Paralisia facial por medicamento

Que fármacos causam paralisia facial? Com a evidência mais forte: etanol, misoprostol, lidocaina, vincristina, ácido hialurônico e metotrexato, entre 65 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

65 substâncias (34 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Etanolsem registro no BrasilBProvável5 de 8
MisoprostolBProvável5 de 6
LidocainaCPossível9 de 37
VincristinaCPossível5 de 15
Ácido hialurônicosem registro no BrasilCPossível4 de 14
MetotrexatoCPossível4 de 19
TalidomidaCPossível4 de 18
Hipoclorito de sódiosem registro no BrasilCPossível3
PapaverinaCPossível3
PaclitaxelCPossível2
MepivacaínaCPossível2
Dissulfiramsem registro no BrasilCPossível2
RibavirinaCPossível2
BupivacaínaCPossível2
Tricloroetilenosem registro no BrasilCPossível2
Varfarinasem registro no BrasilCPossível1
NivolumabeCPossível1
IpilimumabeCPossível1
Metanfetaminasem registro no BrasilCPossível1
Politetrafluoretilenonão é medicamentoCPossível1
OxaliplatinaCPossível1
MetildopaCPossível1
Dofetilidasem registro no BrasilCPossível1
AdalimumabeCPossível1
Ácido desoxicólicosem registro no BrasilCPossível1
PembrolizumabeCPossível1
Ioexolsem registro no BrasilCPossível1
Piretrinasnão é medicamentoCPossível1
FenolCPossível1
EpinefrinaCPossível1
PrilocaínaCPossível1
DoxorrubicinaCPossível1
OmeprazolCPossível1
MetoclopramidaCPossível1
Diclorometanonão é medicamentoCPossível1
Nimodipinosem registro no BrasilCPossível1
Vidarabinasem registro no BrasilCPossível1
FludarabinaCPossível1
CiclosporinaCPossível1
Óxido nitrososem registro no BrasilCPossível1
Clorpromazinasem registro no BrasilCPossível1
Ácido 4-aminobenzoicosem registro no BrasilCPossível1
FentanilaCPossível1
Perazinasem registro no BrasilCPossível1
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1
SulfassalazinaCPossível1
CafeínaCPossível1
Ergotaminasem registro no BrasilCPossível1
IopamidolCPossível1
IoversolCPossível1
Sal de lítiosem registro no BrasilCPossível1
Cresóisnão é medicamentoCPossível1
NitrofurantoínaCPossível1
CisplatinaCPossível1
ProcaínaCPossível1
Vimblastinasem registro no BrasilCPossível1
Fenindionasem registro no BrasilCPossível1
BleomicinaCPossível1
Benzilpenicilinasem registro no BrasilCPossível1
Benzilpenicilina benzatinasem registro no BrasilCPossível1
OxacilinaCPossível1
Táliosem registro no BrasilCPossível1
Mercúrionão é medicamentoCPossível1
Arsênionão é medicamentoCPossível1
Bismutonão é medicamentoCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como paralisia facial causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.