Melanoma por medicamento

Que fármacos causam melanoma? Com a evidência mais forte: bifenilos policlorados, hidroclorotiazida, levodopa, metotrexato, arsênio e estrogênios, entre 119 substâncias.

Quadro sem termo correspondente no FAERS: a evidência aqui é só a literatura indexada, então o grau não passa de B (provável) — não por ser fraca, mas porque falta a segunda base para chegar a A.

CID-10: C43.9 Melanoma maligno de pele, não especificado

Fármacos com literatura ou sinal

119 substâncias (60 com registro no Brasil), da evidência mais forte para a mais fraca. Quem entra na lista é quem o NLM indexou como causa — o FAERS entra quando tem número.

SubstânciaEvidênciaArtigosRelatosROR (IC 95%)
Bifenilos policloradosnão é medicamentoBProvável11 de 22
Hidroclorotiazidasem registro no BrasilBProvável11 de 21
LevodopaCPossível28 de 152
MetotrexatoCPossível14 de 236
Arsênionão é medicamentoCPossível11 de 32
Estrogêniossem registro no BrasilCPossível11 de 70
MercaptopurinaCPossível5 de 20
ClomifenoCPossível5 de 9
PembrolizumabeCPossível5 de 970
VoriconazolCPossível4 de 7
Benzenonão é medicamentoCPossível4 de 7
NivolumabeCPossível4 de 1570
Cloreto de vinilanão é medicamentoCPossível3
Fingolimodesem registro no BrasilCPossível3
Tracolimosem registro no BrasilCPossível3
Sildenafilasem registro no BrasilCPossível3
Peróxido de benzoílosem registro no BrasilCPossível2
Cloreto de polivinilanão é medicamentoCPossível2
Tinturas de cabelonão é medicamentoCPossível2
Petróleonão é medicamentoCPossível2
NicotinaCPossível2
CiclofosfamidaCPossível2
BleomicinaCPossível2
Clorambucilasem registro no BrasilCPossível2
Cromonão é medicamentoCPossível2
RituximabeCPossível2
InfliximabeCPossível2
Etanolsem registro no BrasilCPossível2
NatalizumabeCPossível2
EtanercepteCPossível2
RasagilinaCPossível2
Hidrocarbonetos aromáticos policíclicosnão é medicamentoCPossível2
Astemizolsem registro no BrasilCPossível2
CiclosporinaCPossível2
Formaldeídonão é medicamentoCPossível2
EncorafenibeCPossível2
ValsartanaCPossível2
IpilimumabeCPossível2
TelmisartanaCPossível2
Erlotinibesem registro no BrasilCPossível2
AcetilcisteínaCPossível2
BussulfanoCPossível1
Trioxsalenosem registro no BrasilCPossível1
Resinas epóxinão é medicamentoCPossível1
Mostarda nitrogenada 2sem registro no BrasilCPossível1
Dióxido de nitrogênionão é medicamentoCPossível1
Níquelnão é medicamentoCPossível1
DiazepamCPossível1
PrednisonaCPossível1
Clorofórmiosem registro no BrasilCPossível1
Dietilestilbestrolsem registro no BrasilCPossível1
PenicilaminaCPossível1
Ácido sulfúriconão é medicamentoCPossível1
Fenacetinasem registro no BrasilCPossível1
DabrafenibeCPossível1
AdalimumabeCPossível1
Tricloroetilenosem registro no BrasilCPossível1
Tetracloroetilenonão é medicamentoCPossível1
TocilizumabeCPossível1
Ácido 4-aminobenzoicosem registro no BrasilCPossível1
Estrogênios conjugadossem registro no BrasilCPossível1
MedroxiprogesteronaCPossível1
TimololCPossível1
Pimecrolimussem registro no BrasilCPossível1
EculizumabeCPossível1
Titânionão é medicamentoCPossível1
AzatioprinaCPossível1
AprotininaCPossível1
Ácido aminocaproicosem registro no BrasilCPossível1
RamelteonaCPossível1
Zaleplonasem registro no BrasilCPossível1
Imunoglobulina GCPossível1
Ácido etanoicosem registro no BrasilCPossível1
Mercúrionão é medicamentoCPossível1
Dibenzodioxinas policloradasnão é medicamentoCPossível1
Amiantonão é medicamentoCPossível1
Óleo mineralsem registro no BrasilCPossível1
Desoxicitidinasem registro no BrasilCPossível1
Metoxalenosem registro no BrasilCPossível1
Dioxinasnão é medicamentoCPossível1
ProgesteronaCPossível1
Ácido delta-aminolevulínicosem registro no BrasilCPossível1
Gonadotrofina coriónica humanasem registro no BrasilCPossível1
Cloronão é medicamentoCPossível1
CladribinaCPossível1
Vidarabinasem registro no BrasilCPossível1
FludarabinaCPossível1
HidroxizinaCPossível1
LoratadinaCPossível1
DoxilaminaCPossível1
CetirizinaCPossível1
Secuquinumabesem registro no BrasilCPossível1
CetuximabeCPossível1
LercanidipinoCPossível1
Trandolaprilsem registro no BrasilCPossível1
Moxonidinasem registro no BrasilCPossível1
TadalafilaCPossível1
Candesartana cilexetilaCPossível1
MetforminaCPossível1
PonatinibeCPossível1
CisplatinaCPossível1
Ftalato de dietil-hexilanão é medicamentoCPossível1
TofacitinibeCPossível1
Olmesartana medoxomilaCPossível1
CarbamazepinaCPossível1
LamotriginaCPossível1
IrbesartanaCPossível1
Angiotensina IIsem registro no BrasilCPossível1
Acido acetilsalicilicoCPossível1
IsofluranoCPossível1
Sulfato de condroitinasem registro no BrasilCPossível1
EtinilestradiolCPossível1
Sal de lítiosem registro no BrasilCPossível1
TamoxifenoCPossível1
CobimetinibeCPossível1
Acrilamidanão é medicamentoCPossível1
Cloreto de cádmionão é medicamentoCPossível1
BetacarotenoCPossível1
Vitamina Asem registro no BrasilCPossível1

Artigos: quantos o NLM indexou como melanoma causada por droga, sobre o total de artigos que ligam o fármaco ao quadro. O link abre a mesma busca e devolve o mesmo número. Relatos: notificações no FAERS que citam os dois. ROR: quantas vezes o par aparece junto além do esperado, com o intervalo de confiança de 95%.

O travessão não quer dizer zero: quer dizer que a openFDA não devolve o fármaco entre os mais notificados desta reação, e sem os dois números do FAERS não há ROR para calcular.

O grau de evidência

  • AEstabelecidoa literatura indexada sustenta a causa e tem volume (10 artigos ou mais), e a notificação espontânea mostra desproporção — as duas bases, não uma.
  • BProvávela literatura indexada sustenta a causa sozinha: pelo menos 3 artigos, e a proporção deles sobrevive ao próprio intervalo de confiança.
  • CPossívelhá artigo que indexa o quadro como causado por droga, mas a proporção não separa causa de coincidência — ou o sinal veio só da notificação.

Nada disso é incidência: notificação espontânea não tem quantos pacientes foram expostos, e artigo publicado mede interesse tanto quanto frequência. Um número alto diz que vale perguntar pelo fármaco, não que ele é a causa neste paciente.

Dados de 2026-09-21.