Hiper-reatividade brônquica por medicamento

Que fármacos causam hiper-reatividade brônquica? Com a evidência mais forte: ozônio, cloro, formaldeído, ácido sulfúrico, cloreto de metacolina e material particulado, entre 122 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

Fármacos com literatura ou sinal

122 substâncias (36 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Ozônionão é medicamentoBProvável64 de 143
Cloronão é medicamentoBProvável14 de 24
Formaldeídonão é medicamentoBProvável9 de 14
Ácido sulfúriconão é medicamentoBProvável6 de 10
Cloreto de metacolinasem registro no BrasilCPossível26 de 1391
Material particuladonão é medicamentoCPossível19 de 44
Emissões veicularesnão é medicamentoCPossível12 de 48
Diisocianato de toluenonão é medicamentoCPossível12 de 34
Dióxido de enxofrenão é medicamentoCPossível11 de 25
Dióxido de nitrogênionão é medicamentoCPossível11 de 27
SalbutamolCPossível10 de 176
Fumaçanão é medicamentoCPossível10 de 37
Acido acetilsalicilicoCPossível10 de 35
Histaminasem registro no BrasilCPossível9 de 508
Isocianatosnão é medicamentoCPossível9 de 20
Acetilcolinasem registro no BrasilCPossível6 de 291
CapsaicinaCPossível5 de 91
Anidridos ftálicosnão é medicamentoCPossível5 de 16
Montelucastesem registro no BrasilCPossível5 de 40
Fluoretosnão é medicamentoCPossível4 de 6
Peróxido de hidrogéniosem registro no BrasilCPossível4 de 11
PropranololCPossível3
FenoterolCPossível3
Ácido clorídricosem registro no BrasilCPossível3
Parationanão é medicamentoCPossível3
ManitolCPossível3
RoflumilasteCPossível3
Perfumenão é medicamentoCPossível2
Oxigêniosem registro no BrasilCPossível2
Cianoacrilatosnão é medicamentoCPossível2
ParacetamolCPossível2
Alumínionão é medicamentoCPossível2
Polimixina BCPossível2
Acroleínanão é medicamentoCPossível2
Cloreto de benzalcônionão é medicamentoCPossível2
Fosgênionão é medicamentoCPossível2
LisinaCPossível2
Sílicanão é medicamentoCPossível2
Gás mostardanão é medicamentoCPossível2
Titânionão é medicamentoCPossível2
Ácido etanoicosem registro no BrasilCPossível2
Tinturas de cabelonão é medicamentoCPossível2
TimololCPossível1
Cromoglicato de sódiosem registro no BrasilCPossível1
Candesartana cilexetilaCPossível1
Dióxido de carbonosem registro no BrasilCPossível1
Isoprenalinasem registro no BrasilCPossível1
MetotrexatoCPossível1
Fisostigminasem registro no BrasilCPossível1
Clorpirifósnão é medicamentoCPossível1
Níquelnão é medicamentoCPossível1
MedroxiprogesteronaCPossível1
DexametasonaCPossível1
RisperidonaCPossível1
FentanilaCPossível1
Ioexolsem registro no BrasilCPossível1
Procaterolsem registro no BrasilCPossível1
Acetaldeídonão é medicamentoCPossível1
IsofluranoCPossível1
Heroínasem registro no BrasilCPossível1
Cocaínasem registro no BrasilCPossível1
Monofosfato de adenosinasem registro no BrasilCPossível1
Hipoclorito de sódiosem registro no BrasilCPossível1
AmônioCPossível1
DinoprostonaCPossível1
Naftalenosnão é medicamentoCPossível1
IbuprofenoCPossível1
IcatibantoCPossível1
Petróleonão é medicamentoCPossível1
Carbacolsem registro no BrasilCPossível1
TerbutalinaCPossível1
AtropinaCPossível1
Cromonão é medicamentoCPossível1
AzelastinaCPossível1
AmiodaronaCPossível1
Polietilenoglicolsem registro no BrasilCPossível1
Gasolinanão é medicamentoCPossível1
Aço inoxidávelnão é medicamentoCPossível1
EnalaprilCPossível1
Cloraminasnão é medicamentoCPossível1
Cloramina-Tsem registro no BrasilCPossível1
Sulfitosnão é medicamentoCPossível1
Óxido de zinconão é medicamentoCPossível1
Diclorometanonão é medicamentoCPossível1
Óxidos de nitrogênionão é medicamentoCPossível1
Furoato de fluticasonasem registro no BrasilCPossível1
Cobaltonão é medicamentoCPossível1
Óxido de alumíniosem registro no BrasilCPossível1
Toluenonão é medicamentoCPossível1
EritromicinaCPossível1
Vitamina Asem registro no BrasilCPossível1
Aldesleucinasem registro no BrasilCPossível1
FexofenadinaCPossível1
NitrofurantoínaCPossível1
Piperazinasem registro no BrasilCPossível1
Dicromato de potássionão é medicamentoCPossível1
CiclesonidaCPossível1
Reproterolsem registro no BrasilCPossível1
Poliestirenonão é medicamentoCPossível1
Microplásticosnão é medicamentoCPossível1
ImiquimodeCPossível1
Sulfeto de hidrogênionão é medicamentoCPossível1
NicotinaCPossível1
Nanotubos de carbononão é medicamentoCPossível1
Nitrogêniosem registro no BrasilCPossível1
Betanecolsem registro no BrasilCPossível1
Cloreto de cádmionão é medicamentoCPossível1
Amiantonão é medicamentoCPossível1
Angiotensina IIsem registro no BrasilCPossível1
BleomicinaCPossível1
Dornase alfasem registro no BrasilCPossível1
Diacetilnão é medicamentoCPossível1
Fuligemnão é medicamentoCPossível1
MelfalanaCPossível1
Ácido fólicoCPossível1
Metoxalenosem registro no BrasilCPossível1
Netilmicinasem registro no BrasilCPossível1
Resinas epóxinão é medicamentoCPossível1
Imidaprilsem registro no BrasilCPossível1
Cefmetazolsem registro no BrasilCPossível1
Cromatosnão é medicamentoCPossível1
Borrachanão é medicamentoCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como hiper-reatividade brônquica causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.