Bortezomibe

Que lesão de órgão bortezomibe pode causar? neuropatia periférica, nevralgia, íleo paralítico, obstrução intestinal, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, trombocitopenia, agranulocitose, insuficiência cardíaca, cardiomiopatia, nefrite intersticial aguda, hipertensão pulmonar, pneumonite intersticial, lesão renal aguda, miocardite, lesão hepática medicamentosa, exantema medicamentoso, infarto do miocárdio, citopenia, perturbação sensorial, hiperalgesia, leucopenia, neutropenia, polineuropatia, nefropatia, anemia, calázio, cisto, pneumonia, coagulopatia, eritema, exantema, hipertensão arterial, insuficiência renal, pseudo-obstrução intestinal, púrpura, neurotoxicidade por célula efetora imune, blefarite, diátese hemorrágica, doença autoimune, doença da córnea, hipertensão arterial pulmonar, leucemia, leucemia mieloide, leucemia mieloide aguda, mieloma múltiplo, mononeuropatia, pancreatite, púrpura trombocitopênica trombótica, síndrome de Sweet, transtorno respiratório, transtornos linfoproliferativos, trombofilia, dano alveolar difuso, urticária e angioedema, vasculite ANCA por droga, aeroembolismo, arritmia cardíaca, atrofia óptica, celulite, ceratite, choque cardiogênico, conjuntivite, diabetes mellitus, disfunção ventricular esquerda, disgeusia, dispneia, doença genética, embolia, encefalite, encefalite viral, fibrilação auricular, hepatite B, hepatite Viral, hipopituitarismo, imunodeficiência, infeção ocular, insuficiência respiratória, lesão pulmonar, linfocitopenia, miopatia, nefrite, neuropatia diabética, neuropatia óptica, paralisia, parestesia, perda auditiva sensorioneural, perturbações da marcha, síndrome de Guillain-Barré, síndrome mielodisplásica, surdez, tamponamento cardíaco, transtorno auditivo, transtorno bipolar, transtornos do humor, tumores dos tecidos hematopoético e linfoide e úlcera de córnea.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Neuropatia periférica

AEstabelecidoNeurológica

Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.

Relatos no FAERS:
6.603
ROR:
6,3 (IC 95% 6,26,5)
Literatura:
124 de 353 artigos

Trombocitopenia

CPossívelHematológica

Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.

Relatos no FAERS:
5.913
ROR:
6,6 (IC 95% 6,56,8)
Literatura:
21 de 125 artigos

Agranulocitose

CPossívelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
3.915
ROR:
4,5 (IC 95% 4,44,7)
Literatura:
11 de 58 artigos

Insuficiência cardíaca

CPossívelCardíaca

Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.

Relatos no FAERS:
1.711
ROR:
1,6 (IC 95% 1,51,7)
Literatura:
3 artigos

Cardiomiopatia

CPossívelCardíaca

Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.

Relatos no FAERS:
210
ROR:
1,2 (IC 95% 1,11,4)
Literatura:
1 artigos

Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.

Relatos no FAERS:
65
ROR:
0,8 (IC 95% 0,61)
Literatura:
1 artigos

Hipertensão pulmonar

CPossívelRespiratória

Instala-se em meses e pode não regredir. A história dos anorexígenos é o motivo de a classe inteira ser vigiada.

Relatos no FAERS:
76
ROR:
0,5 (IC 95% 0,40,6)
Literatura:
3 artigos

Pneumonite intersticial

CPossívelRespiratória

Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.

Relatos no FAERS:
122
ROR:
0,4 (IC 95% 0,30,4)
Literatura:
2 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
465
ROR:
0,3 (IC 95% 0,20,3)
Literatura:
3 artigos

Miocardite

CPossívelCardíaca

Com os inibidores de checkpoint deixou de ser curiosidade: é rara, precoce e tem letalidade alta. Troponina que sobe nas primeiras semanas de imunoterapia é isso até prova em contrário.

Relatos no FAERS:
14
ROR:
0,2 (IC 95% 0,10,3)
Literatura:
1 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
48
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,2)
Literatura:
5 de 8 artigos

Exantema medicamentoso

CPossívelCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
427
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,2)
Literatura:
4 de 26 artigos

Infarto do miocárdio

CPossívelCardíaca

Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.

Relatos no FAERS:
118
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,1)
Literatura:
1 artigos

Disgrafia e afasia de expressão dias depois da infusão de CAR-T ou do anticorpo biespecífico, geralmente na esteira da síndrome de liberação de citocinas. Evolui para rebaixamento e convulsão; a escala à beira do leito serve para pegar antes disso.

Literatura:
2 artigos

Dano alveolar difuso

CPossívelRespiratória

O achado histológico por trás da SDRA e da forma mais grave de pneumonite por droga. Aparece na biópsia quando a suspeita clínica já passou — e é o que fecha o caso retrospectivamente.

Relatos no FAERS:
6
Literatura:
1 artigos

Urticária e angioedema

CPossívelCutânea

Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.

Literatura:
1 artigos

Vasculite ANCA por droga

CPossívelRespiratória

Propiltiouracila, hidralazina, minociclina e a cocaína cortada com levamisol. O anti-MPO costuma vir em título alto com anti-PR3 junto, o que quase não acontece na vasculite idiopática; retirar a droga resolve boa parte.

Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.