Perturbação cognitiva
BProvávelPsiquiátrica- Literatura:
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Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Não é medicamento. É exposição — ambiental, ocupacional, agrícola ou ilícita —, então não tem bula, registro nem código ATC. Entra aqui pela literatura indexada, com a mesma régua de evidência do resto.
Febre, calafrio e gosto metálico horas depois de soldar galvanizado. Passa em um dia sem sequela, e a tolerância que se ganha na semana é o que faz a segunda-feira ser a pior.
A queimadura da via aérea não aparece toda na admissão: o edema fecha a glote em horas, e o cianeto e o monóxido matam antes do pulmão. Rouquidão, escarro carbonáceo e queimadura de face pedem via aérea definitiva cedo.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.
Edema com pressão de enchimento normal. Diurético não resolve e piora a perfusão — o que resolve é reconhecer a droga.
Febre e hipoxemia que abrem em dias, com eosinófilo no lavado e sangue normal — o hemograma limpo é o que faz descartar a hipótese cedo demais. Daptomicina e o início recente do tabagismo são as duas histórias clássicas. Responde ao corticoide em horas e recidiva se a droga voltar, o que serve de prova retrospectiva.
A forma mais grave e a mais letal. Droga é causa rara de SDRA e a única reversível por retirada.
Instala-se em meses e pode não regredir. A história dos anorexígenos é o motivo de a classe inteira ser vigiada.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Infiltrado bilateral com hipoxemia e, em boa parte dos casos, náusea e diarreia antes da falta de ar — o que faz procurar infecção e gastroenterite primeiro. O acetato de vitamina E dos líquidos com THC é o suspeito do surto de 2019. Não há teste que confirme: o diagnóstico aparece quando alguém pergunta sobre o cigarro eletrônico.
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Lesão direta do epitélio por substância aspirada ou inalada, sem infecção no começo. Antibiótico de entrada não muda nada e atrapalha depois, quando a infecção secundária aparece de verdade.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
Clássica do lúpus induzido por droga e da imunoterapia. Dor pleurítica com atrito em quem começou remédio novo pede a pergunta.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
Cianose com saturação que não sobe com oxigênio e sangue achocolatado. Azul de metileno resolve, e a gasometria comum não mostra.
Simétrico e sem tremor de repouso franco, ao contrário da doença de Parkinson. Regride em semanas a meses — e é diagnosticado como doença degenerativa com frequência.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Vidro fosco com reticulado poupando a região subpleural, homogêneo no tempo — e é justamente a homogeneidade que separa da fibrose pulmonar idiopática. Padrão frequente de dano por metotrexato, amiodarona e quimioterápico, e o que mais melhora ao suspender.
Infiltrado fugaz com eosinofilia e pouco ou nenhum sintoma, que some em menos de um mês sozinho. Parasita e fármaco dividem a lista — e o fármaco só entra nela se alguém perguntar.
Secreção clara em grande volume, acima de cem mililitros por dia, que afoga a via aérea. No envenenamento por organofosforado é a causa da morte, e a atropina se titula por ela e não pela pupila.
Doença ativa a partir do bacilo que já estava lá, semanas a meses depois de começar anti-TNF, corticoide em dose alta ou outro imunossupressor. Rastrear infecção latente ANTES é a única parte que depende de quem prescreve.
Teflon superaquecido — frigideira esquecida no fogo, cigarro contaminado no trabalho. Quadro gripal que passa sozinho, mas o edema pulmonar existe em exposição fechada.
A solubilidade decide onde queima: amônia e cloro pegam a via aérea alta e avisam; fosgênio e dióxido de nitrogênio pegam o alvéolo e dão edema pulmonar seis a vinte e quatro horas depois, com o doente já em casa.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.