Colecistite por medicamento

Que fármacos causam colecistite? Com a evidência mais forte: octreotida, floxuridina, ceftriaxona, estrogênios, 5-Fluorouracila e dulaglutida, entre 68 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

68 substâncias (45 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
OctreotidaBProvável5 de 7
Floxuridinasem registro no BrasilBProvável5 de 5
CeftriaxonaCPossível7 de 25
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível5 de 18
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível3
DulaglutidaCPossível2
LenvatinibeCPossível2
IpilimumabeCPossível2
NivolumabeCPossível2
Imunoglobulina GCPossível2
DoxorrubicinaCPossível2
Sirolimussem registro no BrasilCPossível2
Estrogênios conjugadossem registro no BrasilCPossível2
Clofibratosem registro no BrasilCPossível2
LincomicinaCPossível2
Exenatidasem registro no BrasilCPossível1
SemaglutidaCPossível1
SomatostatinaCPossível1
PasireotidaCPossível1
SelpercatinibeCPossível1
PembrolizumabeCPossível1
AmpicilinaCPossível1
Sulbactam pivoxilaCPossível1
CefotaximaCPossível1
Canabinoidesnão é medicamentoCPossível1
RitonavirCPossível1
AlaninaCPossível1
ObinutuzumabeCPossível1
NatalizumabeCPossível1
LiraglutidaCPossível1
AvelumabeCPossível1
ApixabanaCPossível1
Daclatasvirsem registro no BrasilCPossível1
Asunaprevirsem registro no BrasilCPossível1
Alemtuzumabsem registro no BrasilCPossível1
Tegafursem registro no BrasilCPossível1
CisplatinaCPossível1
NiacinamidaCPossível1
PazopanibeCPossível1
MorfinaCPossível1
EstradiolCPossível1
Varfarinasem registro no BrasilCPossível1
VoriconazolCPossível1
Mercúrionão é medicamentoCPossível1
MefloquinaCPossível1
DiclofenacoCPossível1
MetforminaCPossível1
Etanolsem registro no BrasilCPossível1
ColchicinaCPossível1
TriptofanoCPossível1
Éter de di-hematoporfirinasem registro no BrasilCPossível1
DiltiazemCPossível1
Valproatosem registro no BrasilCPossível1
CiclofosfamidaCPossível1
BussulfanoCPossível1
DapsonaCPossível1
EritromicinaCPossível1
TobramicinaCPossível1
Tecnécio Tc 99m disofeninasem registro no BrasilCPossível1
HidralazinaCPossível1
Fumaçanão é medicamentoCPossível1
Hidroclorotiazidasem registro no BrasilCPossível1
Clorotiazidasem registro no BrasilCPossível1
Noretindronasem registro no BrasilCPossível1
PrednisolonaCPossível1
Ácido quenodesoxicólicosem registro no BrasilCPossível1
MetildopaCPossível1
MetadonaCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como colecistite causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.