Porfiria aguda intermitente por medicamento
Que fármacos causam porfiria aguda intermitente? Com a evidência mais forte: desogestrel, etonogestrel, givosirana, hidroxicloroquina, fenobarbital e bicalutamida, entre 21 substâncias.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
CID-10: E80.2 — Outras porfirias
Fármacos com literatura ou sinal
21 substâncias (11 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Desogestrel | CPossível | 2 | — | — |
| Etonogestrel | CPossível | 1 | — | — |
| Givosirana | CPossível | 1 | — | — |
| Hidroxicloroquinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Fenobarbital | CPossível | 1 | — | — |
| Bicalutamida | CPossível | 1 | — | — |
| Melperonasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Atazanavirsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Ritonavir | CPossível | 1 | — | — |
| Valproatosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Mitotano | CPossível | 1 | — | — |
| Clomifeno | CPossível | 1 | — | — |
| Clorambucilasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Clorazepato dipotássicosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Diazepam | CPossível | 1 | — | — |
| Metoclopramida | CPossível | 1 | — | — |
| Anlodipinosem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Anfetaminasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Cloroquinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Estradiol | CPossível | 1 | — | — |
| Estreptozocinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como porfiria aguda intermitente causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.