Nefropatia
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Que lesão de órgão fenindiona pode causar? nefropatia, exantema medicamentoso, lesão hepática medicamentosa, insuficiência renal, lesão renal aguda, nefrite intersticial aguda, nefrite, agranulocitose, coagulopatia, leucopenia, citopenia, exantema, hematúria, lesões orais, obstrução intestinal, neuropatia periférica, diátese hemorrágica, eosinofilia, estomatite, sangramento gastrointestinal, úlcera, vasculite, dRESS, anemia, doença cerebrovascular, doença da mama, doença do sistema linfático, doença genética, eritrodermia, glomerulonefrite, hemorragia intracraniana, miopatia, proteinúria, trombose, pneumonite intersticial, hemorragia alveolar difusa, pericardite, colestase, insuficiência hepática aguda, trombocitopenia, meta-hemoglobinemia, vasculite ANCA por droga, aborto espontâneo, afta, alopécia, arterite, artropatia, bolha, cisto, cisto ovariano, deficiência de vitamina K, doença dos ovários, eczema, equimose, eritema, estenose de traqueia, hematoma subdural, hemorragia intracerebral, hemorragia intraocular, hipersensibilidade de tipo III, insuficiência hepática, insuficiência renal crônica, intussuscepção, leucocitose, necrose das papilas renais, neoplasia mieloproliferativa, neuropatia óptica, papiledema, paralisia, paralisia facial, perturbação cognitiva, poliarterite nodosa, púrpura, traqueopatia, traumatismo craniano, trombofilia, úlcera duodenal, úlcera gástrica, úlcera péptica e variz.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Sem registro no Brasil. Não está na lista da CMED/ANVISA, então não há bula nem nome comercial nacional — a substância entra aqui pela classificação ATC e pela literatura indexada.
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Queda de hemoglobina com infiltrado bilateral, e hemoptise em menos da metade dos casos — a ausência dela não afasta. O lavado que clareia progressivamente confirma à beira do leito.
Clássica do lúpus induzido por droga e da imunoterapia. Dor pleurítica com atrito em quem começou remédio novo pede a pergunta.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Cianose com saturação que não sobe com oxigênio e sangue achocolatado. Azul de metileno resolve, e a gasometria comum não mostra.
Propiltiouracila, hidralazina, minociclina e a cocaína cortada com levamisol. O anti-MPO costuma vir em título alto com anti-PR3 junto, o que quase não acontece na vasculite idiopática; retirar a droga resolve boa parte.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.