Exantema medicamentoso
BProvávelCutâneaO mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
- Literatura:
- 17 artigos
Que lesão de órgão norfloxacino pode causar? exantema medicamentoso, convulsão, miopatia, artropatia, tendinopatia, citopenia, leucopenia, agranulocitose, lesão hepática medicamentosa, nefropatia, neutropenia, nefrite intersticial aguda, fotossensibilidade, erupção fixa por droga, eritema, nefrite, trombocitopenia, arritmia cardíaca, cirrose hepática, doença da córnea, perturbação sensorial, colestase, síndrome nefrótica, meta-hemoglobinemia, alucinação, artralgia, cardiopatia congênita, colite pseudomembranosa, complicações na gravidez, condropatia, doença óssea, enterocolite, eosinofilia, epilepsia, eritema multiforme, gastroenterite, insuficiência renal, perturbação mental, rabdomiólise, pneumonite intersticial, prolongamento do intervalo QT, insuficiência hepática aguda, lesão renal aguda, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, artrite, cegueira, ceratite, colestase intra-hepática da gravidez, doença autoimune, doença da tireoide, doença genética, doença vulvar, encefalomielite, epidermólise bolhosa, estomatite, exantema, granuloma, granuloma eosinofílico, histiocitose, histiocitose de células de Langerhans, infeção ocular, insuficiência hepática, insuficiência renal crônica, lesões orais, má-absorção intestinal, mialgia, neuropatia óptica, osteocondrite, pancreatite, papiledema, perda de consciência, reabsorção fetal, síncope, síndrome da fadiga crônica, síndrome de Sweet, sinovite, surdez, surdo-cegueira, tiroidite, transtorno auditivo, úlcera de córnea, vaginite e vulvite.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
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O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).
Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Proteinúria nefrótica por lesão mínima ou nefropatia membranosa secundária. Remite com a retirada, o que a diferencia da forma idiopática.
Cianose com saturação que não sobe com oxigênio e sangue achocolatado. Azul de metileno resolve, e a gasometria comum não mostra.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
Descolamento de pele e acometimento de mucosas. Mortalidade alta, e a única medida com efeito comprovado é suspender a droga o quanto antes.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.