Exantema medicamentoso
BProvávelCutâneaO mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
- Literatura:
- 23 de 24 artigos
Que lesão de órgão propranolol pode causar? exantema medicamentoso, alucinação, disfunção erétil, síndrome do desejo sexual hipoativo, confusão, delirium, alopécia, doença de Peyronie, sonambulismo, bradicardia, torsades de pointes, prolongamento do intervalo QT, parkinsonismo, cardiomiopatia, convulsão, síndrome do desconforto respiratório agudo, colestase, broncoespasmo, edema pulmonar não cardiogênico, valvopatia, fotossensibilidade, insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar, trombocitopenia, neuropatia periférica, lesão renal aguda, arritmia cardíaca, hipotensão arterial, doença dos brônquios, hipertensão arterial, parada cardíaca, transtornos do humor, transtorno respiratório, bloqueio de ramo, infarto do miocárdio, doença pulmonar obstrutiva, perda de consciência, psoríase, hipersensibilidade respiratória, taquicardia, trombose, asma, choque cardiogênico, complicações na gravidez, doença de Raynaud, doença da tireoide, perturbação sensorial, angina, hemangioma, peritonite, insuficiência respiratória, anafilaxia, coma, coronariopatias, dispneia, dissonia, doença autoimune, doença genética, fibrilhação ventricular, lesões orais, miopatia, síncope, lesão hepática medicamentosa, hemangioma infantil, nefropatia, encefalopatia hepática, hipertiroidismo, insônia, insuficiência hepática, transtorno do espectro esquizofrênico, pneumonite intersticial, cardiopatia congênita, distúrbios do sistema vestibular, eritema, hipotensão postural, parassonia, tremor, tumor de pele, vertigem, urticária e angioedema, acidente vascular cerebral, ataxia, claudicação intermitente, crescimento intra uterino restrito, diabetes mellitus, doença arterial periférica, doença cerebrovascular, enxaqueca, estomatite, miastenia grave, obstrução intestinal, paranoia, perturbação cognitiva, síndrome paraneoplásica, fibrose pulmonar, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, angina de Prinzmetal, artropatia, citopenia, doença da córnea, eritema multiforme, erro metabólico hereditário, hiper-reatividade brônquica, insuficiência renal, lúpus eritematoso sistêmico, miotonia, pancreatite, perturbação do neurodesenvolvimento, síndrome de Adams-Stokes, tirotoxicose, transtorno bipolar, vasoespasmo coronariano, derrame pleural, síndrome nefrótica, amnésia, apneia, artrite, bronquite, carcinoma, cardiomegalia, cardiomiopatia dilatada, cárie dentária, ceratite, coma diabético, diplopia, eczema, eosinofilia, epilepsia, espasmo, esquizofrenia, gastroenterite, hipertricose, hipotiroidismo, icterícia neonatal, infarto cerebral, insuficiência renal crônica, isquémia cerebral, líquen plano, mononeuropatia, obstrução das vias aéreas, paralisia, parestesia, pneumonite de hipersensibilidade, sangramento gastrointestinal, síndrome do túnel carpal, taquicardia ventricular, tempestade tireoidiana, transtorno auditivo, transtorno da comunicação, úlcera, vasculite, xerostomia, pneumonia eosinofílica, nefrite intersticial aguda, agranulocitose, anemia hemolítica, erupção fixa por droga, alveolite linfocítica, acalasia, acantose nigricans, acne, adenocarcinoma, anemia, angioedema, anoxia perinatal, apneia de sono, arteriosclerose, arterite, bronquiolite, cãibra, carcinoma espinocelular, cardiomiopatia hipertrófica, coagulopatia, colangite, colestase intra-hepática da gravidez, colite, colite isquêmica, coma hiperosmolar hiperglicémico, condição pré-maligna, contratura, contratura de Dupuytren, demência, dermatite atópica, diabetes mellitus tipo 2, dificuldade de aprendizagem, disfagia, disfunção de pregas vocais, dispraxia, distonia, distrofia miotônica, distrofia muscular, distúrbio da Pigmentação, doença da laringe, doença das glândulas sebáceas, doença do pé, doença dos seios paranasais, doença óssea, embolia, embolia pulmonar, esclerose sistêmica, estado asmático, estenose aórtica, estenose do esófago, feocromocitoma, fibrilação auricular, fibroma, fístula das vias respiratórias, fístula traqueoesofágica, fobia, granuloma, hepatocarcinoma, hiperpigmentação, hiperpituitarismo, hiperprolactinémia, hipersensibilidade de tipo III, hipersonia, hipertensão portal, hipertiroxinemia, hipoaldosteronismo, hipolipoproteinemia, histeria, íleo paralítico, infertilidade, infertilidade feminina, infertilidade masculina, insuficiência adrenal, insuficiência placentária, laringoespasmo, leucocitose, leucopenia, linfocitose, lipidose, lupus vulgaris, melanose, mioclonia, nefrite, neurastenia, oftalmoplegia, oligúria, osteoporose, paralisia periódica hipocalémica, pênfigo, perturbação de ansiedade, pneumonia, poliarterite nodosa, poliglobulia, pólipo nasal, pseudo-obstrução intestinal, púrpura, queratose, rabdomiólise, rinite, síndrome de Brugada, síndrome de Cushing, síndrome hepatorrenal, síndrome hipereosinofílica, sinusite, surdez, transtorno comportamental do sono de movimento rápido dos olhos, transtorno de personalidade, transtorno de personalidade histriônica, transtorno somatoforme, transtornos linfoproliferativos, traqueopatia, trombose venosa, tumor neuroendócrino, uveíte e zumbido.
