Úlcera de córnea por medicamento

Que fármacos causam úlcera de córnea? Com a evidência mais forte: erlotinibe, oxibuprocaína, nicorandil, tetracaína, procaína e crack, entre 71 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

71 substâncias (32 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Erlotinibesem registro no BrasilBProvável4 de 5
Oxibuprocaínasem registro no BrasilBProvável4 de 4
Nicorandilsem registro no BrasilBProvável4 de 4
TetracaínaBProvável4 de 4
ProcaínaCPossível4 de 6
Cracknão é medicamentoCPossível4 de 8
Cetorolacosem registro no BrasilCPossível4 de 6
Hidróxido de sódionão é medicamentoCPossível3
DupilumabeCPossível3
PrednisolonaCPossível3
DiclofenacoCPossível3
Practololsem registro no BrasilCPossível3
Hipoclorito de sódiosem registro no BrasilCPossível2
TrastuzumabeCPossível2
PembrolizumabeCPossível2
FenitoínaCPossível2
Gliconato de clorexidinasem registro no BrasilCPossível2
Clorexidinasem registro no BrasilCPossível2
ProximetacaínaCPossível2
CiprofloxacinoCPossível2
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível2
Cloreto de benzalcônionão é medicamentoCPossível2
Butirato de clobetasonasem registro no BrasilCPossível2
ClobetasolCPossível2
Cortisonasem registro no BrasilCPossível2
Sulfametoxipiridazinasem registro no BrasilCPossível2
Cianetosnão é medicamentoCPossível2
Upadacitinibesem registro no BrasilCPossível1
BortezomibeCPossível1
RituximabeCPossível1
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1
Ácido edéticosem registro no BrasilCPossível1
NivolumabeCPossível1
NorepinefrinaCPossível1
Paraquatnão é medicamentoCPossível1
Colágenosem registro no BrasilCPossível1
RiboflavinaCPossível1
AfatinibeCPossível1
Polietilenoglicolsem registro no BrasilCPossível1
Alfapeginterferona 2asem registro no BrasilCPossível1
Petróleonão é medicamentoCPossível1
Bromfenacosem registro no BrasilCPossível1
HidrocortisonaCPossível1
Clorpromazinasem registro no BrasilCPossível1
Isetionato de propamidinasem registro no BrasilCPossível1
HomatropinaCPossível1
IsotretinoínaCPossível1
NepafenacoCPossível1
OfloxacinoCPossível1
Tracolimosem registro no BrasilCPossível1
PilocarpinaCPossível1
Deferoxaminasem registro no BrasilCPossível1
NorfloxacinoCPossível1
CeftriaxonaCPossível1
Mitomicinasem registro no BrasilCPossível1
TrimetoprimaCPossível1
SulfametoxazolCPossível1
Cimento ósseonão é medicamentoCPossível1
HidroquinonaCPossível1
Cloranfenicolsem registro no BrasilCPossível1
EpinefrinaCPossível1
Sulfeto de hidrogênionão é medicamentoCPossível1
AmantadinaCPossível1
AlopurinolCPossível1
Clorobutanolsem registro no BrasilCPossível1
Idoxuridinasem registro no BrasilCPossível1
Sílicanão é medicamentoCPossível1
DDTnão é medicamentoCPossível1
Mercúrionão é medicamentoCPossível1
LidocainaCPossível1
Vimblastinasem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como úlcera de córnea causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.