Paraplegia por medicamento

Que fármacos causam paraplegia? Com a evidência mais forte: metotrexato, heroína, citarabina, quimopapaína, cloreto de potássio e vincristina, entre 73 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

73 substâncias (33 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
MetotrexatoBProvável16 de 31
Heroínasem registro no BrasilBProvável9 de 11
CitarabinaBProvável9 de 15
Quimopapaínasem registro no BrasilBProvável6 de 8
Cloreto de potássiosem registro no BrasilBProvável5 de 6
VincristinaCPossível5 de 23
MetilprednisolonaCPossível4 de 57
Celulose oxidadasem registro no BrasilCPossível4 de 9
CiclosporinaCPossível3
Methylene bluesem registro no BrasilCPossível3
Varfarinasem registro no BrasilCPossível2
MDMAnão é medicamentoCPossível2
BupivacaínaCPossível2
Acenocumarolsem registro no BrasilCPossível2
PrednisonaCPossível2
Cloreto de sódiosem registro no BrasilCPossível2
Benzilpenicilina benzatinasem registro no BrasilCPossível2
Iofendilatosem registro no BrasilCPossível2
ClioquinolCPossível2
Benzilpenicilinasem registro no BrasilCPossível2
Metioninasem registro no BrasilCPossível1
S-adenosilmetioninasem registro no BrasilCPossível1
OxaliplatinaCPossível1
Nelarabinasem registro no BrasilCPossível1
OxicodonaCPossível1
LidocainaCPossível1
Aminofilinasem registro no BrasilCPossível1
DexametasonaCPossível1
ClindamicinaCPossível1
Peróxido de hidrogéniosem registro no BrasilCPossível1
HidrocortisonaCPossível1
CeftriaxonaCPossível1
Imunoglobulina GCPossível1
FenolCPossível1
Cortisonasem registro no BrasilCPossível1
Heparina sódica suínaCPossível1
Etanolsem registro no BrasilCPossível1
Óxido nitrososem registro no BrasilCPossível1
DapsonaCPossível1
Etoposídeosem registro no BrasilCPossível1
CisplatinaCPossível1
MegluminaCPossível1
PetidinaCPossível1
Brometo de vecurôniosem registro no BrasilCPossível1
IsofluranoCPossível1
IopamidolCPossível1
Canamicinasem registro no BrasilCPossível1
Ioexolsem registro no BrasilCPossível1
Táliosem registro no BrasilCPossível1
Metrizamidasem registro no BrasilCPossível1
Ergotaminasem registro no BrasilCPossível1
AmiodaronaCPossível1
Femprocumonasem registro no BrasilCPossível1
MitoxantronaCPossível1
Ácido iotalâmicosem registro no BrasilCPossível1
PrednisolonaCPossível1
TrimetoprimaCPossível1
SulfametoxazolCPossível1
Triclorfomsem registro no BrasilCPossível1
MepivacaínaCPossível1
Ácido clodrônicosem registro no BrasilCPossível1
Iodo-125sem registro no BrasilCPossível1
Oxigêniosem registro no BrasilCPossível1
TetracaínaCPossível1
CefalotinaCPossível1
Colistinasem registro no BrasilCPossível1
Parabenosnão é medicamentoCPossível1
Cloreto de cálciosem registro no BrasilCPossível1
Metoxifluranosem registro no BrasilCPossível1
PrilocaínaCPossível1
Bismutonão é medicamentoCPossível1
Espironolactonasem registro no BrasilCPossível1
Mostarda nitrogenada 2sem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como paraplegia causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.