Atrofia óptica por medicamento

Que fármacos causam atrofia óptica? Com a evidência mais forte: clioquinol, metanol, etambutol, iodoquinol, vigabatrina e tálio, entre 66 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

66 substâncias (24 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
ClioquinolBProvável20 de 23
Metanolnão é medicamentoBProvável18 de 29
EtambutolBProvável14 de 22
Iodoquinolsem registro no BrasilBProvável9 de 9
VigabatrinaBProvável6 de 7
Táliosem registro no BrasilBProvável5 de 7
Cloranfenicolsem registro no BrasilBProvável5 de 8
AmiodaronaBProvável4 de 4
Cianetosnão é medicamentoCPossível5 de 30
Rotenonanão é medicamentoCPossível4 de 27
MetotrexatoCPossível4 de 11
VincristinaCPossível4 de 7
QuininaCPossível4 de 6
Cloroquinasem registro no BrasilCPossível3
Cobaltonão é medicamentoCPossível2
Rifampicinasem registro no BrasilCPossível2
DapsonaCPossível2
Hexaclorofenosem registro no BrasilCPossível2
Arsênionão é medicamentoCPossível2
LidocainaCPossível1
CabazitaxelCPossível1
BortezomibeCPossível1
Xilenosnão é medicamentoCPossível1
CefuroximaCPossível1
Idebenonasem registro no BrasilCPossível1
Etanolsem registro no BrasilCPossível1
Acetonida de triancinolonasem registro no BrasilCPossível1
Triamcinolonasem registro no BrasilCPossível1
Telitromicinasem registro no BrasilCPossível1
Verde de indocianinasem registro no BrasilCPossível1
RibavirinaCPossível1
Alfapeginterferona 2bsem registro no BrasilCPossível1
CarboplatinaCPossível1
CiclosporinaCPossível1
CisplatinaCPossível1
Tinturas de cabelonão é medicamentoCPossível1
Fenilenodiaminasnão é medicamentoCPossível1
Clorambucilasem registro no BrasilCPossível1
CiproteronaCPossível1
IsoniazidaCPossível1
Maleato de perexilinasem registro no BrasilCPossível1
Perexilinasem registro no BrasilCPossível1
Sal de lítiosem registro no BrasilCPossível1
TobramicinaCPossível1
ColchicinaCPossível1
CafeínaCPossível1
Fenacetinasem registro no BrasilCPossível1
Dextropropoxifenosem registro no BrasilCPossível1
Varfarinasem registro no BrasilCPossível1
Quinidinasem registro no BrasilCPossível1
Ergotaminasem registro no BrasilCPossível1
CitarabinaCPossível1
Vidarabinasem registro no BrasilCPossível1
Antimônionão é medicamentoCPossível1
HidrocortisonaCPossível1
Quimotripsinasem registro no BrasilCPossível1
Capreomicinasem registro no BrasilCPossível1
Hidroxicloroquinasem registro no BrasilCPossível1
Chumbonão é medicamentoCPossível1
Mercúrionão é medicamentoCPossível1
Bismutonão é medicamentoCPossível1
Acido acetilsalicilicoCPossível1
Dimetilsulfóxidosem registro no BrasilCPossível1
Clorpromazinasem registro no BrasilCPossível1
Griseofulvinasem registro no BrasilCPossível1
Nialamidasem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como atrofia óptica causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.