Reativação de tuberculose

Que fármacos causam reativação de tuberculose? Com a evidência mais forte: isoniazida, rifampicina, imunoglobulina G, adalimumabe, metotrexato e polietilenoglicol, entre 32 substâncias.

Doença ativa a partir do bacilo que já estava lá, semanas a meses depois de começar anti-TNF, corticoide em dose alta ou outro imunossupressor. Rastrear infecção latente ANTES é a única parte que depende de quem prescreve.

CID-10: A15.9 Tuberculose não especificada das vias respiratórias, com confirmação bacteriológica e histológica

Fármacos com literatura ou sinal

32 substâncias (19 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem tem artigo ligando o fármaco ao quadro — o FAERS entra quando tem número.

Este quadro não tem cabeçalho próprio no MeSH, o vocabulário com que o NLM indexa o PubMed — existe na clínica e não no vocabulário. Sem cabeçalho não há onde pendurar o rótulo causado por droga, então a contagem ao lado vem de achar o quadro no título ou no resumo e o fármaco rotulado à mão como causador de dano. O link leva à mesma busca. O total ao lado é ela sem o rótulo do fármaco — a proporção, o grau e o ROR saem como em qualquer outro quadro.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
IsoniazidaCPossível3528394,2 (83,4106,3)
Rifampicinasem registro no BrasilCPossível1214373,3 (6286,8)
Imunoglobulina GBProvável9 de 15
AdalimumabeCPossível6 de 234263,1 (2,83,4)
MetotrexatoBProvável5 de 51.23117,1 (1618,3)
Polietilenoglicolsem registro no BrasilBProvável5 de 6
PirazinamidaCPossível4239136,8 (119,9156,1)
EtambutolCPossível44279,4 (58,5107,9)
Secuquinumabesem registro no BrasilCPossível4
RuxolitinibeCPossível3332,3 (1,63,2)
PembrolizumabeCPossível3462,2 (1,62,9)
Apremilastesem registro no BrasilCPossível3
TocilizumabeCPossível2462 (1,52,7)
RituximabeCPossível2851,9 (1,52,4)
Material particuladonão é medicamentoCPossível2
TalidomidaCPossível2
TofacitinibeCPossível2
Rifapentinasem registro no BrasilCPossível2
PrednisolonaCPossível11.17341,6 (38,944,5)
InfliximabeCPossível181720,3 (18,821,9)
AzatioprinaCPossível119711,3 (9,813,1)
CiclosporinaCPossível1994,3 (3,55,2)
NivolumabeCPossível1613,1 (2,44)
Fumaçanão é medicamentoCPossível1
Certolizumabe pegolsem registro no BrasilCPossível1
Glatirâmersem registro no BrasilCPossível1
NiacinamidaCPossível1
Sirolimussem registro no BrasilCPossível1
Ácido micofenólicosem registro no BrasilCPossível1
Óleo mineralsem registro no BrasilCPossível1
Ciclofenilasem registro no BrasilCPossível1
HidrocortisonaCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como reativação de tuberculose causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.