Rituximabe

Que lesão de órgão rituximabe pode causar? neurotoxicidade por célula efetora imune, exantema medicamentoso, doença do soro, anafilaxia, pneumocistose por imunossupressão, cistite hemorrágica, agranulocitose, disfunção cardíaca por terapia oncológica, reação sarcoide por fármaco, anemia hemolítica, pneumonite intersticial, trombocitopenia, síndrome de extravasamento capilar, síndrome nefrótica, cardiomiopatia, hemorragia alveolar difusa, síndrome pulmão-rim, encefalopatia, lesão hepática medicamentosa, síndrome do desconforto respiratório agudo, neuropatia periférica, urticária e angioedema, reativação de tuberculose, miocardite, edema pulmonar não cardiogênico, colestase, lesão renal aguda, fotossensibilidade, infarto do miocárdio, bradicardia, convulsão, citopenia, transtornos linfoproliferativos, leucopenia, imunodeficiência, neutropenia, doença autoimune, encefalite, encefalite viral, leucoencefalopatia multifocal progressiva, nefropatia, gastroenterite, vasculite, pneumonia, artrite, artropatia, linfocitopenia, linfoma, pênfigo, anemia, coagulopatia, doença inflamatória intestinal, esclerose múltipla, linfoma não Hodgkin, hepatite Viral, psoríase, retinopatia, diátese hemorrágica, penfigoide bolhoso, púrpura, pneumonia intersticial não específica, colite, doença de Crohn, encefalopatia hipertensiva, hepatite B, leucemia, lúpus eritematoso sistêmico, micose pulmonar, miopatia, sarcoidose, sarcoma, sarcoma de Kaposi, exantema, glomerulonefrite, linfoma de células B, nefrite, trombofilia, tumor de pele, arritmia cardíaca, artrite reumatoide, complicações na gravidez, doença cerebrovascular, doença da tireoide, doença óssea, leucemia mieloide, miosite, nefrite lúpica, púrpura trombocitopênica trombótica, trombose, miopatia necrosante imunomediada, acidente vascular cerebral, anemia hemolítica autoimune, degenerescência macular, disfunção ventricular esquerda, doença genética, edema macular, hipersensibilidade de tipo III, infeção ocular, insuficiência renal, lesão pulmonar, lesões orais, leucemia mieloide aguda, meningite, mielite transversa, miocardiopatia de takotsubo, neurite óptica, neuromielite óptica, neuropatia óptica, piodermite gangrenosa, síndrome mielodisplásica, transtorno respiratório, úlcera, pneumonia intersticial linfocítica, alopécia, artrite psoriática, bócio, condição pré-maligna, doença da córnea, doença do baço, embolia, embolia pulmonar, endoftalmite, eritema, espondiloartropatia, exoftalmia, fibrilação auricular, hepatite C, hidradenitis, hidrosadenite, hipertiroidismo, imunodeficiência comum variável, leucemia linfoide, linfadenopatia, linfoma folicular, melanoma, meningoencefalite, mieloma múltiplo, necrose avascular, neoplasia das vias respiratórias, perturbação cognitiva, púrpura trombocitopênica idiopática, tumor neuroendócrino, tumor pulmonar, miocardite eosinofílica, osteonecrose dos maxilares por medicamento, pneumonia intersticial aguda, vasculite ANCA por droga, acne, arteriosclerose, arterite, arterite de Takayasu, artrite séptica, ataxia, aterosclerose, bronquiectasia, celulite, ceratite, choque cardiogênico, cistite, coagulação intravascular disseminada, colite ulcerosa, disfunção cognitiva, dispneia, doença da bexiga, doença das glândulas sebáceas, doença de lesão mínima, doença de Still do adulto, doença do mediastino, doença do neurônio motor, doença dos brônquios, doença torácica, edema cerebral, enterocolite, epidermólise bolhosa, epistaxe, eritema nodoso, esclerite, esclerose lateral amiotrófica, faringite, fasciite, fístula das vias respiratórias, granuloma, granulomatose de Wegener, hemofilia A, hipertensão arterial, hipogonadismo, histiocitose, imunodeficiência adquirida, infeção sexualmente transmissível, infecção pelo HIV, leucemia linfocítica granular T, leucemias de células T, linfo-histiocitose hemofagocítica, líquen plano, miastenia grave, mielopatia, mononeuropatia, neurotoxoplasmose, nódulos pulmonares múltiplos, obstrução intestinal, pancitopenia, pneumonia por aspiração, pneumonia viral, pneumoperitônio, proteinúria, púrpura de Henoch-Schönlein, queratose, retinite, sarcopenia, síndrome coronária aguda, síndrome de Goodpasture, síndrome paraneoplásica, taquicardia, taquicardia ventricular, tendinopatia, tiroidite, tiroidite autoimune, tosse, traqueopatia, trombose venosa, trombose venosa cerebral, úlcera de córnea e uveíte.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Disgrafia e afasia de expressão dias depois da infusão de CAR-T ou do anticorpo biespecífico, geralmente na esteira da síndrome de liberação de citocinas. Evolui para rebaixamento e convulsão; a escala à beira do leito serve para pegar antes disso.

