Lupus vulgaris por medicamento
Que fármacos causam lupus vulgaris? Com a evidência mais forte: procainamida, hidralazina, minociclina, penicilamina, isoniazida e quinidina, entre 41 substâncias.
Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.
CID-10: A18.4 — Tuberculose de pele e do tecido celular subcutâneo
Fármacos com literatura ou sinal
41 substâncias (22 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.
| Substância | Evidência | Artigos | Relatos | ROR (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|
| Procainamidasem registro no Brasil | BProvável | 21 de 25 | — | — |
| Hidralazina | BProvável | 12 de 15 | — | — |
| Minociclinasem registro no Brasil | BProvável | 11 de 14 | — | — |
| Penicilamina | BProvável | 8 de 8 | — | — |
| Isoniazida | CPossível | 7 de 106 | — | — |
| Quinidinasem registro no Brasil | CPossível | 3 | — | — |
| Mesalazinasem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Carbamazepina | CPossível | 2 | — | — |
| Metimazol | CPossível | 2 | — | — |
| Clorpromazinasem registro no Brasil | CPossível | 2 | — | — |
| Fenitoína | CPossível | 2 | — | — |
| Fenobarbital | CPossível | 2 | — | — |
| Estrogêniossem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| DDTnão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Ticlopidina | CPossível | 1 | — | — |
| Imunoglobulina G | CPossível | 1 | — | — |
| Doxorrubicina | CPossível | 1 | — | — |
| Mercúrionão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Lisinoprilsem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Sinvastatinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Hidroxiureiasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Sílicanão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Sulfassalazina | CPossível | 1 | — | — |
| Atenolol | CPossível | 1 | — | — |
| Danazol | CPossível | 1 | — | — |
| Fenilbutazona | CPossível | 1 | — | — |
| Primidona | CPossível | 1 | — | — |
| Propiltiouracila | CPossível | 1 | — | — |
| Nitrofurantoína | CPossível | 1 | — | — |
| Metildopa | CPossível | 1 | — | — |
| Minoxidil | CPossível | 1 | — | — |
| Reserpinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Propranolol | CPossível | 1 | — | — |
| Guanetidinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Pratasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Arsênionão é medicamento | CPossível | 1 | — | — |
| Etambutol | CPossível | 1 | — | — |
| Rifampicinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Estreptomicinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
| Heparina sódica suína | CPossível | 1 | — | — |
| Clortetraciclinasem registro no Brasil | CPossível | 1 | — | — |
Artigos: quantos o NLM indexou como lupus vulgaris causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.
O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.
O grau de evidência
- AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
- BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
- CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.
Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.
Dados de 2026-09-21.