Perturbação do neurodesenvolvimento
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Que lesão de órgão valproato pode causar? perturbação do neurodesenvolvimento, transtorno global do desenvolvimento, lesão hepática medicamentosa, espectro autista, autismo, encefalopatia hiperamonêmica, citopenia, pancreatite, trombocitopenia, exantema medicamentoso, insuficiência hepática, perda de consciência, esteatose hepática, cisto, coma, doença dos ovários, cisto ovariano, coagulopatia, síndrome do ovário policístico, doença óssea, leucopenia, anomalias craniofaciais, tremor, encefalopatia hepática, síndrome de Fanconi, distúrbio da diferenciação sexual, hiperandrogenismo, diátese hemorrágica, anemia, agranulocitose, confusão, alopécia, eosinofilia, neutropenia, insuficiência hepática aguda, parkinsonismo, derrame pleural, cardiopatia congênita, hipotiroidismo, infertilidade, derrame pleural eosinofílico, síndrome neuroléptica maligna, edema cerebral, síndrome de Reye, hipotensão arterial, infertilidade masculina, lúpus eritematoso sistêmico, pancitopenia, fenda palatina, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, crescimento intra uterino restrito, síndrome do desejo sexual hipoativo, craniossinostose, doença periodontal, colestase, raquitismo, doença de Von Willebrand, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, anemia aplástica, aplasia de medula óssea, hirsutismo, pneumonia eosinofílica, disfunção erétil, fenda labial, perturbações da marcha, síndrome hipereosinofílica, trombofilia, enurese noturna, estupor, osteomalacia, complicações na gravidez, doença genética, perturbação cognitiva, nefropatia, convulsão, epilepsia, lesões orais, perturbação sensorial, doença da tireoide, doença autoimune, doença cerebrovascular, retardo mental, transtorno respiratório, demência, miopatia, erro metabólico hereditário, estado de mal epilético, ataxia, delirium, arteriosclerose, dissonia, estomatite, transtorno da comunicação, eritema, eritema multiforme, transtornos do humor, insuficiência renal, disfunção cognitiva, transtorno bipolar, cardiomiopatia, aterosclerose, transtorno auditivo, diabetes mellitus, nefrite, surdez, arritmia cardíaca, crise de ausência, síndrome de Rett, miocardite, nefrite intersticial aguda, neuropatia periférica, alucinação, choreia, doença hepática gordurosa não alcoólica, hemorragia intracraniana, hiperhomocisteinemia, insuficiência respiratória, má-absorção intestinal, mioclonia, perturbação de hiperatividade e défice de atenção, síndrome mielodisplásica, lesão renal aguda, síndrome serotoninérgica, dRESS, apneia, apneia de sono, cetoacidose diabética, cirrose hepática, dificuldade de aprendizagem, distonia, exantema, hipersonia, insônia, insuficiência renal crônica, osteoporose, pseudocisto pancreático, psoríase, aborto espontâneo, catatonia, coagulação intravascular disseminada, dispneia, distúrbio da fala, encefalite, epilepsia focal, epistaxe, estrabismo, gastroenterite, hidrocefalia, hipertensão arterial, hipertensão intracraniana idiopática, hipoalbuminemia, hipogonadismo, hipoproteinemia, hipospádia, imunodeficiência, letargia, leucemia, oligospermia, pneumonia, rabdomiólise, reabsorção fetal, transtorno de desenvolvimento de linguagem, transtorno do espectro esquizofrênico, transtornos linfoproliferativos, vasculite, pneumonite intersticial, prolongamento do intervalo QT, pericardite, anemia hemolítica, acidente vascular cerebral, acne, adenocarcinoma, adenoma, anovulação, apneia central do sono, atrofia de múltiplos sistemas, carcinoma, catarata, dermatite atópica, derrame pericárdico, diabetes insípida, diplopia, disfagia, disfunção testicular, doença da córnea, doença da mama, doença das glândulas sebáceas, doença dos brônquios, encefalocele, enxaqueca, estenose da artéria carótida, fraqueza muscular, galactorreia, gastrite, glomerulonefrite, hemorragia intracerebral, hiperalgesia, hipercinesia, hipersensibilidade de tipo III, hipocinesia, incontinência urinária, isquémia cerebral, mania, parada cardíaca, paranoia, perda auditiva sensorioneural, perda do embrião, perturbação de ansiedade, porfiria hepática, priapismo, púrpura, reabsorção óssea, retinopatia, sarcoma, síndrome de Arnold-Chiari, síndrome de Brugada, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno puerperal, tumor de pele, zumbido, broncoespasmo, hipertensão pulmonar, hemorragia alveolar difusa, infarto do miocárdio, valvopatia, bradicardia, diabetes insipidus nefrogênico, meta-hemoglobinemia, fotossensibilidade, síndrome de Brugada induzida por droga, erupção fixa por droga, adenoma hepático, alopecia areata, ametropia, anemia congenital, anemia hemolítica autoimune, anencefalia, apneia obstrutiva do sono, bolha, broncopneumonia, bruxismo, cistite, colecistite, comunicação interventricular, criptorquia, dacriocistite, daltonismo, deficiência de vitamina K, deficiência seletiva de imunoglobulina a, demência vascular, diabetes mellitus tipo 1, diabetes mellitus tipo 2, disartria, disfemia, disforia de género, distúrbio da Pigmentação, distúrbio da voz, distúrbios do sistema vestibular, doença cromossómica, doença da bexiga, doença da laringe, doença da vesícula biliar, doença de Alexander, doença de Alzheimer, doença de depósito lisossômico, doença de Menkes, doença de refluxo gastroesofágico, doença do pé, epilepsia do lobo temporal, equimose, eritrodermia, erosão dentária, esclerose