Que lesão de órgão trastuzumabe pode causar? disfunção cardíaca por terapia oncológica, pneumonite intersticial, disfunção ventricular esquerda, miopatia, dano alveolar difuso, dermatomiosite, miosite, polimiosite, cardiomiopatia, valvopatia, agranulocitose, osteonecrose dos maxilares por medicamento, lesão hepática medicamentosa, neuropatia periférica, insuficiência cardíaca, fibrose pulmonar, pneumonia eosinofílica, hipertensão pulmonar, trombocitopenia, pneumocistose por imunossupressão, exantema medicamentoso, lesão renal aguda, infarto do miocárdio, citopenia, pneumonia, leucopenia, neutropenia, arritmia cardíaca, doença da mama, hipertensão arterial, neoplasia da mama, alopécia, anemia, complicações na gravidez, doença da córnea, gastroenterite, oligo-hidrâmnio, perturbação sensorial, telangiectasia, dermatite por recall de radiação, ceratite, choque cardiogênico, diátese hemorrágica, doença autoimune, doença da bexiga, doença genética, doença óssea, eosinofilia, infeção ocular, insuficiência renal, necrose avascular, nefropatia, neuropatia óptica, síndrome hipereosinofílica, transtornos linfoproliferativos, úlcera de córnea, vasculite pulmonar, pneumonia eosinofílica aguda, ceratopatia vorticilada, cistite hemorrágica, pneumonia intersticial não específica, pneumonia eosinofílica crônica, bexiga hiperativa, bloqueio de ramo, bócio, cardiomegalia, cardiomiopatia dilatada, cegueira, ciliopatia, cistite, colite, derrame pericárdico, disfunção cognitiva, dispneia, doença cerebrovascular, doença da tireoide, doença do ouvido, doença dos ovários, embolia, embolia pulmonar, enterocolite, exantema, fibrilação auricular, hematúria, hemorragia intracerebral, hemorragia intracraniana, imunodeficiência, insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, insuficiência renal crônica, lesões orais, linfoma, malformação vascular, meningite, meningite asséptica, menopausa prematura, micose pulmonar, neurite óptica, pancreatite, papiledema, perturbação cognitiva, psoríase, regurgitação mitral, taquicardia, telangiectasia hemorrágica hereditária, tiroidite, tiroidite autoimune, transtorno respiratório, transtornos da motilidade ciliar, trauma facial, traumatismo craniano, trombofilia, tumor cerebral e vasculite.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Queda da fração de ejeção durante ou depois do tratamento do câncer. A da antraciclina depende da dose acumulada e costuma ficar; a do trastuzumabe não depende e costuma voltar ao suspender — por isso a conduta diante do mesmo número é diferente.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
O achado histológico por trás da SDRA e da forma mais grave de pneumonite por droga. Aparece na biópsia quando a suspeita clínica já passou — e é o que fecha o caso retrospectivamente.
Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.
Osso exposto que não cicatriza em oito semanas, quase sempre depois de extração. Antirreabsortivo em dose oncológica é o maior risco, e o antiangiogênico soma — avaliação odontológica antes de começar vale mais do que qualquer conduta depois.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.
A droga não causa o infiltrado, causa a brecha: corticoide prolongado, rituximabe, metotrexato. Importa porque tem profilaxia, e a decisão de profilaxar depende de saber qual esquema abre a porta.
Eritema que reacende exatamente no campo irradiado meses antes, horas a dias depois de uma dose de quimioterapia. O limite geométrico na pele é o que dá o diagnóstico e afasta infecção.
Capilarite com hemoptise e queda de hemoglobina, às vezes com ANCA positivo. Hidralazina, propiltiouracila e levamisol (adulterante da cocaína) são os nomes que se procura na anamnese.
Febre e hipoxemia que abrem em dias, com eosinófilo no lavado e sangue normal — o hemograma limpo é o que faz descartar a hipótese cedo demais. Daptomicina e o início recente do tabagismo são as duas histórias clássicas. Responde ao corticoide em horas e recidiva se a droga voltar, o que serve de prova retrospectiva.
Depósito em espiral no epitélio da córnea, visível na lâmpada de fenda e quase sempre sem sintoma. Amiodarona e cloroquina são as causas de rotina — o achado por si não obriga a suspender, mas obriga a olhar a retina.
Hematúria com disúria e coágulos depois de ciclofosfamida ou ifosfamida: a acroleína agride o urotélio. Hidratação e mesna previnem, e no transplantado a mesma apresentação pode ser vírus BK.
Vidro fosco com reticulado poupando a região subpleural, homogêneo no tempo — e é justamente a homogeneidade que separa da fibrose pulmonar idiopática. Padrão frequente de dano por metotrexato, amiodarona e quimioterápico, e o que mais melhora ao suspender.
Infiltrado periférico em "edema pulmonar invertido", com semanas de tosse, febre e perda de peso. Derrete com corticoide e recidiva ao desmamar — e recidiva de novo se o fármaco que a causou voltar sem que ninguém tenha ligado os dois.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.