Torsades de pointes
AEstabelecidoCardíacaTaquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
- Relatos no FAERS:
- 539
- ROR:
- 33,9 (IC 95% 31–37)
- Literatura:
- 92 de 111 artigos
Que lesão de órgão metadona pode causar? torsades de pointes, prolongamento do intervalo QT, depressão respiratória por opioide, edema pulmonar não cardiogênico, bradicardia, lesão hepática medicamentosa, arritmia cardíaca, cardiopatia congênita, taquicardia, taquicardia ventricular, transtorno respiratório, insuficiência respiratória, síndrome do desejo sexual hipoativo, disfunção erétil, rabdomiólise, perda de consciência, surdez, transtorno auditivo, síncope, alucinação, hiperidrose, perda auditiva sensorioneural, síndrome serotoninérgica, cardiomiopatia, síndrome do desconforto respiratório agudo, síndrome neuroléptica maligna, encefalopatia, convulsão, complicações na gravidez, perturbação sensorial, miopatia, dissonia, perturbação cognitiva, perturbação do neurodesenvolvimento, apneia, hiperalgesia, nefropatia, insuficiência renal, apneia de sono, parada cardíaca, lesão renal aguda, coma, transtornos do humor, exantema medicamentoso, crescimento intra uterino restrito, doença óssea, apneia central do sono, confusão, hipotensão arterial, insônia, neuropatia periférica, catarata, delirium, doença cerebrovascular, encefalite, endocardite, estrabismo, hipóxia cerebral, insuficiência adrenal, mioclonia, parto pré-termo, síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, transtornos linfoproliferativos, tremor, granulomatose por talco, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, trombocitopenia, acidente vascular cerebral, anomalias craniofaciais, choreia, citopenia, depressão nervosa, diabetes mellitus, disfunção cognitiva, disfunção ventricular esquerda, doença da mama, doença genética, edema cerebral, eritema, granuloma, hidrocefalia, hiperpituitarismo, hiperprolactinémia, hipertensão arterial, hipertonia, hipotonia, hipoventilação, icterícia neonatal, infarto cerebral, isquémia cerebral, letargia, obstrução intestinal, osteomielite, osteoporose, pneumonia, privação de sono, prurido, respiração de Cheyne-Stokes, síndrome de Brugada, trombose, derrame pleural, bloqueio atrioventricular, insuficiência hepática aguda, síndrome nefrótica, agranulocitose, urticária e angioedema, síndrome de Mendelson, acidose respiratória, agnosia, anencefalia, artropatia, aspiração de conteúdo gástrico, ataxia, atetose, atresia biliar, bloqueio de ramo, broncopneumonia, catatonia, cefaleia em salvas, cegueira, celulite, coagulopatia, colangite, colecistite, colite, coma diabético, coma hiperosmolar hiperglicémico, disfagia, dispneia, distúrbio da fala, distúrbio da Pigmentação, doença autoimune, doença da tireoide, doença da vesícula biliar, doença de refluxo gastroesofágico, doença dos brônquios, doença pulmonar obstrutiva, doença pulmonar obstrutiva crônica, encefalopatia hipertensiva, enfisema pulmonar, engasgo, epilepsia, espasmo, esquizofrenia, exantema, fenda labial, fenda palatina, fibrilação auricular, fibrilhação ventricular, galactorreia, gastroenterite, ginecomastia, hematúria, hemorragia intracerebral, hemorragia intracraniana, hipercinesia, hiperpigmentação, hipogonadismo, hipotiroidismo, imunodeficiência, infeção sexualmente transmissível, infecção pelo HIV, infertilidade, infertilidade masculina, insuficiência hepática, lesões orais, leucopenia, líquen plano, lúpus eritematoso sistêmico, microcefalia, mielopatia, miocardiopatia de takotsubo, miose, mononucleose infecciosa, mudez, neoplasia, neoplasia mieloproliferativa, neutropenia, nevralgia, oligospermia, otite, otite média, paralisia, paresia, perturbação de ansiedade, perturbações da marcha, pneumonia bacteriana, poliúria, priapismo, ptose, púrpura, raquitismo, reabsorção fetal, refluxo laringofaríngeo, retinopatia, síndrome compartimental, síndrome da angústia respiratória do recém-nascido, transtorno da comunicação, transtorno do espectro esquizofrênico, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno puerperal, trombocitose, trombose venosa e úlcera.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
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Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
A frequência respiratória cai antes da saturação, e sob oxigênio suplementar a saturação cai por último — quem vigia só o oxímetro chega tarde. Naloxona titulada, e a meia-vida dela é menor que a do opioide: o paciente que acordou pode voltar a parar, e por isso a observação continua depois da resposta.
Edema com pressão de enchimento normal. Diurético não resolve e piora a perfusão — o que resolve é reconhecer a droga.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Clônus, hiper-reflexia e agitação em horas depois de somar dois serotoninérgicos. O clônus é o que a separa da neuroléptica maligna, que tem rigidez em cano de chumbo.
Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.
A forma mais grave e a mais letal. Droga é causa rara de SDRA e a única reversível por retirada.
Rigidez, febre alta e CK muito elevada, instalada em dias. Também acontece na retirada abrupta de dopaminérgico, não só na introdução do antipsicótico.
A forma posterior reversível (PRES) tem imagem característica e some com a retirada e o controle pressórico — por isso vale nomear em vez de chamar de delirium.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
Micronódulos centrolobulares em quem tritura comprimido de uso oral e injeta: o excipiente fica preso no capilar. Evolui para massa conglomerada e enfisema de lobo inferior em paciente jovem, que é a combinação que não fecha com nada mais — e o achado no pulmão é o que abre a conversa sobre a via de uso.
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Exsudato, muitas vezes com eosinófilos, sem infecção nem neoplasia. Entra no diferencial antes da toracoscopia.
Antes de indicar marca-passo definitivo, retirar o que bloqueia o nó: essa é a pergunta que muda um implante permanente em observação.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Proteinúria nefrótica por lesão mínima ou nefropatia membranosa secundária. Remite com a retirada, o que a diferencia da forma idiopática.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
Aspiração de conteúdo gástrico ácido na indução anestésica. É pneumonite química, não infecção: antibiótico logo de saída não muda desfecho, e o que reduz risco é jejum, bloqueio ácido e sequência rápida.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.