Adenoma hepático por medicamento

Que fármacos causam adenoma hepático? Com a evidência mais forte: fenobarbital, danazol, ftalato de dietil-hexila, alcaloides pirrolizidínicos, estrogênios e estanozolol, entre 52 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

52 substâncias (18 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
FenobarbitalBProvável7 de 8
DanazolBProvável5 de 6
Ftalato de dietil-hexilanão é medicamentoBProvável4 de 5
Alcaloides pirrolizidínicosnão é medicamentoCPossível3
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível2
Estanozololsem registro no BrasilCPossível2
Clofibratosem registro no BrasilCPossível2
CarbamazepinaCPossível2
Bifenilos policloradosnão é medicamentoCPossível2
Oximetolonasem registro no BrasilCPossível2
Hidrato de cloralsem registro no BrasilCPossível2
FenitoínaCPossível2
EtinilestradiolCPossível2
CiproteronaCPossível2
Acrilamidanão é medicamentoCPossível1
Etanolsem registro no BrasilCPossível1
Raloxifenosem registro no BrasilCPossível1
Linestrenolsem registro no BrasilCPossível1
Dibenzodioxinas policloradasnão é medicamentoCPossível1
Valproatosem registro no BrasilCPossível1
Aflatoxinasnão é medicamentoCPossível1
Enantato de metenolonasem registro no BrasilCPossível1
TestosteronaCPossível1
NandrolonaCPossível1
Enantato de testosteronasem registro no BrasilCPossível1
Metenolonasem registro no BrasilCPossível1
Propionato de testosteronasem registro no BrasilCPossível1
Dioxinasnão é medicamentoCPossível1
Metiltestosteronasem registro no BrasilCPossível1
Trietanolaminasem registro no BrasilCPossível1
Estrogênios conjugadossem registro no BrasilCPossível1
EstradiolCPossível1
Fenilenodiaminasnão é medicamentoCPossível1
Fenolftaleínasem registro no BrasilCPossível1
GestodenoCPossível1
Benzo(a)pirenonão é medicamentoCPossível1
Hexanosnão é medicamentoCPossível1
Tricloroetilenosem registro no BrasilCPossível1
TamoxifenoCPossível1
Mifepristonasem registro no BrasilCPossível1
Dietilestilbestrolsem registro no BrasilCPossível1
MedroxiprogesteronaCPossível1
Formaldeídonão é medicamentoCPossível1
Gasolinanão é medicamentoCPossível1
Quartzonão é medicamentoCPossível1
MetilfenidatoCPossível1
ProgesteronaCPossível1
PrednisonaCPossível1
ParacetamolCPossível1
AmoxicilinaCPossível1
IsoniazidaCPossível1
Rifampicinasem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como adenoma hepático causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.