Doença da vesícula biliar por medicamento

Que fármacos causam doença da vesícula biliar? Com a evidência mais forte: ceftriaxona, estrogênios, octreotida, clofibrato, floxuridina e somatostatina, entre 122 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

122 substâncias (69 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
CeftriaxonaBProvável31 de 57
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível21 de 68
OctreotidaCPossível10 de 27
Clofibratosem registro no BrasilCPossível6 de 12
Floxuridinasem registro no BrasilCPossível5 de 11
SomatostatinaCPossível4 de 30
EstradiolCPossível3
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível3
DoxorrubicinaCPossível3
Ácido quenodesoxicólicosem registro no BrasilCPossível3
LincomicinaCPossível3
LenvatinibeCPossível3
CiclofosfamidaCPossível2
BussulfanoCPossível2
Dipiridamolsem registro no BrasilCPossível2
CiclosporinaCPossível2
EtinilestradiolCPossível2
AmpicilinaCPossível2
CefotaximaCPossível2
Sulbactam pivoxilaCPossível2
Noretindronasem registro no BrasilCPossível2
TestosteronaCPossível2
Estrogênios conjugadossem registro no BrasilCPossível2
DulaglutidaCPossível2
IpilimumabeCPossível2
NivolumabeCPossível2
Arsênionão é medicamentoCPossível2
Aflatoxinasnão é medicamentoCPossível2
Aflatoxina B1não é medicamentoCPossível2
LanreotidaCPossível2
Imunoglobulina GCPossível2
FenofibratoCPossível2
Sirolimussem registro no BrasilCPossível2
Etanolsem registro no BrasilCPossível2
CitarabinaCPossível1
Etoposídeosem registro no BrasilCPossível1
IdarrubicinaCPossível1
Vitamina Csem registro no BrasilCPossível1
Valproatosem registro no BrasilCPossível1
Paraquatnão é medicamentoCPossível1
DapsonaCPossível1
EritromicinaCPossível1
Estreptozocinasem registro no BrasilCPossível1
Tricloroetilenosem registro no BrasilCPossível1
Cloranfenicolsem registro no BrasilCPossível1
CefuroximaCPossível1
Peróxido de hidrogéniosem registro no BrasilCPossível1
TobramicinaCPossível1
Ácido desoxicólicosem registro no BrasilCPossível1
FenobarbitalCPossível1
Tecnécio Tc 99m disofeninasem registro no BrasilCPossível1
HidralazinaCPossível1
Acenocumarolsem registro no BrasilCPossível1
Fumaçanão é medicamentoCPossível1
Naftalenosnão é medicamentoCPossível1
Hidroclorotiazidasem registro no BrasilCPossível1
Clorotiazidasem registro no BrasilCPossível1
PrednisolonaCPossível1
MetildopaCPossível1
TriptofanoCPossível1
Heparina sódica suínaCPossível1
MetadonaCPossível1
Clorambucilasem registro no BrasilCPossível1
PrednisonaCPossível1
Dióxido de tórionão é medicamentoCPossível1
Dicumarolsem registro no BrasilCPossível1
Cloroquinasem registro no BrasilCPossível1
Parabenosnão é medicamentoCPossível1
Exenatidasem registro no BrasilCPossível1
SemaglutidaCPossível1
PasireotidaCPossível1
SelpercatinibeCPossível1
PembrolizumabeCPossível1
Canabinoidesnão é medicamentoCPossível1
RitonavirCPossível1
AlaninaCPossível1
ObinutuzumabeCPossível1
LisinaCPossível1
Material particuladonão é medicamentoCPossível1
NatalizumabeCPossível1
Dietilestilbestrolsem registro no BrasilCPossível1
CefazolinaCPossível1
EdoxabanaCPossível1
LiraglutidaCPossível1
Ácido obeticólicosem registro no BrasilCPossível1
MetforminaCPossível1
AvelumabeCPossível1
CinacalceteCPossível1
ApixabanaCPossível1
Daclatasvirsem registro no BrasilCPossível1
Asunaprevirsem registro no BrasilCPossível1
Alemtuzumabsem registro no BrasilCPossível1
Pratasem registro no BrasilCPossível1
Ocratoxinasnão é medicamentoCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
Tegafursem registro no BrasilCPossível1
CisplatinaCPossível1
NiacinamidaCPossível1
PazopanibeCPossível1
Dicicloverinasem registro no BrasilCPossível1
Lovastatinasem registro no BrasilCPossível1
LevonorgestrelCPossível1
DesogestrelCPossível1
DrospirenonaCPossível1
MorfinaCPossível1
Tracolimosem registro no BrasilCPossível1
TamoxifenoCPossível1
Varfarinasem registro no BrasilCPossível1
VoriconazolCPossível1
BleomicinaCPossível1
Vimblastinasem registro no BrasilCPossível1
DacarbazinaCPossível1
Mercúrionão é medicamentoCPossível1
BezafibratoCPossível1
MefloquinaCPossível1
MetronidazolCPossível1
DiclofenacoCPossível1
ColchicinaCPossível1
Óleo mineralsem registro no BrasilCPossível1
Sulindacosem registro no BrasilCPossível1
Éter de di-hematoporfirinasem registro no BrasilCPossível1
DiltiazemCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como doença da vesícula biliar causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.