreatite, polineuropatia, prurido, púrpura, surdez, transtorno auditivo, urticária e angioedema, angioedema, ataxia, baixa visão, catarata, cirrose hepática, cisto, delirium, diabetes mellitus, disartria, distúrbio da fala, doença autoimune, doença genética, doença óssea, encefalopatia hepática, enterocolite, epilepsia, epilepsia focal, erro metabólico hereditário, escotoma, fraqueza muscular, hipersensibilidade de tipo III, hipertonia, lesão pulmonar, lesão pulmonar aguda, neoplasia mieloproliferativa, neurite, nevralgia, papiledema, rigidez Muscular, síndrome coronária aguda, síndrome hipereosinofílica, transtorno da comunicação, tremor e vasculite.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Síndrome serotoninérgica

AEstabelecidoNeurológica

Clônus, hiper-reflexia e agitação em horas depois de somar dois serotoninérgicos. O clônus é o que a separa da neuroléptica maligna, que tem rigidez em cano de chumbo.

Relatos no FAERS:
917
ROR:
36,8 (IC 95% 34,439,3)
Literatura:
56 de 64 artigos

Trombocitopenia

AEstabelecidoHematológica

Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.

Relatos no FAERS:
2.959
ROR:
10,2 (IC 95% 9,810,6)
Literatura:
148 de 164 artigos

Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.

Relatos no FAERS:
737
ROR:
14,1 (IC 95% 13,115,2)
Literatura:
4 de 4 artigos

Neuropatia periférica

BProvávelNeurológica

Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.

Relatos no FAERS:
733
ROR:
2 (IC 95% 1,82,1)
Literatura:
39 de 46 artigos

Exantema medicamentoso

BProvávelCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
102
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,1)
Literatura:
11 artigos

Perda bilateral, indolor e progressiva da visão central, com discromatopsia vermelho-verde antes da acuidade cair. Etambutol e linezolida dependem de dose e tempo; suspender cedo é o que separa o reversível do definitivo.

Relatos no FAERS:
105
ROR:
229,9 (IC 95% 184,4286,7)
Literatura:
18 artigos

Pneumonia eosinofílica

CPossívelRespiratória

Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.

Relatos no FAERS:
84
ROR:
12,8 (IC 95% 10,315,9)
Literatura:
1 artigos

Anemia aplástica

CPossívelHematológica

Pancitopenia com medula hipocelular. Não depende de dose nem de tempo de uso, e a retirada pode não bastar.

Relatos no FAERS:
1.228
ROR:
11,2 (IC 95% 10,611,9)
Literatura:
2 artigos

DRESS

CPossívelCutânea

Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.

Relatos no FAERS:
380
ROR:
10,8 (IC 95% 9,812)
Literatura:
2 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
510
ROR:
4,1 (IC 95% 3,74,4)
Literatura:
7 artigos

Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.

Relatos no FAERS:
35
ROR:
1,2 (IC 95% 0,91,7)
Literatura:
3 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
647
ROR:
1,1 (IC 95% 11,2)
Literatura:
3 artigos

Encefalopatia

CPossívelNeurológica

A forma posterior reversível (PRES) tem imagem característica e some com a retirada e o controle pressórico — por isso vale nomear em vez de chamar de delirium.

Relatos no FAERS:
239
ROR:
0,7 (IC 95% 0,60,8)
Literatura:
2 artigos

Anemia hemolítica

CPossívelHematológica

Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.

Relatos no FAERS:
24
ROR:
0,7 (IC 95% 0,51,1)
Literatura:
1 artigos

Agranulocitose

CPossívelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
196
ROR:
0,6 (IC 95% 0,60,7)
Literatura:
11 de 36 artigos

Insuficiência cardíaca

CPossívelCardíaca

Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.

Relatos no FAERS:
156
ROR:
0,4 (IC 95% 0,40,5)
Literatura:
1 artigos

Convulsão

CPossívelNeurológica

Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.

Relatos no FAERS:
66
ROR:
0,2 (IC 95% 0,20,3)
Literatura:
2 artigos

Bradicardia

CPossívelCardíaca

A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.

Relatos no FAERS:
6
Literatura:
2 artigos

Urticária e angioedema

CPossívelCutânea

Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.

Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.