Colite isquêmica por medicamento

Que fármacos causam colite isquêmica? Com a evidência mais forte: alosetrona, efedrina, cocaína, polietilenoglicol, clozapina e sumatriptana, entre 69 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

69 substâncias (40 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Alosetronasem registro no BrasilBProvável14 de 16
EfedrinaBProvável8 de 8
Cocaínasem registro no BrasilBProvável7 de 9
Polietilenoglicolsem registro no BrasilBProvável6 de 9
ClozapinaBProvável6 de 6
SumatriptanaBProvável6 de 6
BisacodilBProvável5 de 5
Tegaserodesem registro no BrasilBProvável5 de 6
DiclofenacoBProvável4 de 4
NaratriptanaBProvável4 de 4
Quetiapinasem registro no BrasilCPossível4 de 6
Poliestirenonão é medicamentoCPossível4 de 6
Ácido poliestirenossulfônicosem registro no BrasilCPossível4 de 6
PseudoefedrinaCPossível3
Fenterminasem registro no BrasilCPossível3
RizatriptanaCPossível3
RibavirinaCPossível3
5-Fluorouracilasem registro no BrasilCPossível3
FenilefrinaCPossível2
Anfetaminasem registro no BrasilCPossível2
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível2
AmitriptilinaCPossível2
Desoxicitidinasem registro no BrasilCPossível2
CisplatinaCPossível2
Alfapeginterferona 2asem registro no BrasilCPossível2
Metanfetaminasem registro no BrasilCPossível2
CarboplatinaCPossível2
PaclitaxelCPossível2
Glutaraldeídonão é medicamentoCPossível2
Vitamina Csem registro no BrasilCPossível1
GlicerolCPossível1
Dextroanfetaminasem registro no BrasilCPossível1
Índigo-carmimsem registro no BrasilCPossível1
NintedanibeCPossível1
LenalidomidaCPossível1
CefuroximaCPossível1
NivolumabeCPossível1
AflibercepteCPossível1
Carbonato de magnésiosem registro no BrasilCPossível1
SorbitolCPossível1
PemetrexedeCPossível1
MetilprednisolonaCPossível1
Fosfato trissódicosem registro no BrasilCPossível1
OseltamivirCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
LoperamidaCPossível1
LansoprazolCPossível1
Interferão beta-1asem registro no BrasilCPossível1
AlprostadilCPossível1
Benzatropinasem registro no BrasilCPossível1
Ácido folínicosem registro no BrasilCPossível1
MetronidazolCPossível1
DigoxinaCPossível1
PropranololCPossível1
Nicardipinosem registro no BrasilCPossível1
Rofecoxibesem registro no BrasilCPossível1
TramadolCPossível1
FurosemidaCPossível1
Vimblastinasem registro no BrasilCPossível1
CafeínaCPossível1
Acenocumarolsem registro no BrasilCPossível1
NaltrexonaCPossível1
IbuprofenoCPossível1
InositolCPossível1
Cracknão é medicamentoCPossível1
FlutamidaCPossível1
FenfluraminaCPossível1
Acido acetilsalicilicoCPossível1
Estrogênios conjugadossem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como colite isquêmica causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.