Lesão da medula espinhal por medicamento

Que fármacos causam lesão da medula espinhal? Com a evidência mais forte: metilprednisolona, prednisolona, acroleína, cimento ósseo, polimetilmetacrilato e bupivacaína, entre 53 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: G95.9 Doença não especificada da medula espinal

Fármacos com literatura ou sinal

53 substâncias (23 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
MetilprednisolonaCPossível6 de 597
PrednisolonaCPossível5 de 39
Acroleínanão é medicamentoCPossível4 de 24
Cimento ósseonão é medicamentoCPossível3
Polimetilmetacrilatonão é medicamentoCPossível3
BupivacaínaCPossível3
MorfinaCPossível2
Acido acetilsalicilicoCPossível2
Fluoretosnão é medicamentoCPossível2
Celulose oxidadasem registro no BrasilCPossível2
Triamcinolonasem registro no BrasilCPossível2
Caulimsem registro no BrasilCPossível2
Fluoximesteronasem registro no BrasilCPossível2
TestosteronaCPossível2
PaclitaxelCPossível1
IbrutinibeCPossível1
RiluzolCPossível1
OxicodonaCPossível1
NaloxonaCPossível1
MDMAnão é medicamentoCPossível1
Propionato de sódiosem registro no BrasilCPossível1
AmitriptilinaCPossível1
Duloxetinasem registro no BrasilCPossível1
Acrilamidanão é medicamentoCPossível1
TiclopidinaCPossível1
SufentanilaCPossível1
DexametasonaCPossível1
Peróxido de hidrogéniosem registro no BrasilCPossível1
Acetonida de triancinolonasem registro no BrasilCPossível1
ClioquinolCPossível1
ClonidinaCPossível1
Acenocumarolsem registro no BrasilCPossível1
Molsidominasem registro no BrasilCPossível1
Citrato férricosem registro no BrasilCPossível1
HidrocortisonaCPossível1
Ioexolsem registro no BrasilCPossível1
Valproatosem registro no BrasilCPossível1
Chumbonão é medicamentoCPossível1
Alumínionão é medicamentoCPossível1
Cortisonasem registro no BrasilCPossível1
Heroínasem registro no BrasilCPossível1
Ácido ioxáglicosem registro no BrasilCPossível1
TetracaínaCPossível1
LidocainaCPossível1
PrednisonaCPossível1
Rosa bengalasem registro no BrasilCPossível1
MetoclopramidaCPossível1
Femprocumonasem registro no BrasilCPossível1
Flúornão é medicamentoCPossível1
Aminoglutetimidasem registro no BrasilCPossível1
Parafinanão é medicamentoCPossível1
AmpicilinaCPossível1
Ácido iotalâmicosem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como lesão da medula espinhal causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.