Relatos no FAERS:
416
ROR:
7,6 (IC 95% 6,88,3)
Literatura:
11 artigos

Exantema medicamentoso

AEstabelecidoCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
16.537
ROR:
2,4 (IC 95% 2,32,4)
Literatura:
45 de 101 artigos

Pneumocistose por imunossupressão

CPossívelRespiratória

A droga não causa o infiltrado, causa a brecha: corticoide prolongado, rituximabe, metotrexato. Importa porque tem profilaxia, e a decisão de profilaxar depende de saber qual esquema abre a porta.

Relatos no FAERS:
1.623
ROR:
16,2 (IC 95% 15,417,1)
Literatura:
6 de 82 artigos

Cistite hemorrágica

CPossívelUrogenital

Hematúria com disúria e coágulos depois de ciclofosfamida ou ifosfamida: a acroleína agride o urotélio. Hidratação e mesna previnem, e no transplantado a mesma apresentação pode ser vírus BK.

Relatos no FAERS:
126
ROR:
15,1 (IC 95% 12,518,3)
Literatura:
1 artigos

Agranulocitose

CPossívelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
15.878
ROR:
8 (IC 95% 7,98,2)
Literatura:
77 de 338 artigos

Queda da fração de ejeção durante ou depois do tratamento do câncer. A da antraciclina depende da dose acumulada e costuma ficar; a do trastuzumabe não depende e costuma voltar ao suspender — por isso a conduta diante do mesmo número é diferente.

Relatos no FAERS:
495
ROR:
5,6 (IC 95% 5,16,1)
Literatura:
3 artigos

Reação sarcoide por fármaco

CPossívelRespiratória

Granuloma não caseoso com adenomegalia hilar sob interferon, anti-TNF ou inibidor de checkpoint. Capta no PET e é lido como progressão do câncer — a biópsia é o que evita trocar um tratamento que está funcionando.

Relatos no FAERS:
13
ROR:
5,6 (IC 95% 3,29,8)
Literatura:
2 artigos

Anemia hemolítica

CPossívelHematológica

Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.

Relatos no FAERS:
1.260
ROR:
5,4 (IC 95% 5,15,8)
Literatura:
3 artigos

Pneumonite intersticial

CPossívelRespiratória

Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.

Relatos no FAERS:
3.600
ROR:
4,5 (IC 95% 4,34,6)
Literatura:
16 de 793 artigos

Trombocitopenia

CPossívelHematológica

Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.

Relatos no FAERS:
9.496
ROR:
4,2 (IC 95% 4,14,3)
Literatura:
37 de 1151 artigos

Hipotensão com hemoconcentração e edema pulmonar por fuga de albumina. Volume agrava, e o que salva é suspender a droga — interleucina-2, gencitabina, fator estimulador de colônias.

Relatos no FAERS:
80
ROR:
3,8 (IC 95% 3,14,8)
Literatura:
1 artigos

Síndrome nefrótica

CPossívelRenal

Proteinúria nefrótica por lesão mínima ou nefropatia membranosa secundária. Remite com a retirada, o que a diferencia da forma idiopática.

Relatos no FAERS:
887
ROR:
3,4 (IC 95% 3,23,6)
Literatura:
7 de 458 artigos

Cardiomiopatia

CPossívelCardíaca

Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.

Relatos no FAERS:
1.307
ROR:
3,2 (IC 95% 33,3)
Literatura:
5 de 47 artigos

Hemorragia alveolar difusa

CPossívelRespiratória

Queda de hemoglobina com infiltrado bilateral, e hemoptise em menos da metade dos casos — a ausência dela não afasta. O lavado que clareia progressivamente confirma à beira do leito.

Relatos no FAERS:
430
ROR:
3,1 (IC 95% 2,83,4)
Literatura:
5 de 92 artigos

Síndrome pulmão-rim

CPossívelRespiratória

Hemorragia alveolar junto com glomerulonefrite. A dupla estreita o diagnóstico, e fármaco entra na lista antes de imunossupressão às cegas.

Relatos no FAERS:
11
ROR:
3,1 (IC 95% 1,75,6)
Literatura:
2 artigos

Encefalopatia

CPossívelNeurológica

A forma posterior reversível (PRES) tem imagem característica e some com a retirada e o controle pressórico — por isso vale nomear em vez de chamar de delirium.

