Leucoencefalopatia multifocal progressiva por medicamento

Que fármacos causam leucoencefalopatia multifocal progressiva? Com a evidência mais forte: metotrexato, efalizumabe, 5-Fluorouracila, levamisol, fludarabina e ocrelizumabe, entre 70 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

70 substâncias (45 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
MetotrexatoBProvável26 de 41
Efalizumabesem registro no BrasilBProvável15 de 24
5-Fluorouracilasem registro no BrasilBProvável14 de 19
Levamisolsem registro no BrasilBProvável12 de 17
FludarabinaBProvável9 de 13
OcrelizumabeBProvável8 de 14
Tracolimosem registro no BrasilBProvável7 de 10
NatalizumabeCPossível121 de 569
RituximabeCPossível19 de 111
Fingolimodesem registro no BrasilCPossível12 de 45
AzatioprinaCPossível8 de 17
Interferão beta-1asem registro no BrasilCPossível8 de 26
Vidarabinasem registro no BrasilCPossível8 de 18
CiclosporinaCPossível7 de 14
Fumarato de dimetilasem registro no BrasilCPossível6 de 24
CiclofosfamidaCPossível6 de 32
Ácido micofenólicosem registro no BrasilCPossível6 de 14
VedolizumabeCPossível5 de 9
VincristinaCPossível4 de 19
PrednisonaCPossível4 de 25
Alemtuzumabsem registro no BrasilCPossível4 de 13
CisplatinaCPossível4 de 8
PembrolizumabeCPossível4 de 30
DoxorrubicinaCPossível3
Bendamustinasem registro no BrasilCPossível3
Imunoglobulina GCPossível3
CitarabinaCPossível3
PrednisolonaCPossível3
Tegafursem registro no BrasilCPossível3
LenalidomidaCPossível3
OfatumumabeCPossível3
TeriflunomidaCPossível3
BelimumabeCPossível2
Ácido fumáricosem registro no BrasilCPossível2
DexametasonaCPossível2
Heroínasem registro no BrasilCPossível2
CarmustinaCPossível2
TemozolomidaCPossível2
NitazoxanidaCPossível2
TofacitinibeCPossível2
IbrutinibeCPossível2
ObinutuzumabeCPossível2
Polietilenoglicolsem registro no BrasilCPossível1
Alfapeginterferona 2bsem registro no BrasilCPossível1
InfliximabeCPossível1
EtanercepteCPossível1
Desoxicitidinasem registro no BrasilCPossível1
CarboplatinaCPossível1
Sirolimussem registro no BrasilCPossível1
BuprenorfinaCPossível1
Monóxido de carbonosem registro no BrasilCPossível1
Dimetilsulfóxidosem registro no BrasilCPossível1
HaloperidolCPossível1
RanitidinaCPossível1
Ácido folínicosem registro no BrasilCPossível1
Metanolnão é medicamentoCPossível1
Anfotericina Bsem registro no BrasilCPossível1
AsparaginaseCPossível1
PirimetaminaCPossível1
AbemaciclibeCPossível1
DaratumumabeCPossível1
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1
PalbociclibeCPossível1
BlinatumomabeCPossível1
VenetoclaxCPossível1
TocilizumabeCPossível1
ElotuzumabeCPossível1
Clorambucilasem registro no BrasilCPossível1
OmalizumabeCPossível1
RuxolitinibeCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como leucoencefalopatia multifocal progressiva causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.