Nivolumabe

Que lesão de órgão nivolumabe pode causar? diabetes por inibidor de checkpoint, colite por inibidor de checkpoint, pneumonite por inibidor de checkpoint, hepatite por inibidor de checkpoint, miocardite por inibidor de checkpoint, miocardite, nefrite intersticial aguda, lesão hepática medicamentosa, reação sarcoide por fármaco, síndrome de extravasamento capilar, insuficiência hepática aguda, exantema medicamentoso, cardiomiopatia, trombocitopenia, lesão renal aguda, agranulocitose, insuficiência cardíaca, neuropatia periférica, doença autoimune, gastroenterite, miopatia, colite, diabetes mellitus, doença da tireoide, miosite, síndrome paraneoplásica, diabetes mellitus tipo 1, miastenia grave, uveíte, citopenia, penfigoide bolhoso, encefalite, nefrite, colangite, insuficiência adrenal, hipopigmentação, vasculite, eosinofilia, pancreatite, coagulopatia, leucopenia, polineuropatia, sarcoidose, gastrite, líquen plano, síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada, doença inflamatória intestinal, neutropenia, retinopatia, linfo-histiocitose hemofagocítica, púrpura, polimiosite, insuficiência hepática, meningite, colite ulcerosa, enterite, doença de Addison, neuropatia óptica, descolamento de retina, encefalite límbica, meningoencefalite, polimialgia reumática, trombofilia, lipodistrofia, rabdomiólise, pneumonite por radiação, pneumonite intersticial, pneumonia em organização, colestase, derrame pleural, pericardite, anemia hemolítica, reativação de tuberculose, bloqueio atrioventricular, pneumonia eosinofílica, síndrome nefrótica, hemorragia alveolar difusa, fibrose pulmonar, dRESS, anemia aplástica, hipertensão pulmonar, infarto do miocárdio, bradicardia, esteatose hepática, urticária e angioedema, nefropatia, artropatia, distúrbio da Pigmentação, insuficiência renal, transtornos linfoproliferativos, hipotiroidismo, vitiligo, pneumonia, tiroidite, artrite, carcinoma, doença genética, exantema, psoríase, lesões orais, tumor de pele, anemia, histiocitose, granuloma, síndrome de Guillain-Barré, carcinoma espinocelular, diátese hemorrágica, neoplasia das vias respiratórias, tumor pulmonar, cetoacidose diabética, dermatomiosite, hipertiroidismo, derrame pericárdico, glomerulonefrite, prurido, transtorno respiratório, arritmia cardíaca, artrite reumatoide, doença cerebrovascular, doença dos brônquios, doença óssea, fasciite, perturbação sensorial, sinovite, adenocarcinoma, anemia hemolítica autoimune, carcinoma broncogênico, carcinoma de pulmão de células não pequenas, ceratoacantoma, eritema, insuficiência respiratória, leucocitose, linfadenopatia, melanoma, neoplasia dos brônquios, neurite óptica, paralisia, púrpura trombocitopênica idiopática, púrpura trombocitopênica trombótica, tirotoxicose, tumor neuroendócrino, xerostomia, angioedema, bloqueio de ramo, bronquiolite, bronquite, carcinoma de células renais, ceratite, disfunção ventricular esquerda, doença da bexiga, doença da córnea, doença pulmonar obstrutiva, esofagite, hipopituitarismo, imunodeficiência, líquen escleroso, meningite asséptica, mielite transversa, mielopatia, miocardiopatia de takotsubo, obstrução intestinal, pancreatite crônica, paniculite, queratose, síndrome miastênica de Lambert-Eaton, tiroidite autoimune, tumor renal, vasculite cerebral, dano alveolar difuso, pneumonite por recall de radiação, dermatite por recall de radiação, alopécia, alopecia areata, ataxia, bócio, bolha, bronquiolite obliterante, cistite, colecistite, demência, demência