Relatos no FAERS:
6.825
ROR:
2,9 (IC 95% 2,93)
Literatura:
6 de 18 artigos

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
2.715
ROR:
2,9 (IC 95% 2,83,1)
Literatura:
4 de 19 artigos

Neuropatia periférica

CPossívelNeurológica

Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.

Relatos no FAERS:
5.481
ROR:
2 (IC 95% 1,92)
Literatura:
14 de 272 artigos

Urticária e angioedema

CPossívelCutânea

Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.

Relatos no FAERS:
4.844
ROR:
1,9 (IC 95% 1,81,9)
Literatura:
2 artigos

Reativação de tuberculose

CPossívelRespiratória

Doença ativa a partir do bacilo que já estava lá, semanas a meses depois de começar anti-TNF, corticoide em dose alta ou outro imunossupressor. Rastrear infecção latente ANTES é a única parte que depende de quem prescreve.

Relatos no FAERS:
85
ROR:
1,9 (IC 95% 1,52,4)
Literatura:
2 artigos

Miocardite

CPossívelCardíaca

Com os inibidores de checkpoint deixou de ser curiosidade: é rara, precoce e tem letalidade alta. Troponina que sobe nas primeiras semanas de imunoterapia é isso até prova em contrário.

Relatos no FAERS:
281
ROR:
1,7 (IC 95% 1,51,9)
Literatura:
1 artigos

Edema pulmonar não cardiogênico

CPossívelRespiratória

Edema com pressão de enchimento normal. Diurético não resolve e piora a perfusão — o que resolve é reconhecer a droga.

Relatos no FAERS:
722
ROR:
1,3 (IC 95% 1,21,4)
Literatura:
2 artigos

Colestase

CPossívelHepática

Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.

Relatos no FAERS:
300
ROR:
1,2 (IC 95% 1,11,4)
Literatura:
1 artigos

Lesão renal aguda

CPossívelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
4.826
ROR:
1,1 (IC 95% 1,11,1)
Literatura:
2 artigos

Fotossensibilidade

CPossívelCutânea

Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).

Relatos no FAERS:
244
ROR:
1 (IC 95% 0,91,1)
Literatura:
1 artigos

Infarto do miocárdio

CPossívelCardíaca

Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.

Relatos no FAERS:
1.924
ROR:
0,8 (IC 95% 0,70,8)
Literatura:
4 de 23 artigos

Bradicardia

CPossívelCardíaca

A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.

Relatos no FAERS:
214
ROR:
0,3 (IC 95% 0,20,3)
Literatura:
1 artigos

Convulsão

CPossívelNeurológica

Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.

Relatos no FAERS:
462
ROR:
0,2 (IC 95% 0,20,2)
Literatura:
2 artigos

Vidro fosco com reticulado poupando a região subpleural, homogêneo no tempo — e é justamente a homogeneidade que separa da fibrose pulmonar idiopática. Padrão frequente de dano por metotrexato, amiodarona e quimioterápico, e o que mais melhora ao suspender.

Literatura:
6 de 19 artigos

Miopatia necrosante imunomediada

CPossívelMusculoesquelética

Fraqueza proximal com CK muito alta que continua piorando depois de suspender a estatina — é o que separa da mialgia comum. Anticorpo anti-HMGCR confirma, e o tratamento é imunossupressão, não só retirada.

Relatos no FAERS:
9
Literatura:
3 artigos

Infiltrado linfocitário difuso com cistos de parede fina na tomografia. Acompanha Sjögren e HIV, e aparece com imunomoduladores — o cisto é o achado que faz lembrar dela em vez de pensar em enfisema.

Literatura:
2 artigos

Miocardite eosinofílica

CPossívelCardíaca

Reação de hipersensibilidade no miocárdio, com eosinofilia no sangue em boa parte dos casos e sem relação com a dose. Clozapina é a causa clássica na primeira semana; antibiótico e anticonvulsivante entram pelo mesmo caminho do DRESS.

Literatura:
1 artigos

Osso exposto que não cicatriza em oito semanas, quase sempre depois de extração. Antirreabsortivo em dose oncológica é o maior risco, e o antiangiogênico soma — avaliação odontológica antes de começar vale mais do que qualquer conduta depois.

Relatos no FAERS:
13
ROR:
0 (IC 95% 00,1)
Literatura:
1 artigos

Pneumonia intersticial aguda

CPossívelRespiratória

Insuficiência respiratória em dias a semanas, com vidro fosco difuso e dano alveolar na histologia — a SDRA sem causa aparente. Antes de chamar de idiopática, a lista de fármacos do mês anterior é a primeira coisa a olhar.

Literatura:
1 artigos

Vasculite ANCA por droga

CPossívelRespiratória

Propiltiouracila, hidralazina, minociclina e a cocaína cortada com levamisol. O anti-MPO costuma vir em título alto com anti-PR3 junto, o que quase não acontece na vasculite idiopática; retirar a droga resolve boa parte.

Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.