difusa, esquizofrenia, esquizofrenia paranoide, estenose mitral, faringite, fibrilação auricular, glaucoma, glomeruloesclerose segmentar e focal, granuloma, hematemese, hematúria, hemofilia A, hemoglobinopatia, hepatocarcinoma, hernia umbilical, hidronefrose, hiperparatiroidismo, hipertensão ocular, hiperventilação, hipocondria, hipoestesia, hipotensão postural, hipotonia, histeria, icterícia neonatal, íleo paralítico, infertilidade feminina, insuficiência adrenal, lesão da medula espinhal, lesão pulmonar, leucemia mieloide, leucocitose, linfedema, malformação adenomatoide cística congênita do pulmão, malformação do aparelho respiratório, megaloencefalia, meningite, meningite asséptica, microcefalia, mielinólise pontina central, mielopatia, miopatia mitocondrial, mononeuropatia, nasofaringite, nefrite lúpica, neurite, obstrução intestinal, osteosclerose, osteossarcoma, paralisia, paralisia respiratória, parassonia, patologia uterina, perda auditiva condutiva, persistência do canal arterial, pleurisia, polidactilia, porfiria aguda intermitente, proteinúria, pseudo-obstrução intestinal, ptose, puberdade atrasada, puberdade precoce, sangramento gastrointestinal, sarcoma de Kaposi, sarcopenia, sialadenite, sindactilia, síndrome compartimental, síndrome das pernas inquietas, talassemia, taquicardia, taupatia, teratoma, tetralogia de Fallot, tosse, transtorno de personalidade, transtorno de personalidade histriônica, transtorno do processamento auditivo central, transtorno somatoforme, traumatismo craniano, trombose, trombose venosa, tumor renal, úlcera gástrica, úlcera péptica, uveíte, vertigem e xeroftalmia.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Sem registro no Brasil. Não está na lista da CMED/ANVISA, então não há bula nem nome comercial nacional — a substância entra aqui pela classificação ATC e pela literatura indexada.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Sonolência e confusão com amônia alta e função hepática normal — por isso a amônia não é pedida e o quadro passa por piora da epilepsia. Valproato é a causa clássica; também ocorre com quimioterapia e com o circuito da urease na infecção urinária.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Microvesicular (aguda, por toxicidade mitocondrial, grave) ou macrovesicular (crônica, indolente). São prognósticos diferentes com o mesmo nome no laudo do ultrassom.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Simétrico e sem tremor de repouso franco, ao contrário da doença de Parkinson. Regride em semanas a meses — e é diagnosticado como doença degenerativa com frequência.
Exsudato, muitas vezes com eosinófilos, sem infecção nem neoplasia. Entra no diferencial antes da toracoscopia.
Mais de 10% de eosinófilo no líquido. Depois de afastar ar e sangue no espaço pleural — que são as causas banais —, fármaco sobe na lista: nitrofurantoína, dantroleno, valproato. Suspender costuma resolver sem drenagem e sem biópsia.
Rigidez, febre alta e CK muito elevada, instalada em dias. Também acontece na retirada abrupta de dopaminérgico, não só na introdução do antipsicótico.
Descolamento de pele e acometimento de mucosas. Mortalidade alta, e a única medida com efeito comprovado é suspender a droga o quanto antes.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Pancitopenia com medula hipocelular. Não depende de dose nem de tempo de uso, e a retirada pode não bastar.
Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.
Com os inibidores de checkpoint deixou de ser curiosidade: é rara, precoce e tem letalidade alta. Troponina que sobe nas primeiras semanas de imunoterapia é isso até prova em contrário.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
Clônus, hiper-reflexia e agitação em horas depois de somar dois serotoninérgicos. O clônus é o que a separa da neuroléptica maligna, que tem rigidez em cano de chumbo.
Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
Clássica do lúpus induzido por droga e da imunoterapia. Dor pleurítica com atrito em quem começou remédio novo pede a pergunta.
Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.
Imediato e reproduzível. Em asmático, betabloqueador e AINE são as duas causas que se pergunta antes de escalonar a crise.
Instala-se em meses e pode não regredir. A história dos anorexígenos é o motivo de a classe inteira ser vigiada.
Queda de hemoglobina com infiltrado bilateral, e hemoptise em menos da metade dos casos — a ausência dela não afasta. O lavado que clareia progressivamente confirma à beira do leito.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
Fibrose valvar por agonismo serotoninérgico. Instala-se devagar, não regride, e é a razão de alguns agonistas dopaminérgicos terem saído do mercado.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Poliúria hipotônica que não responde à desmopressina. O lítio é o exemplo que se ensina, e o efeito pode persistir depois de anos de uso.
Cianose com saturação que não sobe com oxigênio e sangue achocolatado. Azul de metileno resolve, e a gasometria comum não mostra.
Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).
Supradesnível em V1-V2 que o fármaco desmascara em quem tem o canal de sódio vulnerável, e some quando ele sai. Bloqueador de sódio, tricíclico, lítio e cocaína são os nomes — e o padrão desmascarado carrega risco de morte súbita, não é achado de eletrocardiograma.
Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.