frontotemporal, dispneia, doença da vesícula biliar, doença vulvar, eczema, eritema multiforme, exoftalmia, fibrose pulmonar idiopática, foliculite, fraqueza muscular, hemofilia A, hidradenitis, hipersensibilidade de tipo III, hipertensão arterial, hipoparatireoidismo, íleo paralítico, lesão pulmonar, linfocitopenia, linfocitose, nefropatia por IgA, neurite, nevo, pênfigo, pneumonia intersticial idiopática, ptose, sarcopenia, síndrome coronária aguda, síndrome de Sjögren, síndrome hipereosinofílica, tempestade tireoidiana, tiroidite de hashimoto, tuberculose pulmonar, úlcera, úlcera gástrica, úlcera péptica, vasculite pulmonar, pneumonia eosinofílica aguda, asma por aspirina, miocardite eosinofílica, miopatia necrosante imunomediada, cistite hemorrágica, pneumonia fibrinosa e organizante aguda, pneumonia intersticial não específica, pneumonia eosinofílica crônica, síndrome de enxertia, acidente isquémico transitório, adenoma, anafilaxia, anemia congenital, aneurisma, aneurisma da aorta, apendicite, aplasia de medula óssea, artralgia, artrite psoriática, carcinoma urotelial, ceratose seborreica, coagulação intravascular disseminada, colite isquêmica, colite microscópica, coma, coma diabético, coma hiperosmolar hiperglicémico, condição pré-maligna, confusão, conjuntivite, corioretinite, coronariopatias, dacriocistite, deficiência em glucose-6-fosfato desidrogenase, degenerescência macular, dermatite herpetiforme, diabetes insípida, diplopia, disfagia, disfunção testicular, dissonia, distúrbios do sistema vestibular, doença celíaca, doença da laringe, doença de Crohn, doença de lesão mínima, doença de Moyamoya, doença do mediastino, doença dos ovários, doença dos seios paranasais, doença hepática gordurosa não alcoólica, doença periodontal, doença torácica, eczema herpético, edema macular, encefalite viral, encefalomielite, enterocolite, erisipela, eritema nodoso, erro metabólico hereditário, esclerite, esclerose sistêmica, esofagite eosinofílica, espondiloartropatia, estenose do esófago, estomatite, gengivite, granulomatose de Wegener, herpes, hidrosadenite, hipersonia, hipertensão portal, incontinência urinária, infeção ocular, insuficiência renal crônica, isquémia cerebral, leucoplasia, linfoma, linfoma folicular, linfoma não Hodgkin, lúpus eritematoso sistêmico, má-absorção intestinal, mesotelioma, mesotelioma maligno, mioclonia, miopatia mitocondrial, mixoma, narcolepsia, necrose avascular, nefropatia membranosa, neoplasia da bexiga, neoplasia da pleura, neuromielite óptica, oftalmoplegia, osteoartrite, pancitopenia, papiledema, paralisia de prega vocal, paralisia facial, paralisia respiratória, paresia, parestesia, patologia uterina, perda auditiva sensorioneural, perda de consciência, pitiríase, pitiríase rubra pilar, pleurisia, pneumomediastino, proteinúria, pseudo-obstrução intestinal, púrpura de Henoch-Schönlein, retinite, rinite, rosácea, ruptura da aorta, sangramento gastrointestinal, síndrome de Churg-Strauss, síndrome de Cushing, síndrome de Goodpasture, síndrome de Kinsbourne, síndrome de Korsakov, síndrome de Ramsay Hunt tipo 2, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, síndrome de Sweet, síndrome do olho seco, síndrome mielodisplásica, síndrome poliglandular autoimune, sinusite, surdez, tamponamento cardíaco, timoma, tosse, transtorno auditivo, traqueopatia, tremor, tumor cardíaco, tumor de glândula salivar, tumor do ovário, úlcera de córnea e vasoespasmo coronariano.

Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.

Ver nomes comerciais e registro na ANVISA

Destruição da célula beta em dias, muitas vezes abrindo com cetoacidose e com autoanticorpo ausente. É irreversível: ao contrário das outras reações imunes, corticoide não devolve a insulina, e o paciente sai insulinodependente.

Relatos no FAERS:
597
ROR:
312,2 (IC 95% 275,3354,1)
Literatura:
10 artigos

Colite por inibidor de checkpoint

AEstabelecidoDigestiva

Diarreia que vira urgência e sangue em semanas, mais frequente e mais grave com anti-CTLA-4 do que com anti-PD-1. Antidiarreico atrasa o diagnóstico; corticoide precoce e infliximabe no refratário evitam a perfuração.

Relatos no FAERS:
1.471
ROR:
158,4 (IC 95% 148,1169,5)
Literatura:
30 artigos

Pneumonite por inibidor de checkpoint

AEstabelecidoRespiratória

Infiltrado que aparece semanas a meses depois do anti-PD-1 e não responde a antibiótico. Corticoide em dose alta, e a decisão de reintroduzir o imunoterápico depende do grau — por isso reconhecer cedo muda o tratamento do câncer, não só do pulmão.

Relatos no FAERS:
777
ROR:
141,2 (IC 95% 129154,6)
Literatura:
25 artigos

Transaminases que sobem sem sintoma, semanas a meses depois de começar. Não é hepatite autoimune clássica: o autoanticorpo costuma faltar, e a biópsia mostra infiltrado lobular. Descartar vírus e progressão da doença antes de atribuir.

Relatos no FAERS:
731
ROR:
130 (IC 95% 118,6142,6)
Literatura:
17 artigos

Rara e a mais letal das reações ao anti-PD-1: aparece nas primeiras seis semanas, muitas vezes junto de miosite e miastenia, e a troponina sobe antes de qualquer sintoma. Fração de ejeção normal não afasta. Corticoide em pulso na suspeita.

Relatos no FAERS:
497
ROR:
104,2 (IC 95% 93,6116)
Literatura:
19 artigos

Miocardite

AEstabelecidoCardíaca

Com os inibidores de checkpoint deixou de ser curiosidade: é rara, precoce e tem letalidade alta. Troponina que sobe nas primeiras semanas de imunoterapia é isso até prova em contrário.

Relatos no FAERS:
2.127
ROR:
33,1 (IC 95% 31,634,7)
Literatura:
59 de 86 artigos

Nefrite intersticial aguda

AEstabelecidoRenal

Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.

Relatos no FAERS:
508
ROR:
5,6 (IC 95% 5,16,1)
Literatura:
17 de 25 artigos

Lesão hepática medicamentosa

AEstabelecidoHepática

Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.

Relatos no FAERS:
1.866
ROR:
4,6 (IC 95% 4,44,8)
Literatura:
26 de 46 artigos

Reação sarcoide por fármaco

BProvávelRespiratória

Granuloma não caseoso com adenomegalia hilar sob interferon, anti-TNF ou inibidor de checkpoint. Capta no PET e é lido como progressão do câncer — a biópsia é o que evita trocar um tratamento que está funcionando.

Relatos no FAERS:
29
ROR:
30,9 (IC 95% 20,945,6)
Literatura:
8 de 10 artigos

Hipotensão com hemoconcentração e edema pulmonar por fuga de albumina. Volume agrava, e o que salva é suspender a droga — interleucina-2, gencitabina, fator estimulador de colônias.

Relatos no FAERS:
63
ROR:
6,8 (IC 95% 5,38,8)
Literatura:
5 de 5 artigos

Icterícia com alargamento do INR e encefalopatia. A lei de Hy (transaminase alta com bilirrubina alta, sem colestase) prevê justamente essa evolução.

Relatos no FAERS:
582
ROR:
2,2 (IC 95% 22,4)
Literatura:
7 de 7 artigos

Exantema medicamentoso

BProvávelCutânea

O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.

Relatos no FAERS:
3.741
ROR:
1,2 (IC 95% 1,11,2)
Literatura:
66 de 107 artigos

Cardiomiopatia

BProvávelCardíaca

Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.

Relatos no FAERS:
187
ROR:
1 (IC 95% 0,91,2)
Literatura:
61 de 91 artigos

Trombocitopenia

BProvávelHematológica

Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.

Relatos no FAERS:
1.014
ROR:
1 (IC 95% 0,91)
Literatura:
18 de 29 artigos

Lesão renal aguda

BProvávelRenal

Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.

Relatos no FAERS:
1.828
ROR:
0,9 (IC 95% 0,91)
Literatura:
17 de 27 artigos

Agranulocitose

BProvávelHematológica

Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.

Relatos no FAERS:
612
ROR:
0,6 (IC 95% 0,60,7)
Literatura:
11 de 15 artigos

Insuficiência cardíaca

BProvávelCardíaca

Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.

Relatos no FAERS:
664
ROR:
0,6 (IC 95% 0,50,6)
Literatura:
5 de 6 artigos

Neuropatia periférica

BProvávelNeurológica

Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.

Relatos no FAERS:
392
ROR:
0,3 (IC 95% 0,30,3)
Literatura:
19 de 38 artigos

Pneumonite por radiação

CPossívelRespiratória

Entra aqui porque a droga é o gatilho: o infiltrado respeita o campo irradiado e reacende meses depois quando entra gencitabina, taxano ou antraciclina — o fenômeno de recall.

Relatos no FAERS:
231
ROR:
26,2 (IC 95% 22,830)
Literatura:
2 artigos

Pneumonite intersticial

CPossívelRespiratória

Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.

Relatos no FAERS:
4.192
ROR:
12,4 (IC 95% 1212,8)
Literatura:
22 de 70 artigos

Pneumonia em organização

CPossívelRespiratória

Consolidação migratória que não responde a antibiótico e some com corticoide — o padrão mais comum de pneumonite por droga com biópsia. Amiodarona, bleomicina, nitrofurantoína e os imunoterápicos são os nomes de sempre.

