Esclerose múltipla por medicamento

Que fármacos causam esclerose múltipla? Com a evidência mais forte: natalizumabe, fingolimode, ocrelizumabe, alemtuzumab, cladribina e rituximabe, entre 69 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

69 substâncias (33 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
NatalizumabeCPossível16 de 1828
Fingolimodesem registro no BrasilCPossível16 de 1450
OcrelizumabeCPossível14 de 523
Alemtuzumabsem registro no BrasilCPossível11 de 592
CladribinaCPossível11 de 422
RituximabeCPossível9 de 463
Imunoglobulina GCPossível9 de 2109
TeriflunomidaCPossível7 de 355
Fumarato de dimetilasem registro no BrasilCPossível7 de 586
Chumbonão é medicamentoCPossível6 de 22
Material particuladonão é medicamentoCPossível6 de 35
Mercúrionão é medicamentoCPossível5 de 25
NitazoxanidaCPossível5 de 17
Interferão beta-1asem registro no BrasilCPossível4 de 3477
AdalimumabeCPossível4 de 21
EtanercepteCPossível3
InfliximabeCPossível3
Radônionão é medicamentoCPossível3
Siponimodesem registro no BrasilCPossível3
Glatirâmersem registro no BrasilCPossível2
Maraviroquesem registro no BrasilCPossível2
FluoxetinaCPossível2
Arsênionão é medicamentoCPossível2
GolimumabeCPossível2
Bifenilos policloradosnão é medicamentoCPossível2
CanabidiolCPossível2
OfatumumabeCPossível2
Alumínionão é medicamentoCPossível1
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível1
ProgesteronaCPossível1
Interferão beta-1bsem registro no BrasilCPossível1
Levamisolsem registro no BrasilCPossível1
MetilprednisolonaCPossível1
LevonorgestrelCPossível1
Minociclinasem registro no BrasilCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
PrednisonaCPossível1
SulfassalazinaCPossível1
Cádmionão é medicamentoCPossível1
Cromonão é medicamentoCPossível1
Tricloroetilenosem registro no BrasilCPossível1
Cloreto de vinilanão é medicamentoCPossível1
Pratasem registro no BrasilCPossível1
QuininaCPossível1
ClioquinolCPossível1
HidrocortisonaCPossível1
DurvalumabeCPossível1
PembrolizumabeCPossível1
MetronidazolCPossível1
Canabinoidesnão é medicamentoCPossível1
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1
MiconazolCPossível1
Quimotripsinasem registro no BrasilCPossível1
TocilizumabeCPossível1
Fumaçanão é medicamentoCPossível1
Acroleínanão é medicamentoCPossível1
Efalizumabesem registro no BrasilCPossível1
Sirolimussem registro no BrasilCPossível1
Óxido nitrososem registro no BrasilCPossível1
EtambutolCPossível1
RoflumilasteCPossível1
Ftalato de dietil-hexilanão é medicamentoCPossível1
Ozônionão é medicamentoCPossível1
TemozolomidaCPossível1
Certolizumabe pegolsem registro no BrasilCPossível1
TalidomidaCPossível1
Ozanimodesem registro no BrasilCPossível1
Dronabinolsem registro no BrasilCPossível1
BupropionaCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como esclerose múltipla causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.