Hipertensão intracraniana idiopática por medicamento

Que fármacos causam hipertensão intracraniana idiopática? Com a evidência mais forte: tretinoína, minociclina, tetraciclina, vitamina A, ácido nalidíxico e doxiciclina, entre 102 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

102 substâncias (57 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
TretinoínaBProvável33 de 43
Minociclinasem registro no BrasilBProvável30 de 33
TetraciclinaBProvável23 de 26
Vitamina Asem registro no BrasilBProvável23 de 50
Ácido nalidíxicosem registro no BrasilBProvável16 de 17
DoxiciclinaBProvável8 de 10
Sal de lítiosem registro no BrasilBProvável7 de 8
DanazolBProvável7 de 8
CiclosporinaBProvável6 de 10
AmiodaronaBProvável6 de 6
NitrofurantoínaBProvável5 de 5
LevonorgestrelBProvável4 de 5
PrednisolonaCPossível6 de 20
IsotretinoínaCPossível5 de 10
PrednisonaCPossível5 de 33
AcetazolamidaCPossível3
TestosteronaCPossível3
Oxitetraciclinasem registro no BrasilCPossível3
MetotrexatoCPossível3
AcitretinaCPossível3
Valproatosem registro no BrasilCPossível3
CitarabinaCPossível3
Noretindronasem registro no BrasilCPossível3
FenitoínaCPossível2
VoriconazolCPossível2
HidrocortisonaCPossível2
RisperidonaCPossível2
Vitamina DCPossível2
BetametasonaCPossível2
Mesalazinasem registro no BrasilCPossível2
Etretinatosem registro no BrasilCPossível2
SufentanilaCPossível2
FentanilaCPossível2
NitroglicerinaCPossível2
Sulfametoxipiridazinasem registro no BrasilCPossível2
Antipirinasem registro no BrasilCPossível2
EtinilestradiolCPossível2
TopiramatoCPossível1
Frutosesem registro no BrasilCPossível1
DaunorrubicinaCPossível1
PosaconazolCPossível1
FluconazolCPossível1
LimeciclinaCPossível1
Sareciclinasem registro no BrasilCPossível1
CefepimaCPossível1
Ustequinumabesem registro no BrasilCPossível1
Quetiapinasem registro no BrasilCPossível1
Triptorrelinasem registro no BrasilCPossível1
CodeínaCPossível1
CetoconazolCPossível1
SertralinaCPossível1
Ácido micofenólicosem registro no BrasilCPossível1
ParoxetinaCPossível1
MoxifloxacinoCPossível1
Difenidraminasem registro no BrasilCPossível1
AmantadinaCPossível1
SulfassalazinaCPossível1
Naftalenosnão é medicamentoCPossível1
MedroxiprogesteronaCPossível1
CeftriaxonaCPossível1
Politiazidasem registro no BrasilCPossível1
Potássiosem registro no BrasilCPossível1
BudesonidaCPossível1
Pefloxacinosem registro no BrasilCPossível1
PancreatinaCPossível1
Quinagolidasem registro no BrasilCPossível1
OfloxacinoCPossível1
Gonadotrofina coriónica humanasem registro no BrasilCPossível1
ManitolCPossível1
Anfotericina Bsem registro no BrasilCPossível1
Ácido fólicoCPossível1
PiridoxinaCPossível1
Estanozololsem registro no BrasilCPossível1
Ergotaminasem registro no BrasilCPossível1
CiprofloxacinoCPossível1
Urapidilsem registro no BrasilCPossível1
Acido acetilsalicilicoCPossível1
PraziquantelCPossível1
Desoxicorticosteronasem registro no BrasilCPossível1
MetilprednisolonaCPossível1
MitotanoCPossível1
EfedrinaCPossível1
Suxametôniosem registro no BrasilCPossível1
Óxido nitrososem registro no BrasilCPossível1
Acetato de clormadinonasem registro no BrasilCPossível1
Dietilestilbestrolsem registro no BrasilCPossível1
Maleato de perexilinasem registro no BrasilCPossível1
Perexilinasem registro no BrasilCPossível1
Acetonida de triancinolonasem registro no BrasilCPossível1
Mianserinasem registro no BrasilCPossível1
Cetaminasem registro no BrasilCPossível1
LevodopaCPossível1
CarbidopaCPossível1
CetoprofenoCPossível1
Tricloroetilenosem registro no BrasilCPossível1
IndometacinaCPossível1
Triamcinolonasem registro no BrasilCPossível1
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível1
Heroínasem registro no BrasilCPossível1
Dietilamida do ácido lisérgiconão é medicamentoCPossível1
Anfetaminasem registro no BrasilCPossível1
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como hipertensão intracraniana idiopática causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.