Relatos no FAERS:
158
ROR:
6,9 (IC 95% 5,98,1)
Literatura:
2 artigos

Colestase

CPossívelHepática

Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.

Relatos no FAERS:
458
ROR:
4,4 (IC 95% 44,8)
Literatura:
1 artigos

Derrame pleural

CPossívelRespiratória

Exsudato, muitas vezes com eosinófilos, sem infecção nem neoplasia. Entra no diferencial antes da toracoscopia.

Relatos no FAERS:
1.229
ROR:
4,3 (IC 95% 44,5)
Literatura:
1 artigos

Pericardite

CPossívelCardíaca

Clássica do lúpus induzido por droga e da imunoterapia. Dor pleurítica com atrito em quem começou remédio novo pede a pergunta.

Relatos no FAERS:
671
ROR:
3,6 (IC 95% 3,33,9)
Literatura:
2 artigos

Anemia hemolítica

CPossívelHematológica

Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.

Relatos no FAERS:
370
ROR:
3,5 (IC 95% 3,23,9)
Literatura:
4 de 12 artigos

Reativação de tuberculose

CPossívelRespiratória

Doença ativa a partir do bacilo que já estava lá, semanas a meses depois de começar anti-TNF, corticoide em dose alta ou outro imunossupressor. Rastrear infecção latente ANTES é a única parte que depende de quem prescreve.

Relatos no FAERS:
61
ROR:
3,1 (IC 95% 2,44)
Literatura:
1 artigos

Bloqueio atrioventricular

CPossívelCardíaca

Antes de indicar marca-passo definitivo, retirar o que bloqueia o nó: essa é a pergunta que muda um implante permanente em observação.

Relatos no FAERS:
282
ROR:
2,2 (IC 95% 22,5)
Literatura:
3 artigos

Pneumonia eosinofílica

CPossívelRespiratória

Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.

Relatos no FAERS:
39
ROR:
1,8 (IC 95% 1,32,5)
Literatura:
2 artigos

Síndrome nefrótica

CPossívelRenal

Proteinúria nefrótica por lesão mínima ou nefropatia membranosa secundária. Remite com a retirada, o que a diferencia da forma idiopática.

Relatos no FAERS:
196
ROR:
1,7 (IC 95% 1,41,9)
Literatura:
3 artigos

Hemorragia alveolar difusa

CPossívelRespiratória

Queda de hemoglobina com infiltrado bilateral, e hemoptise em menos da metade dos casos — a ausência dela não afasta. O lavado que clareia progressivamente confirma à beira do leito.

Relatos no FAERS:
95
ROR:
1,5 (IC 95% 1,31,9)
Literatura:
1 artigos

Fibrose pulmonar

CPossívelRespiratória

A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.

Relatos no FAERS:
80
ROR:
0,8 (IC 95% 0,60,9)
Literatura:
2 artigos

DRESS

CPossívelCutânea

Exantema com febre, eosinofilia e hepatite, duas a oito semanas depois do início. Demora a aparecer e demora a sair: pode piorar mesmo depois da suspensão.

Relatos no FAERS:
82
ROR:
0,7 (IC 95% 0,60,9)
Literatura:
3 artigos

Anemia aplástica

CPossívelHematológica

Pancitopenia com medula hipocelular. Não depende de dose nem de tempo de uso, e a retirada pode não bastar.

Relatos no FAERS:
262
ROR:
0,7 (IC 95% 0,60,8)
Literatura:
1 artigos

Hipertensão pulmonar

CPossívelRespiratória

Instala-se em meses e pode não regredir. A história dos anorexígenos é o motivo de a classe inteira ser vigiada.

Relatos no FAERS:
79
ROR:
0,5 (IC 95% 0,40,6)
Literatura:
1 artigos

Infarto do miocárdio

CPossívelCardíaca

Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.

Relatos no FAERS:
438
ROR:
0,4 (IC 95% 0,40,4)
Literatura:
1 artigos

Bradicardia

CPossívelCardíaca

A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.

Relatos no FAERS:
74
ROR:
0,2 (IC 95% 0,20,3)
Literatura:
1 artigos

Esteatose hepática

CPossívelHepática

Microvesicular (aguda, por toxicidade mitocondrial, grave) ou macrovesicular (crônica, indolente). São prognósticos diferentes com o mesmo nome no laudo do ultrassom.