Cada quadro vem com o número de artigos que o NLM indexou como causado por droga, o número de notificações no FAERS quando existe, e o grau de evidência que os dois sustentam.
Ver nomes comerciais e registro na ANVISA
O mais comum de todos. Sem febre, sem mucosa, sem descolamento e sem eosinofilia é benigno — e são justamente esses quatro sinais que se procura.
A mais comum e a mais reversível das toxicidades cardíacas. Vale conferir a lista de medicamentos antes de qualquer investigação de nó sinusal.
Taquicardia ventricular polimórfica sobre QT longo. Magnésio e retirada da droga; antiarrítmico da classe habitual piora.
Achado de eletrocardiograma, não doença. Importa porque é o degrau antes da torsades, e porque se soma: duas drogas de risco moderado valem uma de risco alto.
Simétrico e sem tremor de repouso franco, ao contrário da doença de Parkinson. Regride em semanas a meses — e é diagnosticado como doença degenerativa com frequência.
Queda da fração de ejeção por dano direto ao miócito. Dose-dependente nas antraciclinas e, em parte, reversível se pega cedo — daí o ecocardiograma antes e durante, não depois.
Por rebaixamento do limiar. Em crise de primeiro episódio, a lista de medicamentos entra na investigação junto com a imagem.
A forma mais grave e a mais letal. Droga é causa rara de SDRA e a única reversível por retirada.
Fosfatase alcalina e bilirrubina desproporcionais às transaminases, com via biliar livre no exame de imagem. Resolve devagar — meses — depois da retirada.
Imediato e reproduzível. Em asmático, betabloqueador e AINE são as duas causas que se pergunta antes de escalonar a crise.
Edema com pressão de enchimento normal. Diurético não resolve e piora a perfusão — o que resolve é reconhecer a droga.
Fibrose valvar por agonismo serotoninérgico. Instala-se devagar, não regride, e é a razão de alguns agonistas dopaminérgicos terem saído do mercado.
Queimadura desproporcional à exposição, restrita à área de sol. Fototóxica (dose-dependente, na primeira exposição) ou fotoalérgica (precisa de sensibilização prévia).
Descompensação por retenção de sódio ou inotropismo negativo, sem dano estrutural novo. Diferente da cardiomiopatia: aqui a droga precipita, não destrói.
Instala-se em meses e pode não regredir. A história dos anorexígenos é o motivo de a classe inteira ser vigiada.
Imune, com queda em dias. A induzida por heparina é a exceção que sangra menos e tromba mais — e nela a conduta é anticoagular, não transfundir.
Sensitiva, distal e simétrica. Dose-dependente nos quimioterápicos, e é motivo formal de redução de dose antes de virar incapacitante.
Por necrose tubular, por hemodinâmica ou por cristais — mecanismos com condutas diferentes. Suspender o nefrotóxico é o único passo comum aos três.
Por vasoespasmo ou por trombose. O espasmo do 5-fluorouracil e da cocaína não abre com o mesmo tratamento do trombo.
Diagnóstico de exclusão e a causa nº 1 de insuficiência hepática aguda no Ocidente. O padrão (hepatocelular, colestático ou misto) pelo R de Hy orienta a gravidade.
Infiltrado intersticial que aparece semanas a meses depois da droga e regride quando ela sai. É o padrão mais comum de toxicidade pulmonar e o mais confundido com infecção — o que decide é a retirada, não o antibiótico.
Imediata e mediada por IgE, ou tardia por bradicinina — e o angioedema por inibidor da ECA, que é o segundo caso, não responde a anti-histamínico nem a adrenalina.
A pneumonite que não foi reconhecida a tempo. Ao contrário dela, não regride com a suspensão — por isso o valor de identificar a fase anterior.
Descolamento de pele e acometimento de mucosas. Mortalidade alta, e a única medida com efeito comprovado é suspender a droga o quanto antes.
Exsudato, muitas vezes com eosinófilos, sem infecção nem neoplasia. Entra no diferencial antes da toracoscopia.
Proteinúria nefrótica por lesão mínima ou nefropatia membranosa secundária. Remite com a retirada, o que a diferencia da forma idiopática.
Infiltrado com eosinofilia no sangue ou no lavado. Responde a corticoide e à retirada, e recidiva se a droga voltar — a reexposição é o teste que confirma e que não se faz de propósito.
Creatinina que sobe com sedimento pobre, às vezes com eosinofilúria. A tríade clássica (febre, exantema, eosinofilia) aparece na minoria — esperar por ela é perder o diagnóstico.
Neutrófilos abaixo de 500 por reação idiossincrática. Febre em quem usa droga de risco é emergência: hemograma antes de qualquer outra coisa.
Autoimune (Coombs positivo) ou oxidativa, e nesta pergunta-se por deficiência de G6PD antes de prescrever.
Placa arredondada que volta no mesmo lugar a cada reexposição e deixa mancha escura. A forma bolhosa generalizada imita necrólise epidérmica tóxica, e a diferença é a história de repetição no mesmo sítio.
Linfocitose no lavado broncoalveolar, que é o achado que mais sugere droga quando a tomografia é inespecífica. Relação CD4/CD8 baixa aponta para medicamento e para pneumonite de hipersensibilidade; alta aponta para sarcoidose.
Sinal não é incidência, e não é diagnóstico. O FAERS é notificação espontânea: não sabe quantos pacientes tomaram o remédio sem nada acontecer. O que esta página diz é que, diante de um paciente com um destes quadros, vale perguntar por esta substância.
Dados de 2026-09-21.