Relatos no FAERS:
15
ROR:
0,2 (IC 95% 0,10,3)
Literatura:
1 artigos

Urticária e angioedema

CPossívelCutânea

Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.

Relatos no FAERS:
170
ROR:
0,1 (IC 95% 0,10,2)
Literatura:
3 artigos

Dano alveolar difuso

CPossívelRespiratória

O achado histológico por trás da SDRA e da forma mais grave de pneumonite por droga. Aparece na biópsia quando a suspeita clínica já passou — e é o que fecha o caso retrospectivamente.

Relatos no FAERS:
8
Literatura:
2 artigos

Pneumonite que reacende dentro do campo já irradiado, às vezes meses depois, quando entra a quimioterapia — gencitabina e taxano são os nomes de sempre. O infiltrado obedece ao desenho do campo de radioterapia e não à anatomia do lobo, e é isso que separa de progressão e de infecção.

Literatura:
2 artigos

Eritema que reacende exatamente no campo irradiado meses antes, horas a dias depois de uma dose de quimioterapia. O limite geométrico na pele é o que dá o diagnóstico e afasta infecção.

Literatura:
2 artigos

Vasculite pulmonar

CPossívelRespiratória

Capilarite com hemoptise e queda de hemoglobina, às vezes com ANCA positivo. Hidralazina, propiltiouracila e levamisol (adulterante da cocaína) são os nomes que se procura na anamnese.

Relatos no FAERS:
5
Literatura:
1 artigos

Pneumonia eosinofílica aguda

CPossívelRespiratória

Febre e hipoxemia que abrem em dias, com eosinófilo no lavado e sangue normal — o hemograma limpo é o que faz descartar a hipótese cedo demais. Daptomicina e o início recente do tabagismo são as duas histórias clássicas. Responde ao corticoide em horas e recidiva se a droga voltar, o que serve de prova retrospectiva.

Literatura:
1 artigos

Asma por aspirina

CPossívelRespiratória

Asma com pólipo nasal que piora depois de AAS ou de qualquer anti-inflamatório não seletivo — a tríade de Samter. Não é alergia, é a via da cicloxigenase, e por isso o coxibe e o paracetamol em dose baixa costumam passar. Escrever "alérgico a AAS" no prontuário é o que faz o paciente perder o antiagregante depois do infarto.

Literatura:
1 artigos

Miocardite eosinofílica

CPossívelCardíaca

Reação de hipersensibilidade no miocárdio, com eosinofilia no sangue em boa parte dos casos e sem relação com a dose. Clozapina é a causa clássica na primeira semana; antibiótico e anticonvulsivante entram pelo mesmo caminho do DRESS.

Literatura:
1 artigos

Miopatia necrosante imunomediada

CPossívelMusculoesquelética

Fraqueza proximal com CK muito alta que continua piorando depois de suspender a estatina — é o que separa da mialgia comum. Anticorpo anti-HMGCR confirma, e o tratamento é imunossupressão, não só retirada.

Relatos no FAERS:
2
Literatura:
1 artigos

Cistite hemorrágica

CPossívelUrogenital

Hematúria com disúria e coágulos depois de ciclofosfamida ou ifosfamida: a acroleína agride o urotélio. Hidratação e mesna previnem, e no transplantado a mesma apresentação pode ser vírus BK.

Literatura:
1 artigos

Bolas de fibrina no alvéolo sem membrana hialina: fica entre a pneumonia em organização e o dano alveolar difuso, e a forma aguda tem mortalidade de dano alveolar. Só a biópsia separa, e a suspeita é o que a indica.

Literatura:
1 artigos

Vidro fosco com reticulado poupando a região subpleural, homogêneo no tempo — e é justamente a homogeneidade que separa da fibrose pulmonar idiopática. Padrão frequente de dano por metotrexato, amiodarona e quimioterápico, e o que mais melhora ao suspender.

Literatura:
1 artigos

Pneumonia eosinofílica crônica

CPossívelRespiratória

Infiltrado periférico em "edema pulmonar invertido", com semanas de tosse, febre e perda de peso. Derrete com corticoide e recidiva ao desmamar — e recidiva de novo se o fármaco que a causou voltar sem que ninguém tenha ligado os dois.

Literatura:
1 artigos

Síndrome de enxertia

CPossívelRespiratória

Febre, rash e infiltrado pulmonar na virada da neutropenia, com o enxerto pegando. Fator estimulador de colônias antecipa e intensifica; responde rápido a corticoide, e a armadilha é tratar como sepse e esperar.

Literatura:
1 artigos

Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.

Dados de 2026-09-21.